{"id":40067,"date":"2026-10-29T17:14:00","date_gmt":"2026-10-29T20:14:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=40067"},"modified":"2026-10-29T17:14:00","modified_gmt":"2026-10-29T20:14:00","slug":"acucar-branco-ou-mascavo-quais-sao-as-diferencas-entre-os-dois-e-o-que-considerar-antes-de-escolher-pelo-aspecto-mais-natural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/acucar-branco-ou-mascavo-quais-sao-as-diferencas-entre-os-dois-e-o-que-considerar-antes-de-escolher-pelo-aspecto-mais-natural\/","title":{"rendered":"A\u00e7\u00facar branco ou mascavo: quais s\u00e3o as diferen\u00e7as entre os dois e o que considerar antes de escolher pelo aspecto mais natural"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um p\u00e3o integral comprado na padaria da esquina pode ter tanto a\u00e7\u00facar quanto uma fatia de bolo, mas o ingrediente aparece disfar\u00e7ado em nomes que poucas pessoas reconhecem no r\u00f3tulo. Dextrose, maltodextrina, xarope de milho e concentrado de suco de frutas s\u00e3o formas do mesmo ingrediente escondidas em produtos que parecem inofensivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) recomenda que o a\u00e7\u00facar represente, no m\u00e1ximo, 10% das calorias consumidas por dia. Em uma dieta de 2000 calorias, esse limite equivale a 50 gramas por dia, e o brasileiro m\u00e9dio consome cerca de 50% a mais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os nomes que escondem o a\u00e7\u00facar nos r\u00f3tulos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nutricionista funcional integrativa Angelina Zapponi alerta que muitos consumidores n\u00e3o reconhecem os nomes usados pela ind\u00fastria nas embalagens. Sacarose, glucose, oligossacar\u00eddeos e frutose s\u00e3o alguns exemplos que aparecem nos r\u00f3tulos sem despertar suspeita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa confus\u00e3o leva muita gente a buscar alternativas consideradas mais naturais, como mascavo, demerara, de coco ou cristal. A pergunta que fica \u00e9 se essa troca realmente representa um ganho para a sa\u00fade ou s\u00f3 uma mudan\u00e7a de r\u00f3tulo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Calorias praticamente id\u00eanticas entre os tipos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todos os tipos de a\u00e7\u00facar (refinado, mascavo ou demerara) fornecem cerca de 4 calorias por grama, segundo Zapponi. A diferen\u00e7a entre eles est\u00e1 em pequenas quantidades de minerais e em um \u00edndice glic\u00eamico levemente menor, n\u00e3o no valor energ\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mascavo passa por menos etapas de processamento e ret\u00e9m mais mela\u00e7o, o que confere um leve teor mineral ausente no branco refinado. Essa vantagem, por\u00e9m, \u00e9 pequena demais para transformar o produto numa fonte relevante de nutrientes. O demerara segue l\u00f3gica parecida, com processamento um pouco distinto do mascavo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que a origem natural n\u00e3o garante benef\u00edcio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os a\u00e7\u00facares presentes naturalmente em frutas e legumes v\u00eam acompanhados de fibras, vitaminas e minerais que ajudam o organismo a absorver essa energia de forma mais equilibrada. J\u00e1 o a\u00e7\u00facar adicionado pela ind\u00fastria, seja ele branco ou mascavo, chega isolado, sem esse pacote nutricional que acompanha o alimento in natura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 esse contraste que explica por que trocar o a\u00e7\u00facar refinado por uma vers\u00e3o de apar\u00eancia mais r\u00fastica n\u00e3o resolve o problema de fundo. A diferen\u00e7a de cor ou textura n\u00e3o muda o impacto que o excesso de a\u00e7\u00facar tem sobre o corpo ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que realmente importa na hora de escolher<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Zapponi, nenhum tipo de a\u00e7\u00facar pode ser chamado de saud\u00e1vel de forma absoluta, o que existe \u00e9 uma quest\u00e3o de equil\u00edbrio. Modera\u00e7\u00e3o \u00e9 a palavra-chave, e o ingrediente, qualquer que seja sua forma, deve entrar na dieta com parcim\u00f4nia, dentro de uma alimenta\u00e7\u00e3o variada e rica em nutrientes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nutricionista esportiva Deborah Lestingi refor\u00e7a que monitorar o consumo evita riscos associados ao excesso, como diabetes tipo 2, problemas card\u00edacos e obesidade. Trocar o branco pelo mascavo sem reduzir a quantidade total ingerida continua sendo consumo excessivo, s\u00f3 que com uma embalagem mais convidativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse crit\u00e9rio vale para qualquer troca: reduzir a quantidade total ingerida importa mais do que escolher uma vers\u00e3o de apar\u00eancia diferente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando reduzir a\u00e7\u00facar de um tipo para outro n\u00e3o resolve o problema<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trocar o a\u00e7\u00facar refinado pelo mascavo s\u00f3 reduz o consumo se vier acompanhada de uma redu\u00e7\u00e3o na quantidade total ingerida. Manter a mesma por\u00e7\u00e3o muda apenas a cor e o sabor: como todos os tipos fornecem cerca de 4 calorias por grama, o impacto no corpo permanece. A embalagem pode parecer mais natural, mas n\u00e3o deixa de representar consumo excessivo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que realmente importa \u00e9 reduzir a quantidade total de a\u00e7\u00facar consumido, independentemente de sua cor ou origem.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":40066,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-40067","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40067","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40067"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40067\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40111,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40067\/revisions\/40111"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40066"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40067"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40067"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40067"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}