{"id":40214,"date":"2026-11-01T14:04:00","date_gmt":"2026-11-01T17:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=40214"},"modified":"2026-11-01T14:04:00","modified_gmt":"2026-11-01T17:04:00","slug":"com-cerca-de-25-metros-de-comprimento-austroposeidon-foi-encontrado-no-interior-de-sao-paulo-e-esta-entre-os-maiores-dinossauros-descobertos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/com-cerca-de-25-metros-de-comprimento-austroposeidon-foi-encontrado-no-interior-de-sao-paulo-e-esta-entre-os-maiores-dinossauros-descobertos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Com cerca de 25 metros de comprimento, Austroposeidon foi encontrado no interior de S\u00e3o Paulo e est\u00e1 entre os maiores dinossauros descobertos no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O maior dinossauro j\u00e1 descoberto em territ\u00f3rio brasileiro foi batizado de Austroposeidon magnificus, um gigantesco titanossauro que alcan\u00e7ava aproximadamente 25 metros de comprimento. A esp\u00e9cie, que habitou h\u00e1 milh\u00f5es de anos a regi\u00e3o onde atualmente est\u00e1 localizado o munic\u00edpio de Presidente Prudente, no interior paulista, teve seu nome e suas caracter\u00edsticas cient\u00edficas apresentados oficialmente no Rio de Janeiro, em uma quarta-feira.<\/p>\n\n\n\n\r\n\r\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Titanossauro encontrado em Minas \u00e9 quatro vezes maior do que se pensava\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2GBA6NCQo1g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\r\n\r\n\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os ossos que permitiram identificar a esp\u00e9cie foram coletados h\u00e1 seis d\u00e9cadas pelo paleont\u00f3logo Llewellyn Ivor Price (1905-1980) e ficaram guardados no acervo do Museu de Ci\u00eancias da Terra. O material n\u00e3o foi preparado e estudado antes por falta de estrutura adequada e recursos financeiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dificuldade de manuse\u00e1-lo tamb\u00e9m contribuiu para a demora, informou ao GZH Alexander Kellner, paleont\u00f3logo do Museu Nacional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma descoberta que levou d\u00e9cadas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por muito tempo, um conjunto formado sobretudo por v\u00e9rtebras do pesco\u00e7o e da coluna ficou guardado em prateleiras de madeira. A conserva\u00e7\u00e3o exigiu temperatura controlada e a remo\u00e7\u00e3o cuidadosa de sedimentos acumulados sobre os ossos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Equipes do Museu de Ci\u00eancias da Terra, do Museu Nacional, da Petrobras e da Universidade Federal de Pernambuco uniram for\u00e7as para classificar o f\u00f3ssil e entender sua anatomia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Austroposeidon \u00e9 muito maior que o Maxakalisaurus topai, at\u00e9 ent\u00e3o o maior titanossauro registrado no pa\u00eds. O recordista tinha 13 metros, pouco mais da metade do novo gigante. Em porte, o Austroposeidon se aproxima de parentes argentinos como o Mendozasaurus e o Futalognkosaurus.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Caracter\u00edsticas nunca antes vistas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma tomografia computadorizada revelou an\u00e9is de crescimento intercalados com tecido \u00f3sseo mais denso nas v\u00e9rtebras do Austroposeidon \u2014 caracter\u00edsticas nunca antes vistas em titanossauros. O significado dessas estruturas ainda n\u00e3o \u00e9 bem compreendido pelos pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os titanossauros formavam um grupo de herb\u00edvoros de pesco\u00e7o e cauda longos, com cr\u00e2nio relativamente pequeno em rela\u00e7\u00e3o ao corpo. Esses r\u00e9pteis prosperaram durante o Cret\u00e1ceo, entre 145 milh\u00f5es e 66 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, principalmente no supercontinente Gondwana, que reunia Am\u00e9rica do Sul, \u00c1frica, \u00cdndia, Ant\u00e1rtica e Austr\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A esp\u00e9cie rec\u00e9m-descrita mostra que gigantes tamb\u00e9m dominavam o territ\u00f3rio brasileiro naquele per\u00edodo remoto. A partir de 6 de outubro, parte do material encontrado e uma reconstru\u00e7\u00e3o do bra\u00e7o do animal, em tamanho natural, ficaram expostos para visita\u00e7\u00e3o p\u00fablica no Museu de Ci\u00eancias da Terra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que diferencia o Austroposeidon de outros titanossauros<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Austroposeidon apresenta uma combina\u00e7\u00e3o \u00fanica de caracter\u00edsticas vertebrais entre os titanossauros conhecidos. Essas caracter\u00edsticas distinguem a esp\u00e9cie de seus parentes gigantes, e o significado exato dos an\u00e9is de crescimento ainda n\u00e3o \u00e9 conhecido pelos pesquisadores. Por isso, eles n\u00e3o permitem generalizar sobre como os titanossauros cresciam e se desenvolviam.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A raridade das descobertas de dinossauros no Brasil<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diferentemente da Argentina, onde regi\u00f5es des\u00e9rticas deixam as rochas constantemente expostas, o Brasil enfrenta um desafio geol\u00f3gico: a maioria dos dep\u00f3sitos de f\u00f3sseis do per\u00edodo Cret\u00e1ceo est\u00e1 recoberta por solo, planta\u00e7\u00f5es e cidades. No interior de S\u00e3o Paulo, por exemplo, rochas antigas ficam sob uma espessa camada de terra, ocultadas por extensos canaviais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, muitas descobertas de dinossauros brasileiros n\u00e3o s\u00e3o feitas por cientistas em expedi\u00e7\u00f5es planejadas, mas sim por trabalhadores em pedreiras e pessoas que passam por estradas durante atividades cotidianas. Ap\u00f3s o achado, esses f\u00f3sseis s\u00e3o comunicados \u00e0s universidades para estudo. Essa caracter\u00edstica torna cada descoberta ainda mais valiosa para a compreens\u00e3o da vida pr\u00e9-hist\u00f3rica brasileira.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a equipe preparou um f\u00f3ssil t\u00e3o delicado para estudo<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Manter o material em temperatura controlada enquanto estava armazenado nas prateleiras de madeira do museu<\/li>\r\n<li>Remover cuidadosamente sedimentos de terra e rocha acumulados sobre os ossos ao longo dos anos<\/li>\r\n<li>Reunir equipes de m\u00faltiplas institui\u00e7\u00f5es \u2014 Museu de Ci\u00eancias da Terra, Museu Nacional, Petrobras e Universidade Federal de Pernambuco \u2014 para trabalhar em conjunto<\/li>\r\n<li>Realizar tomografia computadorizada para examinar a estrutura interna das v\u00e9rtebras sem danific\u00e1-las<\/li>\r\n<li>Classificar a esp\u00e9cie com base nas caracter\u00edsticas anat\u00f4micas \u00fanicas encontradas nos ossos<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo um estudo publicado na revista PloS one em 2016, austroposeidon foi um dinossauro gigante de cerca de 25 metros de comprimento que viveu no interior de S\u00e3o Paulo durante o per\u00edodo Cret\u00e1ceo e \u00e9 um dos maiores j\u00e1 descobertos no Brasil. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1371\/journal.pone.0163373\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Veja o estudo<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ossos coletados h\u00e1 seis d\u00e9cadas foram finalmente estudados e revelaram caracter\u00edsticas nunca antes vistas em titanossauros.<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":40213,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-40214","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40214","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40214"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40214\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40244,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40214\/revisions\/40244"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40213"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40214"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40214"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40214"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}