{"id":40016,"date":"2026-10-28T17:17:41","date_gmt":"2026-10-28T20:17:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/estacao-ferroviaria-historica-de-rio-grande-recebeu-intervencao-emergencial-para-preservar-sua-estrutura-e-impedir-a-perda-de-elementos-originais\/"},"modified":"2026-10-28T17:17:41","modified_gmt":"2026-10-28T20:17:41","slug":"estacao-ferroviaria-historica-de-rio-grande-recebeu-intervencao-emergencial-para-preservar-sua-estrutura-e-impedir-a-perda-de-elementos-originais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/estacao-ferroviaria-historica-de-rio-grande-recebeu-intervencao-emergencial-para-preservar-sua-estrutura-e-impedir-a-perda-de-elementos-originais\/","title":{"rendered":"Esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria hist\u00f3rica de Rio Grande recebeu interven\u00e7\u00e3o emergencial para preservar sua estrutura e impedir a perda de elementos originais"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Furtos de telhas e calhas agravaram a deteriora\u00e7\u00e3o da Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria de Rio Grande, no interior do Rio Grande do Sul, o que levou a prefeitura local a adotar medidas emergenciais para conter os danos ao pr\u00e9dio. O munic\u00edpio j\u00e1 removeu o que restava do telhado e passou a cobrir a estrutura com lona, numa tentativa de barrar a entrada de chuva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobrevoos feitos por drones revelaram que parte das telhas e calhas originais havia desaparecido, o que deixava a chuva penetrar sem barreira na constru\u00e7\u00e3o. Parte do telhado desabou antes de a equipe perceber a extens\u00e3o do problema.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que o pr\u00e9dio corria risco de colapso<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em entrevista ao GZH, o arquiteto e secret\u00e1rio-adjunto de Planejamento Daniel Cougo afirmou que por agora, o foco n\u00e3o \u00e9 recuperar o pr\u00e9dio, e sim frear o processo que vem degradando a constru\u00e7\u00e3o. Segundo ele, interromper esse processo \u00e9 necess\u00e1rio antes de qualquer projeto de recupera\u00e7\u00e3o completa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Cougo, a remo\u00e7\u00e3o das telhas alivia o peso sobre a estrutura do telhado, j\u00e1 comprometida pela umidade. A \u00e1gua infiltrada poderia danificar ainda mais as vigas e outros elementos de sustenta\u00e7\u00e3o, acelerando um poss\u00edvel colapso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pe\u00e7as hist\u00f3ricas ser\u00e3o guardadas para o restauro<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Elementos com valor hist\u00f3rico e cultural identificados durante a obra emergencial ser\u00e3o catalogados e armazenados. A ideia \u00e9 que esse material volte a integrar o pr\u00e9dio quando um projeto de restauro for finalmente executado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipe t\u00e9cnica tamb\u00e9m prev\u00ea escoramentos internos e a retirada de partes que ameacem a estabilidade da constru\u00e7\u00e3o. Segundo Cougo, o salvamento consiste em preservar os elementos de valor hist\u00f3rico e cultural para que voltem ao pr\u00e9dio quando a restaura\u00e7\u00e3o acontecer.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um marco da economia regional desde 1884<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Erguida em 1884, a Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria de Rio Grande fez parte da antiga Estrada de Ferro Rio Grande-Bag\u00e9 e ligava o interior do Estado ao porto mar\u00edtimo. Com a desativa\u00e7\u00e3o das atividades ferrovi\u00e1rias, o im\u00f3vel enfrentou d\u00e9cadas de abandono, invas\u00f5es e degrada\u00e7\u00e3o progressiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A prefeitura estima que a recupera\u00e7\u00e3o completa da esta\u00e7\u00e3o custar\u00e1 entre R$ 14 milh\u00f5es e R$ 15 milh\u00f5es, valor que pode mudar conforme os projetos t\u00e9cnicos avancem. Cougo disse que o cronograma ser\u00e1 longo e exigir\u00e1 a continuidade do poder p\u00fablico nas pr\u00f3ximas fases. Ainda n\u00e3o h\u00e1 data definida para o in\u00edcio das obras de restauro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A interven\u00e7\u00e3o atual \u00e9 bancada com recursos pr\u00f3prios do munic\u00edpio e segue acompanhada por \u00f3rg\u00e3os ligados \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio. Por ora, a meta \u00e9 manter de p\u00e9 um dos pr\u00e9dios mais simb\u00f3licos da cidade enquanto o projeto de restaura\u00e7\u00e3o \u00e9 desenhado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a \u00e1gua danifica a estrutura met\u00e1lica e de madeira do pr\u00e9dio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A chuva que entra pela cobertura danificada n\u00e3o apenas molha o interior. Ela inicia um processo de deteriora\u00e7\u00e3o que enfraquece os elementos de sustenta\u00e7\u00e3o. A umidade constante corr\u00f3i o ferro das estruturas met\u00e1licas e apodrece a madeira das vigas, reduzindo sua capacidade de suportar peso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto mais tempo a \u00e1gua penetra, mais profundo se torna o dano. As vigas e estruturas comprometidas pela umidade ficam cada vez mais fr\u00e1geis, at\u00e9 que um desabamento parcial ou total se torne poss\u00edvel. Foi o que come\u00e7ou a acontecer na Esta\u00e7\u00e3o de Rio Grande antes de a equipe perceber a extens\u00e3o do problema.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que remover as telhas alivia a estrutura do telhado<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrutura do telhado perde resist\u00eancia com a umidade, mas continua suportando o peso das telhas. Remov\u00ea-las reduz a carga sobre a estrutura enfraquecida e diminui o risco de colapso. Al\u00e9m de aliviar o peso, a retirada permite proteger o que resta da constru\u00e7\u00e3o. Com as telhas removidas, a equipe abre espa\u00e7o para instalar lonas imperme\u00e1veis e bloquear a entrada de \u00e1gua. Sem reduzir a carga, a estrutura poderia ceder mesmo com a lona.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As etapas da conten\u00e7\u00e3o de danos que est\u00e3o em andamento<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Retirada cuidadosa das telhas remanescentes da cobertura<\/li>\r\n<li>Instala\u00e7\u00e3o de lonas imperme\u00e1veis para reduzir a infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua<\/li>\r\n<li>Escoramento de partes internas para garantir estabilidade<\/li>\r\n<li>Remo\u00e7\u00e3o de elementos internos que coloquem em risco a estabilidade do pr\u00e9dio<\/li>\r\n<li>Cataloga\u00e7\u00e3o e armazenamento de pe\u00e7as com valor hist\u00f3rico e cultural<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cada a\u00e7\u00e3o prepara a seguinte. O objetivo agora n\u00e3o \u00e9 restaurar o pr\u00e9dio, mas deter o avan\u00e7o da deteriora\u00e7\u00e3o e preservar o m\u00e1ximo poss\u00edvel para que ainda haja material e estrutura quando o projeto de restauro come\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quanto tempo levar\u00e1 at\u00e9 que o pr\u00e9dio seja realmente restaurado?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A prefeitura ainda n\u00e3o definiu uma data para o in\u00edcio das obras, j\u00e1 que o restauro depende de v\u00e1rias etapas anteriores: a elabora\u00e7\u00e3o de projetos t\u00e9cnicos, a cataloga\u00e7\u00e3o do acervo hist\u00f3rico e a busca por recursos financeiros. O custo total estimado para a recupera\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o fica entre R$ 14 milh\u00f5es e R$ 15 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A etapa emergencial em andamento \u00e9 apenas o primeiro passo: interromper a deteriora\u00e7\u00e3o enquanto o plano de restauro \u00e9 desenhado nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O papel que a esta\u00e7\u00e3o teve no desenvolvimento de Rio Grande<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Constru\u00edda em 1884, a Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria ocupou posi\u00e7\u00e3o de destaque na antiga Estrada de Ferro Rio Grande-Bag\u00e9, respons\u00e1vel por ligar o interior ga\u00facho ao porto mar\u00edtimo. Essa liga\u00e7\u00e3o foi fundamental para o desenvolvimento econ\u00f4mico da regi\u00e3o, pois permitia que produtos do interior chegassem aos navios para exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando as atividades ferrovi\u00e1rias foram desativadas, o pr\u00e9dio perdeu sua fun\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Sem uso, ficou abandonado por d\u00e9cadas e acumulou invas\u00f5es, furtos e danos progressivos. A situa\u00e7\u00e3o se agravou recentemente com o roubo de telhas e calhas, deixando o s\u00edmbolo do progresso regional entre os pr\u00e9dios mais amea\u00e7ados da cidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prefeitura estima que a recupera\u00e7\u00e3o completa da esta\u00e7\u00e3o custar\u00e1 entre 14 e 15 milh\u00f5es de reais, com cronograma longo e sem data definida para in\u00edcio das obras.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":40015,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-40016","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40016","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40016"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40016\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40015"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40016"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40016"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40016"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}