{"id":39667,"date":"2026-10-22T10:40:00","date_gmt":"2026-10-22T13:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=39667"},"modified":"2026-10-22T10:40:00","modified_gmt":"2026-10-22T13:40:00","slug":"o-dinossauro-brasileiro-que-viveu-onde-hoje-fica-o-rio-grande-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/o-dinossauro-brasileiro-que-viveu-onde-hoje-fica-o-rio-grande-do-sul\/","title":{"rendered":"O dinossauro brasileiro que viveu onde hoje fica o Rio Grande do Sul"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria descobriram uma nova esp\u00e9cie de r\u00e9ptil f\u00f3ssil no Rio Grande do Sul que viveu h\u00e1 240 milh\u00f5es de anos, ancestral direto dos dinossauros. Descrita no peri\u00f3dico cient\u00edfico Scientific Reports, a esp\u00e9cie Silescelida acristata marca a primeira ocorr\u00eancia dessa linhagem na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O animal caminhou sobre a Terra durante o Per\u00edodo Tri\u00e1ssico M\u00e9dio, cerca de 10 milh\u00f5es de anos antes do surgimento dos primeiros dinossauros propriamente ditos. Naquela \u00e9poca, os ecossistemas terrestres ainda se recuperavam da maior extin\u00e7\u00e3o em massa da hist\u00f3ria, conhecida como extin\u00e7\u00e3o Permo-Tri\u00e1ssica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um ancestral raro dos dinossauros<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Silescelida acristata pertence ao grupo dos arcossauros, que inclui tanto os dinossauros extintos quanto as aves modernas e os crocodilos. Outras esp\u00e9cies dessa linhagem foram encontradas na \u00c1frica, \u00c1sia e Europa, mas nenhuma havia sido identificada na Am\u00e9rica do Sul at\u00e9 agora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta expande significativamente a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica desses animais primitivos e oferece novas pistas sobre como os arcossauros se originaram e se dispersaram globalmente. O f\u00f3ssil revela caracter\u00edsticas anat\u00f4micas que o conectam aos ancestrais comuns de dinossauros e crocodilos, ajudando a compreender um dos cap\u00edtulos mais importantes da evolu\u00e7\u00e3o dos vertebrados terrestres.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o f\u00f3ssil foi encontrado e identificado<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O esp\u00e9cime foi escavado h\u00e1 cerca de 20 anos no munic\u00edpio de Dona Francisca. Na regi\u00e3o central do Rio Grande do Sul, em rochas do Per\u00edodo Tri\u00e1ssico M\u00e9dio, com idade entre 247 a 237 milh\u00f5es de anos. O local faz parte do Geoparque Quarta Col\u00f4nia UNESCO, um s\u00edtio fossil\u00edfero que j\u00e1 revelou restos de alguns dos dinossauros mais antigos do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante d\u00e9cadas o f\u00f3ssil permaneceu sem identifica\u00e7\u00e3o adequada, e parte essencial do esp\u00e9cime havia desaparecido da cole\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, impossibilitando sua descri\u00e7\u00e3o formal. Apenas em 2022, durante uma visita t\u00e9cnica, pesquisadores do Centro de Apoio \u00e0 Pesquisa Paleontol\u00f3gica da Quarta Col\u00f4nia localizaram o fragmento desaparecido guardado na Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o material completo em m\u00e3os, foi poss\u00edvel confirmar sua origem e realizar a identifica\u00e7\u00e3o formal, divulgada agora na comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descoberta ap\u00f3s 20 anos de espera, a esp\u00e9cie expande o conhecimento sobre a dispers\u00e3o global dos ancestrais de dinossauros e crocodilos.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":39666,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-39667","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39667","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39667"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39667\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39668,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39667\/revisions\/39668"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39666"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39667"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39667"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39667"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}