{"id":39927,"date":"2026-10-27T13:03:00","date_gmt":"2026-10-27T16:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=39927"},"modified":"2026-10-27T13:03:00","modified_gmt":"2026-10-27T16:03:00","slug":"antes-da-fama-na-televisao-hebe-camargo-cantava-no-radio-e-chegou-a-formar-uma-dupla-com-a-irma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/antes-da-fama-na-televisao-hebe-camargo-cantava-no-radio-e-chegou-a-formar-uma-dupla-com-a-irma\/","title":{"rendered":"Antes da fama na televis\u00e3o Hebe Camargo cantava no r\u00e1dio e chegou a formar uma dupla com a irm\u00e3"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A apresentadora Hebe Camargo (falecida em 2012) come\u00e7ou sua carreira art\u00edstica muito antes de se tornar sin\u00f4nimo da televis\u00e3o brasileira. Aos 12 anos, ainda menina, apresentava-se em programas de calouros fantasiada de Carmen Miranda, revelando desde cedo a voca\u00e7\u00e3o para os palcos que marcaria sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Filha do maestro F\u00eago Camargo, que tocava violino em sess\u00f5es de cinema em Taubat\u00e9, ela cresceu em fam\u00edlia simples. Quando o cinema falado chegou, o pai perdeu seu trabalho e a fam\u00edlia se mudou para S\u00e3o Paulo em busca de novas oportunidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hebe estudou apenas at\u00e9 a quarta s\u00e9rie e compensava a pouca educa\u00e7\u00e3o formal com a paix\u00e3o pelos palcos, herdada do pai.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Do grupo caipira \u00e0 dupla com a irm\u00e3<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre 11 e 16 anos, Hebe participou de diferentes forma\u00e7\u00f5es musicais com familiares. Aos 11, formou com a irm\u00e3 Stela a dupla caipira Rosalinda e Florisbela, que sonhava fazer sucesso no r\u00e1dio. Tempos depois, reuniu-se com as primas no quarteto D\u00f3-R\u00e9-Mi-F\u00e1, que permaneceu ativo por tr\u00eas anos e chegou a ser contratado pela r\u00e1dio Tupi, uma das principais emissoras da \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As apresenta\u00e7\u00f5es misturavam samba e m\u00fasica caipira, g\u00eaneros que definiam o repert\u00f3rio das jovens artistas. O conjunto reunia vozes femininas da fam\u00edlia e se apresentava para o p\u00fablico das r\u00e1dios paulistas, estabelecendo as bases da carreira de Hebe.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os primeiros registros em disco<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hebe lan\u00e7ou suas primeiras can\u00e7\u00f5es em 1945, aos 16 anos, quando gravou um compacto de 78 rota\u00e7\u00f5es por minuto pela Odeon. O disco trazia as faixas &#8220;Oh! Jos\u00e9&#8221; e &#8220;Quem Foi que Disse&#8221;, marcando o per\u00edodo em que ela conquistou a alcunha de moreninha do samba entre os ouvintes da \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais tarde, em 1963, Hebe lan\u00e7ou seu primeiro \u00e1lbum, Hebe e Voc\u00eas, consolidando sua presen\u00e7a nos est\u00fadios de grava\u00e7\u00e3o. Apesar do sucesso na m\u00fasica e da voz afinada, capaz de transmitir a sentimentalidade das letras, Hebe logo descobriu uma paix\u00e3o que mudaria os rumos de sua carreira: a televis\u00e3o. O novo meio lhe daria a oportunidade de levar sua espontaneidade e seu carisma a um p\u00fablico ainda maior.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O salto para o cinema e a TV<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1949, Hebe apareceu no filme &#8220;Quase no C\u00e9u&#8221;, dirigido por Oduvaldo Vianna, em seu primeiro trabalho no cinema. No ano seguinte, convidada por Assis Chateaubriand, participou da primeira transmiss\u00e3o ao vivo da televis\u00e3o brasileira e estreou no programa &#8220;TV na Taba&#8221;, um dos primeiros do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hebe assumiu a apresenta\u00e7\u00e3o de um programa de calouros no lugar de Ary Barroso, experi\u00eancia que abriu caminho para seus pr\u00f3prios programas. Ainda em 1954, enquanto fazia sucesso no r\u00e1dio ao lado de Inezita Barroso, j\u00e1 preparava a transi\u00e7\u00e3o para a televis\u00e3o, onde atuaria durante 60 anos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">De apresentadora a \u00edcone da televis\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1955, Hebe estreou como apresentadora do programa &#8220;O Mundo \u00e9 das Mulheres&#8221;, na TV Carioca. Era o primeiro programa de televis\u00e3o do Brasil voltado exclusivamente ao p\u00fablico feminino e consolidou sua posi\u00e7\u00e3o como refer\u00eancia da m\u00eddia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dois anos depois, Hebe trocou os cabelos castanhos pelo tom loiro, que se tornaria sua marca registrada nas d\u00e9cadas seguintes. A mudan\u00e7a refor\u00e7ou a imagem glamorosa que a acompanharia durante as seis d\u00e9cadas diante das c\u00e2meras e fez dela uma inspira\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00f5es de apresentadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao deixar os convidados \u00e0 vontade em seu famoso sof\u00e1, Hebe definiu um novo padr\u00e3o para o jornalismo televisivo brasileiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A trajet\u00f3ria musical levou Hebe a se tornar \u00edcone da televis\u00e3o brasileira, onde atuaria durante 60 anos e definiria novos padr\u00f5es para o jornalismo televisivo.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":39926,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-39927","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39927","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39927"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39927\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39933,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39927\/revisions\/39933"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39926"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39927"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39927"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39927"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}