{"id":39794,"date":"2026-10-26T08:09:00","date_gmt":"2026-10-26T11:09:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=39794"},"modified":"2026-10-26T08:09:00","modified_gmt":"2026-10-26T11:09:00","slug":"com-lagoa-coca-cola-e-baleia-de-20-metros-cidade-do-litoral-fluminense-reune-atracoes-curiosas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/com-lagoa-coca-cola-e-baleia-de-20-metros-cidade-do-litoral-fluminense-reune-atracoes-curiosas\/","title":{"rendered":"Com lagoa \u201cCoca-Cola\u201d e baleia de 20 metros, cidade do litoral fluminense re\u00fane atra\u00e7\u00f5es curiosas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cidade de Rio das Ostras, no litoral norte do Rio de Janeiro, re\u00fane atra\u00e7\u00f5es que contam a hist\u00f3ria da cidade para al\u00e9m da orla: uma lagoa de \u00e1gua escura conhecida como Coca-Cola, monumentos hist\u00f3ricos e uma figueira \u00e0 sombra da qual Dom Pedro II descansou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse roteiro hist\u00f3rico antecede, em s\u00e9culos, a m\u00fasica que tornou a cidade conhecida nos \u00faltimos anos. O nome original da regi\u00e3o vem do tupi Leripe, que significa &#8220;lugar de ostra&#8221;. Antes da chegada dos colonizadores, ca\u00e7adores e coletores ocuparam o territ\u00f3rio e deixaram sambaquis, montes de conchas acumuladas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Escava\u00e7\u00f5es no Sambaqui da Tarioba indicam ocupa\u00e7\u00e3o entre 4070 e 3520 anos atr\u00e1s, conforme estudo publicado na revista Archaeofauna por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF)+<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que cada monumento conta sobre a hist\u00f3ria local<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A regi\u00e3o virou sesmaria dos jesu\u00edtas em 1630. S\u00e9culos depois, Dom Pedro II descansou \u00e0 sombra de uma figueira, em 1847. A \u00e1rvore permanece no cal\u00e7ad\u00e3o da Praia do Centro, transformada em monumento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Constru\u00eddo por escravizados no s\u00e9culo XVIII para abastecer navegadores, o Po\u00e7o de Pedras foi demolido nos anos 1990. Foi reconstru\u00eddo em 2000 a partir de fotografias antigas, em uma iniciativa que resgata a mem\u00f3ria material da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rio das Ostras tornou-se munic\u00edpio em 1992, ao se separar de Casimiro de Abreu. A cidade re\u00fane heran\u00e7as ind\u00edgena, colonial e imperial. Parques, cost\u00f5es protegidos e at\u00e9 um trecho da antiga ferrovia completam o roteiro dos pontos tur\u00edsticos, a maior parte deles a poucos minutos de carro do Centro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a m\u00fasica reconfigurou a economia e o turismo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Rio das Ostras Jazz &amp; Blues Festival \u00e9 a principal atra\u00e7\u00e3o cultural da cidade e recebe apresenta\u00e7\u00f5es ao ar livre no feriado de Corpus Christi. A festa consolidou Rio das Ostras como destino de refer\u00eancia para o g\u00eanero musical.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudo publicado na RECIIS, revista da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta que o festival, associado aos royalties do petr\u00f3leo, gerou empregos e melhorou a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o local. A realiza\u00e7\u00e3o de shows em \u00e1rea protegida exige cautela ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na 18\u00aa edi\u00e7\u00e3o de 2021, o Conselho Municipal de Meio Ambiente aprovou o uso do anfiteatro da Lagoa de Iriry condicionado ao cercamento da vegeta\u00e7\u00e3o ao redor do palco e \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o de mensagens sobre os objetivos da unidade de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Planejando uma visita \u00e0 regi\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cidade fica a cerca de 170 quil\u00f4metros da capital. Quem sai do Rio de Janeiro de carro segue pela BR-101 at\u00e9 Rio Dourado, depois pela RJ-162 e RJ-106, conhecida como Rodovia Amaral Peixoto. \u00d4nibus diretos saem da Rodovi\u00e1ria Novo Rio, e o vizinho munic\u00edpio de Maca\u00e9 disp\u00f5e de aeroporto para quem chega de outras regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O clima subtropical marca a regi\u00e3o, com ver\u00f5es quentes e chuvosos e invernos secos. No inverno, as m\u00e1ximas raramente ultrapassam 30\u00b0C. Entre junho e agosto, a chuva fica abaixo de 40 mil\u00edmetros mensais. Como a maior parte dos pontos tur\u00edsticos fica a poucos minutos do Centro, quem passa pela regi\u00e3o pode fazer roteiros r\u00e1pidos em busca de hist\u00f3ria e natureza.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que a Lagoa de Iriry tem aquela cor escura de Coca-Cola<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00e1gua marrom-avermelhada da lagoa n\u00e3o \u00e9 suja nem polu\u00edda \u2014 \u00e9 resultado de processos naturais que acontecem ali h\u00e1 muito tempo. A cor vem de subst\u00e2ncias como iodo e \u00e1cidos h\u00famicos e f\u00falvicos dissolvidos na \u00e1gua. Essas subst\u00e2ncias surgem da decomposi\u00e7\u00e3o incompleta de material org\u00e2nico, como folhas e galhos que caem na lagoa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ac\u00famulo dessas subst\u00e2ncias reduz a penetra\u00e7\u00e3o da luz na \u00e1gua e cria a apar\u00eancia escura caracter\u00edstica. Apesar da cor forte, essas subst\u00e2ncias n\u00e3o s\u00e3o t\u00f3xicas nem prejudicam o ecossistema da lagoa. A \u00e1gua mant\u00e9m boa balneabilidade, \u00e9 adequada para banho e \u00e9 rica em oxig\u00eanio e compostos org\u00e2nicos que sustentam a vida aqu\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando o festival n\u00e3o pode usar a Lagoa de Iriry como quiser<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apresentar shows em uma \u00e1rea protegida exige mais do que montar um palco e tocar. A lagoa e seu entorno t\u00eam prote\u00e7\u00e3o ambiental, que imp\u00f5e restri\u00e7\u00f5es mesmo a eventos culturais. Antes de realizar o festival ali, o evento precisa da aprova\u00e7\u00e3o do Conselho Municipal de Meio Ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o conselho aprova o uso do anfiteatro, imp\u00f5e condi\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias. Na 18\u00aa edi\u00e7\u00e3o do festival, em 2021, exigiu o cercamento da vegeta\u00e7\u00e3o ao redor do palco para proteg\u00ea-la do p\u00fablico e da movimenta\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m determinou a divulga\u00e7\u00e3o de mensagens sobre os objetivos da unidade de conserva\u00e7\u00e3o. Essas restri\u00e7\u00f5es garantem que o lazer n\u00e3o prejudique o ecossistema protegido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cidade re\u00fane heran\u00e7as ind\u00edgena, colonial e imperial em monumentos que precedem em s\u00e9culos a m\u00fasica que a tornou conhecida nos \u00faltimos anos.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":39793,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-39794","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39794","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39794"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39794\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39833,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39794\/revisions\/39833"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39793"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39794"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39794"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39794"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}