{"id":40003,"date":"2026-10-29T04:15:00","date_gmt":"2026-10-29T07:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=40003"},"modified":"2026-10-29T04:15:00","modified_gmt":"2026-10-29T07:15:00","slug":"mulher-comprou-quadro-por-us-4-em-um-brecho-enquanto-procurava-molduras-usadas-e-descobriu-uma-obra-de-n-c-wyeth-que-apos-uma-negociacao-frustrada-foi-vendida-por-mais-de-us-100-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/mulher-comprou-quadro-por-us-4-em-um-brecho-enquanto-procurava-molduras-usadas-e-descobriu-uma-obra-de-n-c-wyeth-que-apos-uma-negociacao-frustrada-foi-vendida-por-mais-de-us-100-mil\/","title":{"rendered":"Mulher comprou quadro por US$ 4 em um brech\u00f3 enquanto procurava molduras usadas e descobriu uma obra de N. C. Wyeth que, ap\u00f3s uma negocia\u00e7\u00e3o frustrada, foi vendida por mais de US$ 100 mil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma mulher comprou por US$ 4, em um brech\u00f3 ingl\u00eas, uma pintura que mais tarde foi identificada como obra de N. C, e wyeth, avaliada entre US$ 150 mil e US$ 250 mil e vendida por mais de US$ 100 mil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2017, em Manchester, ela se interessou pela assinatura de uma pintura e brincou que poderia estar comprando um tesouro. Pagou US$ 4, o equivalente a cerca de R$ 19,45. A mulher pretendia pendurar o quadro em casa, mas acabou guardando-o em um arm\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa pintura permaneceu esquecida por quase cinco anos, sem que seu valor art\u00edstico fosse reconhecido.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A revela\u00e7\u00e3o acidental de uma obra-prima<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em maio de 2022, durante uma limpeza dom\u00e9stica, a propriet\u00e1ria publicou uma foto da pintura em um grupo do Facebook chamado &#8220;Coisas encontradas nas paredes&#8221;. A postagem atraiu a aten\u00e7\u00e3o de entusiastas de arte, e entre eles estava Lauren Lewis, ex-curadora que trabalhou com obras de tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia. Ap\u00f3s examinar a pe\u00e7a pessoalmente, Lewis confirmou tratar-se de uma aut\u00eantica obra do ilustrador americano, com uma margem de certeza superior a 99%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em conversa com o jornal americano The Boston Globe, Lewis disse que, apesar de alguns arranh\u00f5es vis\u00edveis, a tela estava bem preservada. Ela tamb\u00e9m afirmou que nenhum dos especialistas consultados sabia o que havia acontecido com a pintura nos 80 anos anteriores. Uma lacuna que aumentava o interesse pelo achado na hist\u00f3ria da arte americana.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A obra e seu criador<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">NC Wyeth (1882-1945) foi um dos principais ilustradores americanos do s\u00e9culo XX, reconhecido especialmente pelo seu trabalho em edi\u00e7\u00f5es ilustradas de cl\u00e1ssicos liter\u00e1rios e capas para peri\u00f3dicos e romances.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O quadro descoberto em Manchester \u00e9 uma das quatro ilustra\u00e7\u00f5es que Wyeth criou para a edi\u00e7\u00e3o de 1939 do romance Ramona, de Helen Hunt Jackson, um cl\u00e1ssico originalmente publicado em 1884. A tela retrata a jovem personagem-t\u00edtulo de frente para sua m\u00e3e adotiva idosa, com uma est\u00e1tua de uma figura religiosa ao fundo, compondo uma cena carregada de significado narrativo e emotivo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A negocia\u00e7\u00e3o e a venda<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A avalia\u00e7\u00e3o profissional indicou que a pintura poderia alcan\u00e7ar entre US$ 150 mil (R$ 729 mil) e US$ 250 mil (R$ 1,216 milh\u00e3o), muito acima dos US$ 4 pagos inicialmente. A casa de leil\u00f5es Bonhams Skinner, sediada na Inglaterra, conduziu a negocia\u00e7\u00e3o e levou a obra ao mercado de arte internacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em setembro de 2023, o quadro foi vendido por mais de US$ 100 mil. O caso mostra como uma obra de qualidade pode permanecer despercebida at\u00e9 que algu\u00e9m reconhe\u00e7a seu valor art\u00edstico e hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como uma assinatura se torna pista de autenticidade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta come\u00e7ou pela assinatura vis\u00edvel na tela, e quando a compradora viu o nome na pintura, conseguiu fazer uma conex\u00e3o inicial com NC Wyeth, mesmo que sem certeza absoluta. Artistas consagrados como Wyeth desenvolvem assinaturas reconhec\u00edveis ao longo da carreira, que podem servir como ind\u00edcio de autenticidade. A assinatura funciona como um primeiro ind\u00edcio que leva especialistas a investigar mais profundamente a obra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao examinar a pintura pessoalmente, Lauren Lewis confirmou a autenticidade com &#8220;99% de certeza&#8221;, com base na t\u00e9cnica, nas caracter\u00edsticas estil\u00edsticas e na assinatura. Especialistas em arte usam esses elementos visuais e hist\u00f3ricos para verificar se uma obra pertence a determinado artista e evitar confus\u00f5es com c\u00f3pias ou imita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A obra, uma ilustra\u00e7\u00e3o de 1939 do romance Ramona, permaneceu esquecida por cinco anos at\u00e9 ser identificada em uma postagem no Facebook.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":40002,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-40003","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40003","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40003"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40003\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40042,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40003\/revisions\/40042"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40002"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40003"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40003"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40003"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}