{"id":40030,"date":"2026-10-31T17:57:00","date_gmt":"2026-10-31T20:57:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=40030"},"modified":"2026-10-31T17:57:00","modified_gmt":"2026-10-31T20:57:00","slug":"monstro-de-frankenstein-a-criatura-feita-com-partes-de-corpos-humanos-que-ganhou-vida-na-literatura-e-se-tornou-um-simbolo-do-halloween","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/monstro-de-frankenstein-a-criatura-feita-com-partes-de-corpos-humanos-que-ganhou-vida-na-literatura-e-se-tornou-um-simbolo-do-halloween\/","title":{"rendered":"Monstro de Frankenstein: a criatura feita com partes de corpos humanos que ganhou vida na literatura e se tornou um s\u00edmbolo do Halloween"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aos 20 anos, Mary Shelley viu sua obra mais famosa, &#8220;Frankenstein&#8221;, chegar \u00e0s livrarias em 1\u00ba de janeiro de 1818, sem que sua identidade fosse revelada aos leitores. Na Inglaterra do s\u00e9culo 19, escritoras jovens e ainda desconhecidas enfrentavam dificuldades para conquistar espa\u00e7o no mercado editorial. Nesse cen\u00e1rio, os primeiros 500 exemplares do romance foram publicados anonimamente, sem qualquer indica\u00e7\u00e3o de quem havia escrito a hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A trama acompanha o m\u00e9dico Victor Frankenstein, que d\u00e1 vida a um ser montado com restos de corpos humanos. Antes de ficar conhecida apenas como &#8220;Frankenstein&#8221;, a obra batizada por Shelley levava o nome completo de &#8220;Frankenstein ou o moderno Prometeu&#8221;. Marcou o nascimento de um novo g\u00eanero: a fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica g\u00f3tica, cuja influ\u00eancia atravessa s\u00e9culos em livros, filmes e s\u00e9ries. Foram necess\u00e1rios quatro anos at\u00e9 que Shelley conseguisse publicar uma nova tiragem com seu nome estampado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aquele primeiro lote de 500 c\u00f3pias, por\u00e9m, esgotou-se rapidamente \u2014 um sucesso imediato que preparou o caminho para a criatura de Frankenstein se tornar um dos personagens mais ic\u00f4nicos da cultura popular.<\/p>\n\n\n\n\r\n\r\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"FRANKENSTEIN &quot;Monster&quot; CLIP COMPILATION (1931)\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7-0gU0c7DQw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\r\n\r\n\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como um vulc\u00e3o inspirou a fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hist\u00f3ria nasceu num contexto bem espec\u00edfico: 1.816, durante o chamado &#8220;Ano sem Ver\u00e3o&#8221;. Mary Shelley estava hospedada na Villa Diodati, mans\u00e3o na Su\u00ed\u00e7a pertencente ao poeta Lord Byron, quando participou de um desafio liter\u00e1rio proposto pelo dono da casa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reunidos ali estavam tamb\u00e9m Percy Shelley (namorado e futuro marido de Mary), John Polidori (m\u00e9dico e secret\u00e1rio de Byron) e Claire Clairmont, meia-irm\u00e3 de Mary. O grupo discutia descobertas cient\u00edficas da \u00e9poca, entre elas os experimentos de Luigi Galvani com eletricidade e as ideias de Erasmus Darwin, que cogitava se choques el\u00e9tricos poderiam trazer de volta \u00e0 vida tecidos j\u00e1 mortos \u2014 conceitos que acabaram moldando o personagem de Victor Frankenstein.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Byron desafiou o grupo a escrever hist\u00f3rias de terror durante o confinamento. Dali surgiram dois textos que viraram refer\u00eancia no g\u00eanero: &#8220;O Vampiro&#8221;, assinado por Polidori e considerado precursor do &#8220;Dr\u00e1cula&#8221; que Bram Stoker publicaria em 1897, e o pr\u00f3prio &#8220;Frankenstein&#8221;, escrito por Mary Shelley.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A produtividade extraordin\u00e1ria n\u00e3o era coincid\u00eancia \u2014 aquele ver\u00e3o marcava-se pela erup\u00e7\u00e3o do vulc\u00e3o Tambora, na Indon\u00e9sia, ocorrida em 10 de abril de 1815. A fuma\u00e7a e a poeira de enxofre lan\u00e7adas \u00e0 atmosfera espalharam-se pelo planeta, reduzindo drasticamente a luz solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse impacto clim\u00e1tico for\u00e7ou o isolamento prolongado de artistas e intelectuais, criando as condi\u00e7\u00f5es perfeitas para a criatividade liter\u00e1ria florescer.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Da p\u00e1gina ao cinema: Karloff e o Monstro eterno<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D\u00e9cadas ap\u00f3s sua publica\u00e7\u00e3o, &#8220;Frankenstein&#8221; ganhou as telas do cinema. Em 1931, o ator Boris Karloff \u2014 nascido William Henry Pratt \u2014 deu vida ao Monstro de Frankenstein em filme hom\u00f4nimo que o tornaria mundialmente famoso. Seu desempenho transformou um personagem de livro numa figura imediatamente reconhec\u00edvel em qualquer tela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Karloff reviveu a criatura em duas sequ\u00eancias: &#8220;A Noiva de Frankenstein&#8221; (1935) e &#8220;O Filho de Frankenstein&#8221; (1939). Essas tr\u00eas interpreta\u00e7\u00f5es solidificaram o papel como \u00edcone do horror cinematogr\u00e1fico, transformando a criatura de Shelley num s\u00edmbolo cultural que atravessa gera\u00e7\u00f5es e permanece associado ao Halloween e ao imagin\u00e1rio de terror at\u00e9 hoje.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A criatura ganhou vida nas telas do cinema atrav\u00e9s da ic\u00f4nica interpreta\u00e7\u00e3o de Boris Karloff em 1931, consolidando-se como s\u00edmbolo eterno do horror.<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":40029,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-40030","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40030","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40030"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40030\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40228,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40030\/revisions\/40228"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40029"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40030"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40030"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40030"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}