{"id":39682,"date":"2026-10-22T13:50:00","date_gmt":"2026-10-22T16:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=39682"},"modified":"2026-10-22T13:50:00","modified_gmt":"2026-10-22T16:50:00","slug":"muito-antes-das-cidades-grupos-humanos-ja-percorriam-grandes-distancias-entenda-como-os-homens-das-cavernas-encontravam-comida-e-abrigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/muito-antes-das-cidades-grupos-humanos-ja-percorriam-grandes-distancias-entenda-como-os-homens-das-cavernas-encontravam-comida-e-abrigo\/","title":{"rendered":"Muito antes das cidades, grupos humanos j\u00e1 percorriam grandes dist\u00e2ncias; entenda como os homens das cavernas encontravam comida e abrigo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o Paleol\u00edtico Superior, aproximadamente 40 mil anos atr\u00e1s, a sobreviv\u00eancia humana dependia principalmente da ca\u00e7a e da coleta de recursos dispon\u00edveis no ambiente. As comunidades se movimentavam constantemente \u00e0 procura de alimentos e regi\u00f5es com melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, perseguindo animais como renas, cavalos e rinocerontes para garantir seu sustento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses grupos j\u00e1 tinham corpo e estrutura semelhantes aos de seres humanos atuais, segundo o arque\u00f3logo Renato Kipnis, da Universidade de S\u00e3o Paulo. A Pr\u00e9-Hist\u00f3ria soma mais de 2,5 milh\u00f5es de anos, lembra Kipnis. Nesse per\u00edodo, os primeiros homin\u00eddeos deixaram de apenas aproveitar carca\u00e7as abandonadas e passaram a ca\u00e7ar com t\u00e9cnica e a domesticar animais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma divis\u00e3o de tarefas entre o grupo de homens e mulheres<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cercar rebanhos em desfiladeiros facilitava o golpe final contra as presas. Arcos, flechas e lan\u00e7as impulsionadas por propulsores \u2014 um tipo de estilingue primitivo que aumentava o alcance do ataque \u2014 eram feitos de madeira, com pontas de osso ou pedra lascada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Havia uma divis\u00e3o de tarefas entre os g\u00eaneros. Enquanto os homens participavam da ca\u00e7ada, as mulheres, acompanhadas de crian\u00e7as, coletavam frutos silvestres, fonte de vitaminas, minerais e carboidratos que completavam \u2014 e muitas vezes sustentavam \u2014 a alimenta\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n\r\n\r\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"COMO VIVIAM os HOMENS das CAVERNAS?\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ktIK3aM_BNA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\r\n\r\n\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Da ca\u00e7ada ao armazenamento da carne<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim que um animal era abatido, parte da carne ia direto para as fogueiras coletivas, enquanto outra por\u00e7\u00e3o era seca para ser consumida at\u00e9 o inverno. As cinzas podem ter funcionado como tempero rudimentar e ajudado a conservar os alimentos armazenados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Facas e talhadores de pedra lascada cortavam a carne, enquanto raspadores de pedra ou osso retiravam a pele do animal sem danific\u00e1-la. O couro virava roupa ou cobertura de cabana, e nada do que era abatido se perdia, e cada fam\u00edlia envolvida na ca\u00e7ada recebia sua parte do animal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mudan\u00e7as for\u00e7adas pelo frio extremo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma era glacial levou popula\u00e7\u00f5es inteiras do norte da Europa para o sul do continente, em busca de temperaturas mais amenas. Com mais gente concentrada em menos espa\u00e7o, os territ\u00f3rios que sustentavam grandes ca\u00e7adas come\u00e7aram a escassear.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a escassez desses territ\u00f3rios, coelhos, peixes e crust\u00e1ceos passaram a ocupar mais espa\u00e7o na dieta, complementando e \u00e0s vezes substituindo as grandes ca\u00e7adas que exigiam dezenas de pessoas trabalhando juntas. A ca\u00e7a s\u00f3 deixou de ser o centro da sobreviv\u00eancia humana quando os animais come\u00e7aram a ser domesticados, marcando uma mudan\u00e7a na hist\u00f3ria da alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A domestica\u00e7\u00e3o de animais marcou o fim da ca\u00e7a como centro da sobreviv\u00eancia humana e transformou a hist\u00f3ria da alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":39681,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-39682","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39682","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39682"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39682\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39725,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39682\/revisions\/39725"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39681"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39682"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39682"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39682"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}