{"id":39744,"date":"2026-10-23T10:40:00","date_gmt":"2026-10-23T13:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=39744"},"modified":"2026-10-23T10:40:00","modified_gmt":"2026-10-23T13:40:00","slug":"fazenda-de-200-hectares-de-marcos-palmeira-reune-producao-organica-animais-e-mata-atlantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/fazenda-de-200-hectares-de-marcos-palmeira-reune-producao-organica-animais-e-mata-atlantica\/","title":{"rendered":"Fazenda de 200 hectares de Marcos Palmeira re\u00fane produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, animais e Mata Atl\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ator Marcos Palmeira comprou, em 1997, uma propriedade em Teres\u00f3polis, na Regi\u00e3o Serrana do Rio de Janeiro, com um prop\u00f3sito que ia al\u00e9m de simplesmente produzir na terra. Depois de quase 30 anos, a Fazenda Vale das Palmeiras se tornou um lugar de 200 hectares que une o cultivo de hortali\u00e7as a a\u00e7\u00f5es ambientais de grande porte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, a propriedade combina duas frentes: de um lado, a produ\u00e7\u00e3o de alimentos org\u00e2nicos; de outro, um projeto de restaura\u00e7\u00e3o que busca compatibilizar produ\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As ra\u00edzes do projeto<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A trajet\u00f3ria de Palmeira com a terra come\u00e7ou longe de Teres\u00f3polis. Na inf\u00e2ncia, ele passava temporadas com o av\u00f4 na Bahia, acompanhando de perto a cria\u00e7\u00e3o de gado e as lavouras de cacau da fam\u00edlia. Essas viv\u00eancias despertaram nele o interesse por manejar uma gleba pr\u00f3pria, diferente do modelo industrial que dominava a \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando assumiu a Vale das Palmeiras, a propriedade funcionava sob pr\u00e1ticas convencionais de horticultura. Palmeira redirecionou gradualmente as opera\u00e7\u00f5es: adotou protocolos de produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, implantou sistemas agroflorestais e come\u00e7ou a proteger nascentes e \u00e1reas degradadas que marcavam o terreno.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Restaura\u00e7\u00e3o em escala<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O componente ambiental ganhou amplitude significativa com a meta de restaurar aproximadamente 1,3 milh\u00e3o de metros quadrados e plantar cerca de 200 mil \u00e1rvores nativas. Jequitib\u00e1, palmito-jussara, aroeira, pau-ferro e outras esp\u00e9cies regionais agora convivem com a regenera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea da vegeta\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Duas Reservas Particulares do Patrim\u00f4nio Natural (RPPNs) operam dentro dos limites da fazenda, garantindo prote\u00e7\u00e3o legal permanente \u00e0s zonas de conserva\u00e7\u00e3o. Essa categoria de RPPN permite que propriet\u00e1rios destinem formalmente suas terras \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o ambiental de forma irrevog\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o tempo, a Fazenda Vale das Palmeiras passou a ser vista n\u00e3o s\u00f3 como produtora de alimentos, mas tamb\u00e9m como iniciativa voltada \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o ambiental. O espa\u00e7o descreveu esse percurso como um &#8220;projeto de vida&#8221;, cuja meta \u00e9 fazer a alimenta\u00e7\u00e3o org\u00e2nica chegar a um p\u00fablico cada vez maior, com aprimoramentos cont\u00ednuos na forma de produzir.<\/p>\n\n\n\n\r\n\r\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"A incr\u00edvel fazenda de Marcos Palmeira!\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iU7WEJJy3_c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\r\n\r\n\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a perpetuidade da RPPN protege a natureza<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando um propriet\u00e1rio cria uma Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural na sua propriedade, ele coloca um &#8220;gravame de perpetuidade&#8221; na matr\u00edcula do im\u00f3vel. Isso significa que a \u00e1rea fica marcada legalmente como zona de conserva\u00e7\u00e3o de forma irrevog\u00e1vel, n\u00e3o apenas enquanto aquele dono a possui, mas para sempre, mesmo que a propriedade seja vendida, herdada ou transferida a outras pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mecanismo funciona assim: o comprador de uma propriedade com RPPN recebe automaticamente todas as obriga\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o que o antigo dono tinha. A restri\u00e7\u00e3o viaja junto com o terreno, registrada na matr\u00edcula do im\u00f3vel. Isso garante que nenhum futuro propriet\u00e1rio poder\u00e1 descaracterizar aquela zona de prote\u00e7\u00e3o ambiental, transformando-a em pasto ou planta\u00e7\u00e3o convencional, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que significa para o propriet\u00e1rio ter uma RPPN na fazenda<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Criar uma RPPN n\u00e3o significa perder a propriedade. O dono continua sendo dono, pode vender, herdar ou hipotecar o im\u00f3vel normalmente. Por\u00e9m, ele ganha benef\u00edcios significativos em troca dessa prote\u00e7\u00e3o permanente: fica isento do imposto territorial rural (ITR) sobre a \u00e1rea da reserva, recebe prioridade na an\u00e1lise de projetos pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente e tem prefer\u00eancia para conseguir cr\u00e9dito agr\u00edcola junto a bancos oficiais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, a RPPN transforma parte da propriedade em um ativo de conserva\u00e7\u00e3o com vantagens fiscais, enquanto o restante da fazenda continua funcionando normalmente, seja com produ\u00e7\u00e3o de alimentos, turismo ou outras atividades. \u00c9 um arranjo que equilibra a liberdade do propriet\u00e1rio com a prote\u00e7\u00e3o permanente da biodiversidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que os visitantes vivenciam em um passeio pela Fazenda Vale das Palmeiras<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>&#8211; Caf\u00e9 da manh\u00e3 servido na chegada, com produtos da fazenda<\/li>\r\n<li>&#8211; Degusta\u00e7\u00e3o de queijos artesanais e outros produtos org\u00e2nicos produzidos no local<\/li>\r\n<li>&#8211; Visita \u00e0 planta\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica de caf\u00e9<\/li>\r\n<li>&#8211; Conhecer a horta mandala e o melipon\u00e1rio (espa\u00e7o das abelhas sem ferr\u00e3o)<\/li>\r\n<li>&#8211; Ordenha e intera\u00e7\u00e3o com os animais da propriedade, principalmente as vacas<\/li>\r\n<li>&#8211; Almo\u00e7o com pratos t\u00edpicos e sobremesas preparados com ingredientes da pr\u00f3pria fazenda<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Vou visitar a fazenda e encontrar Marcos Palmeira?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o h\u00e1 garantia. O ator concilia a administra\u00e7\u00e3o da Fazenda Vale das Palmeiras com seus compromissos como ator na televis\u00e3o e outros projetos profissionais. Os an\u00fancios das visitas deixam claro que o encontro com o ator n\u00e3o \u00e9 parte do pacote. Mesmo assim, a propriedade oferece uma experi\u00eancia completa de turismo rural e pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, com foco nas atividades de agrofloresta, degusta\u00e7\u00f5es e contato com a vida no campo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que as RPPN foram criadas e como funcionam no Brasil<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As Reservas Particulares do Patrim\u00f4nio Natural existem porque o Brasil reconheceu que a iniciativa privada poderia ajudar na prote\u00e7\u00e3o das \u00e1reas naturais. Diferentemente das unidades de conserva\u00e7\u00e3o p\u00fablicas (parques, florestas nacionais), as RPPN permitem que propriet\u00e1rios rurais ou urbanos dediquem seus terrenos \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e recebam benef\u00edcios em troca, tais como: redu\u00e7\u00e3o de impostos, acesso a cr\u00e9dito agr\u00edcola preferencial e possibilidade de coopera\u00e7\u00e3o com \u00f3rg\u00e3os ambientais e entidades privadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sistema \u00e9 flex\u00edvel: n\u00e3o h\u00e1 tamanho m\u00ednimo ou m\u00e1ximo para uma RPPN, podendo variar de menos de um hectare a mais de 80 mil hectares. Al\u00e9m disso, as atividades de pesquisa cient\u00edfica, turismo, educa\u00e7\u00e3o e lazer s\u00e3o permitidas dentro da reserva, desde que respeitado o plano de manejo. Isso permite que propriet\u00e1rios como Marcos Palmeira conciliem a conserva\u00e7\u00e3o com outras atividades econ\u00f4micas, como o turismo rural.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duas Reservas Particulares do Patrim\u00f4nio Natural protegem legalmente a conserva\u00e7\u00e3o de forma irrevog\u00e1vel, mesmo ap\u00f3s vendas futuras.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":39743,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-39744","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39744","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39744"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39744\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39749,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39744\/revisions\/39749"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39743"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39744"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39744"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39744"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}