{"id":39894,"date":"2026-10-26T22:15:00","date_gmt":"2026-10-27T01:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=39894"},"modified":"2026-10-26T22:15:00","modified_gmt":"2026-10-27T01:15:00","slug":"homem-vende-fiat-uno-para-comprar-novilhas-e-transforma-producao-de-100-litros-de-leite-por-dia-em-mais-de-8-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/homem-vende-fiat-uno-para-comprar-novilhas-e-transforma-producao-de-100-litros-de-leite-por-dia-em-mais-de-8-mil\/","title":{"rendered":"Homem vende Fiat Uno para comprar novilhas e transforma produ\u00e7\u00e3o de 100 litros de leite por dia em mais de 8 mil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um carro usado como entrada para comprar novilhas mudou os rumos da produ\u00e7\u00e3o leiteira de Gilson Pereira Cardoso. Com a troca, no in\u00edcio dos anos 2000, ele ampliou o plantel da Fazenda Alagoas, em Patos de Minas (MG).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Naquele momento, a propriedade rendia somente 100 litros de leite por dia, quantia que n\u00e3o cobria as despesas da fam\u00edlia. Gilson precisava trabalhar para vizinhos para fechar as contas em casa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Da venda do carro ao salto de produ\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses n\u00fameros mudaram bastante desde ent\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria chegou a 8620 litros, e a meta \u00e9 alcan\u00e7ar os 10 mil litros, com a constru\u00e7\u00e3o de um galp\u00e3o para receber mais 50 vacas. A terra est\u00e1 com a fam\u00edlia desde 1949, passada do av\u00f4 ao pai de Gilson e assumida por ele em 2001. O salto na produ\u00e7\u00e3o veio cerca de uma d\u00e9cada depois, quando o produtor buscou apoio da Nestl\u00e9 para ampliar a estrutura de ordenha.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma proposta que mudou o neg\u00f3cio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em vez do financiamento esperado, veio uma oferta direta de compra do leite pela multinacional. Mesmo com o sistema de produ\u00e7\u00e3o artesanal da \u00e9poca, o volume entregue variava entre 500 e 700 litros di\u00e1rios, mas com qualidade reconhecida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante da inseguran\u00e7a, Gilson resolveu testar os dois caminhos ao mesmo tempo. Durante 15 dias entregou o leite para a cooperativa e, nos 15 dias seguintes. Para a Nestl\u00e9, a diferen\u00e7a chegou a 14 centavos por litro a favor da empresa, segundo ele contou ao site Agfeed.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse ganho extra funcionou como um fundo de reserva mensal, usado para financiar melhorias cont\u00ednuas na propriedade. Instala\u00e7\u00f5es, equipamentos e gen\u00e9tica do rebanho foram os principais destinos dos investimentos ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Gen\u00e9tica e manejo elevam a produtividade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 animais da ra\u00e7a holandesa comp\u00f5em hoje o plantel da fazenda. A genotipagem, t\u00e9cnica usada para medir o potencial gen\u00e9tico de cada animal, passou a ser aplicada com suporte da Nestl\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os registros da propriedade mostram 2.478 litros di\u00e1rios em 2021, n\u00famero que avan\u00e7ou para 5.926 litros em 2025 antes de chegar aos atuais 8.620. Com 194 vacas em lacta\u00e7\u00e3o, a m\u00e9dia de produ\u00e7\u00e3o por animal soma aproximadamente 44,4 litros ao dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parte desse avan\u00e7o tem explica\u00e7\u00e3o na forma como a equipe \u00e9 conduzida, segundo Juliana Cardoso, esposa de Gilson. Em entrevista ao Agfeed, ela afirmou que nenhuma m\u00e1quina substitui as pessoas, j\u00e1 que sempre h\u00e1 algu\u00e9m por tr\u00e1s de cada equipamento funcionando. Nove funcion\u00e1rios trabalham na fazenda, que investe em treinamentos voltados \u00e0 rotina, \u00e0 seguran\u00e7a e ao bem-estar dos animais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O solo tamb\u00e9m entrou na conta<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir de 2021, a propriedade passou a seguir princ\u00edpios de agricultura regenerativa dentro do programa Net Zero, da Nestl\u00e9. Oitenta hectares s\u00e3o usados para o cultivo de milho destinado \u00e0 silagem, sendo 55 deles arrendados, num sistema que une lavoura e pecu\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Juliana relatou desconfian\u00e7a inicial diante da proposta de manter o solo coberto por esp\u00e9cies vegetais diferentes. Para comparar resultados, a fam\u00edlia decidiu aplicar a t\u00e9cnica em apenas parte da \u00e1rea plantada. Um per\u00edodo de 40 dias sem chuva logo depois do plantio serviu como teste real.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As \u00e1reas com cobertura vegetal tiveram milharais mais uniformes e produtivos do que as \u00e1reas sem esse manejo. Segundo Juliana, que descreveu a experi\u00eancia como decisiva para encarar o cuidado com o solo como prioridade permanente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde 2022, o plantio direto na palha se tornou rotina na Fazenda Alagoas, refor\u00e7ando o conjunto de pr\u00e1ticas que sustenta o crescimento da produ\u00e7\u00e3o de leite na propriedade de Patos de Minas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Investimento em gen\u00e9tica do rebanho, manejo adequado e pr\u00e1ticas de agricultura regenerativa transformaram a Fazenda Alagoas em refer\u00eancia de produtividade leiteira.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":39893,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-39894","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39894","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39894"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39894\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39904,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39894\/revisions\/39904"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39893"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39894"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39894"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39894"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}