{"id":40087,"date":"2026-11-02T17:45:00","date_gmt":"2026-11-02T20:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=40087"},"modified":"2026-10-31T12:37:32","modified_gmt":"2026-10-31T15:37:32","slug":"formiga-leao-constroi-armadilhas-em-forma-de-funil-na-areia-e-fica-escondida-no-fundo-a-espera-de-uma-presa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/formiga-leao-constroi-armadilhas-em-forma-de-funil-na-areia-e-fica-escondida-no-fundo-a-espera-de-uma-presa\/","title":{"rendered":"Formiga-le\u00e3o constr\u00f3i armadilhas em forma de funil na areia e fica escondida no fundo \u00e0 espera de uma presa"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p>Escondida sob a areia, a formiga-le\u00e3o utiliza uma estrat\u00e9gia de ca\u00e7a para capturar pequenos insetos que passam pelo local. Tamb\u00e9m chamada de formig\u00e3o, fur\u00e3o, jo\u00e3o-torr\u00e3o, mirmele\u00e3o, piolho-de-urubu e tatuzinho, ela corresponde \u00e0 fase larval de insetos da fam\u00edlia Myrmeleontidae. Com suas mand\u00edbulas alongadas, constr\u00f3i pequenas armadilhas em formato de funil no solo arenoso e permanece im\u00f3vel no fundo, aguardando que alguma presa perca o equil\u00edbrio e deslize at\u00e9 seu alcance.<\/p>\n\n\n\n<iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Cavasd4P6XI\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" loading=\"lazy\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O nome vem desse comportamento de ca\u00e7a, embora o animal n\u00e3o tenha parentesco com as formigas. A formiga-le\u00e3o pertence \u00e0 ordem Neuroptera, grupo de insetos que ca\u00e7a tanto na fase larval quanto na adulta. Tem distribui\u00e7\u00e3o neotropical e ocorre em diferentes pontos da Am\u00e9rica, sempre associada a terrenos arenosos e protegidos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a armadilha funciona no solo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A larva escava um funil andando de tr\u00e1s para frente e empurrando areia com as mand\u00edbulas. Depois, posiciona-se no fundo, onde fica praticamente invis\u00edvel para a presa. Quando um inseto desavisado pisa na borda inclinada, a areia desmorona e o arrasta para dentro, at\u00e9 as mand\u00edbulas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a tentativa de fuga, a v\u00edtima joga part\u00edculas de areia para os lados. A larva revida lan\u00e7ando gr\u00e3os de volta e derruba a presa novamente at\u00e9 o fundo. Ent\u00e3o, injeta saliva digestiva pelas mand\u00edbulas, enfraquece a presa e a enterra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tamanho da armadilha e escolha do terreno<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O di\u00e2metro dessas armadilhas varia entre 2 e 5 cent\u00edmetros, de acordo com o porte da larva e a umidade do solo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto maior a larva, mais alimento ela precisa e, por isso, tende a cavar funis maiores. Estudos j\u00e1 relacionaram diretamente o tamanho do buraco ao comprimento da larva. Substratos \u00famidos ou compactos dificultam a escava\u00e7\u00e3o e podem levar a larva \u00e0 morte por falta de alimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na escolha do local, al\u00e9m da granula\u00e7\u00e3o da areia, pesam fatores como a chance de perturba\u00e7\u00e3o do ambiente, a presen\u00e7a de presas por perto e a temperatura do solo. \u00c9 comum encontrar essas armadilhas embaixo de plantas, pedras ou troncos, abrigadas da chuva, do sol e de pisoteio, embora tamb\u00e9m apare\u00e7am longe de qualquer prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Disputa por espa\u00e7o e efeito ricochete<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A distribui\u00e7\u00e3o dos funis pelo terreno revela a competi\u00e7\u00e3o entre larvas vizinhas, que costumam manter certa dist\u00e2ncia umas das outras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A formiga-le\u00e3o captura n\u00e3o apenas formigas, mas tamb\u00e9m lagartas, larvas de besouros e at\u00e9 outros indiv\u00edduos da mesma esp\u00e9cie. Armadilhas maiores parecem capturar presas maiores e em maior quantidade, o que aumenta as chances de sobreviv\u00eancia das larvas que conseguem cavar um funil mais largo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando v\u00e1rias armadilhas ficam pr\u00f3ximas, a presa pode cair em uma, escapar, e trope\u00e7ar em outra logo em seguida \u2014 um efeito chamado de &#8220;ricochete&#8221; que a deixa mais fraca a cada tentativa. Isso favorece at\u00e9 larvas menores, que conseguem concluir a captura mesmo com funis pequenos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Da larva \u00e0 metamorfose e vida adulta<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fase de larva pode durar bastante tempo, j\u00e1 que o animal suporta at\u00e9 8 meses sem se alimentar. A transforma\u00e7\u00e3o em adulto, por\u00e9m, acontece r\u00e1pido: leva cerca de um m\u00eas para a ninfa completar a metamorfose.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O inseto adulto chega a 4 cent\u00edmetros de comprimento e at\u00e9 8 cent\u00edmetros de envergadura de asas. Tem antenas filiformes e dois pares de asas que cobrem o corpo como um abrigo quando est\u00e1 parado. Voa apenas ao anoitecer ou durante a noite, e sua vida adulta \u00e9 curta: dura da primavera ao outono.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de meses como larva, o inseto se transforma em adulto alado que voa apenas \u00e0 noite e vive at\u00e9 o outono.<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":40086,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-40087","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40087","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40087"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40087\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40207,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40087\/revisions\/40207"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40086"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40087"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40087"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40087"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}