{"id":40216,"date":"2026-11-01T15:06:00","date_gmt":"2026-11-01T18:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=40216"},"modified":"2026-11-01T15:06:00","modified_gmt":"2026-11-01T18:06:00","slug":"com-pescoco-gigantesco-e-corpo-que-podia-alcancar-37-metros-patagotitan-viveu-na-argentina-e-esta-entre-os-maiores-animais-que-ja-caminharam-pela-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/com-pescoco-gigantesco-e-corpo-que-podia-alcancar-37-metros-patagotitan-viveu-na-argentina-e-esta-entre-os-maiores-animais-que-ja-caminharam-pela-terra\/","title":{"rendered":"Com pesco\u00e7o gigantesco e corpo que podia alcan\u00e7ar 37 metros, Patagotitan viveu na Argentina e est\u00e1 entre os maiores animais que j\u00e1 caminharam pela Terra"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O maior dinossauro j\u00e1 catalogado pela ci\u00eancia tinha quase 40 metros de comprimento e 8 metros de altura. Uma r\u00e9plica do animal est\u00e1 em exposi\u00e7\u00e3o no Parque Ibirapuera, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A exposi\u00e7\u00e3o Dinossauros \u2013 Patagotitan, o Maior do Mundo est\u00e1 em cartaz at\u00e9 27 de novembro e mostra ao p\u00fablico um animal que viveu h\u00e1 cerca de 100 milh\u00f5es de anos. A mostra re\u00fane 12 r\u00e9plicas de esqueletos trazidos de s\u00edtios argentinos, organizadas para recriar o ambiente do per\u00edodo Cret\u00e1ceo.<\/p>\n\n\n\n\r\n\r\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Patagotitan: o maior dinossauro do mundo\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IqAUPPTLgVc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\r\n\r\n\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A curadoria do material trazido ao Brasil \u00e9 do paleont\u00f3logo Luiz Eduardo Anelli, professor do Instituto de Geoci\u00eancias da USP.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um tamanho que funcionava como prote\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Poucos predadores conseguiam representar uma amea\u00e7a real a um Patagotitan adulto e saud\u00e1vel. Segundo Anelli, em entrevista ao site GZH, o pr\u00f3prio porte funcionava como defesa natural. A despropor\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o dos visitantes, que costumam notar certo ar d\u00f3cil em um animal dessa escala.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Patagotitan mayorum existiu num planeta formado por um \u00fanico bloco de terra, o Gondwana, cercado por dois oceanos. Essa configura\u00e7\u00e3o ajuda a entender, segundo Anelli, por que n\u00e3o h\u00e1 f\u00f3sseis de dinossauros marinhos, mas sim de esp\u00e9cies encontradas at\u00e9 na Ant\u00e1rtida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que a Argentina concentra os achados<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto o territ\u00f3rio que hoje \u00e9 o Brasil enfrentava um clima seco, a regi\u00e3o que se tornaria a Argentina tinha florestas densas e umidade favor\u00e1vel \u00e0 vida. Essa diferen\u00e7a clim\u00e1tica entre \u00e1reas pr\u00f3ximas permitiu que os dinossauros se diversificassem de formas distintas em diferentes partes do continente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O esqueleto do gigante foi encontrado na prov\u00edncia argentina de Chubut, na Patag\u00f4nia, onde tamb\u00e9m surgiu boa parte dos f\u00f3sseis presentes na mostra. O contraste de climas explica, em parte, por que a Argentina se tornou um dos lugares mais ricos em descobertas desse tipo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma linhagem que come\u00e7ou pequena<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em S\u00e3o Jo\u00e3o de Pol\u00easine, no Rio Grande do Sul, foi encontrado o Buriolestes schultzi, considerado o dinossauro mais antigo j\u00e1 identificado. O predador media entre 50 cent\u00edmetros e 1,5 metro de altura, pesava cerca de 8 quilos e corria sobre duas patas com garras afiadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais de 2.500 quil\u00f4metros e 133 milh\u00f5es de anos separam o pequeno ca\u00e7ador brasileiro do colosso argentino. Entre os dois surgiu o Leonerasaurus taquetrensis, esp\u00e9cie intermedi\u00e1ria cujo pesco\u00e7o j\u00e1 come\u00e7ava a se alongar, enquanto a cabe\u00e7a ficava proporcionalmente menor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Anelli, muta\u00e7\u00f5es se espalham com facilidade em popula\u00e7\u00f5es numerosas de animais pequenos, onde os genes circulam intensamente entre indiv\u00edduos. Ele destacou ainda que uma mesma caracter\u00edstica, como o comprimento do pesco\u00e7o, pode evoluir em sentidos opostos dentro da mesma linhagem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um gigante que se alimentava s\u00f3 de plantas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com 77 toneladas, o Patagotitan sustentava o pr\u00f3prio peso comendo apenas vegetais e algas dispon\u00edveis ao seu redor. O pesco\u00e7o comprido funcionava como uma ferramenta para alcan\u00e7ar folhas em diferentes alturas sem precisar se deslocar continuamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A visita\u00e7\u00e3o ocorre de ter\u00e7a a domingo, e o ingresso custa R$ 20,00 para a categoria inteira e R$ 50,00 para outras categorias. Visitantes com at\u00e9 2 anos entram de gra\u00e7a para conhecer de perto um dos maiores animais que j\u00e1 pisaram na Terra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que os ovos do Patagotitan n\u00e3o eram t\u00e3o grandes quanto se imagina<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao contr\u00e1rio do que a maioria das pessoas acredita, o ovo do Patagotitan tinha aproximadamente o tamanho de uma bola de basquete. Bem menor do que se poderia esperar para um animal gigantesco. Essa propor\u00e7\u00e3o revela um dos segredos do sucesso evolutivo desses dinossauros: o crescimento extraordinariamente r\u00e1pido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em determinado momento da vida, os filhotes cresciam cerca de 15 quilos por dia. Isso criava uma diferen\u00e7a de 40 mil vezes entre o tamanho do rec\u00e9m-nascido e o do adulto, enquanto um pintinho nasce 100 vezes menor que uma galinha.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como as patas do Patagotitan se adaptaram ao seu tamanho colossal<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As patas dianteiras do Patagotitan perderam a falange dos dedos ao longo de milh\u00f5es de anos de evolu\u00e7\u00e3o e se transformaram em estruturas semelhantes a enormes bengalas. Essa adapta\u00e7\u00e3o permitia que apenas as duas patas da frente sustentassem sozinhas o peso de 77 toneladas do animal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As patas traseiras, equipadas com garras, tinham dupla fun\u00e7\u00e3o: davam tra\u00e7\u00e3o ao movimento e abriam buracos no solo onde o dinossauro depositava seus ovos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exposi\u00e7\u00e3o com 12 r\u00e9plicas de esqueletos no Parque Ibirapuera mostra como o gigante crescia 15 quilos por dia.<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":40215,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-40216","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40216","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40216"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40216\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40246,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40216\/revisions\/40246"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40215"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40216"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40216"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40216"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}