{"id":39665,"date":"2026-10-22T10:28:58","date_gmt":"2026-10-22T13:28:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/qual-foi-o-maior-dinossauro-que-ja-existiu-conheca-o-gigante-que-podia-passar-de-30-metros\/"},"modified":"2026-10-22T10:28:58","modified_gmt":"2026-10-22T13:28:58","slug":"qual-foi-o-maior-dinossauro-que-ja-existiu-conheca-o-gigante-que-podia-passar-de-30-metros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/qual-foi-o-maior-dinossauro-que-ja-existiu-conheca-o-gigante-que-podia-passar-de-30-metros\/","title":{"rendered":"Qual foi o maior dinossauro que j\u00e1 existiu? Conhe\u00e7a o gigante que podia passar de 30 metros"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma r\u00e9plica em tamanho real de quase 40 metros de comprimento ocupa o Parque Ibirapuera, em S\u00e3o Paulo, at\u00e9 27 de novembro. O Patagotitan \u00e9 o maior dinossauro catalogado pela ci\u00eancia, com 8 metros de altura, impressionando visitantes da exposi\u00e7\u00e3o Dinossauros &#8211; Patagotitan, o Maior do Mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mostra re\u00fane 12 r\u00e9plicas de f\u00f3sseis encontrados na Argentina, montadas para reconstituir o cen\u00e1rio em que esses animais viveram. O paleont\u00f3logo Luiz Eduardo Anelli, professor do Instituto de Geoci\u00eancias da USP e respons\u00e1vel pela exposi\u00e7\u00e3o no Brasil, coordena a curadoria do material trazido ao pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Anelli, em entrevista ao site GZH, o tamanho funcionava como prote\u00e7\u00e3o: um exemplar saud\u00e1vel e adulto do porte do Patagotitan dificilmente enfrentava predadores capazes de amea\u00e7\u00e1-lo. Essa escala tamb\u00e9m intriga o p\u00fablico, que costuma estranhar a apar\u00eancia amig\u00e1vel de um animal t\u00e3o colossal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma esp\u00e9cie que viveu h\u00e1 milh\u00f5es de anos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Patagotitan mayorum teria existido h\u00e1 cerca de 100 milh\u00f5es de anos, no per\u00edodo Cret\u00e1ceo. Foi justamente nessa fase que a maior parte dos dinossauros conhecidos hoje teria alcan\u00e7ado seu auge, segundo a reconstru\u00e7\u00e3o feita por paleont\u00f3logos a partir dos f\u00f3sseis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na \u00e9poca, o planeta tinha apenas um bloco de terra, chamado Gondwana, cercado por dois oceanos. Anelli explica que essa aus\u00eancia de divis\u00e3o mar\u00edtima ajudaria a entender por que n\u00e3o existem registros de dinossauros nos mares, mas sim em regi\u00f5es como a Ant\u00e1rtida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Clima e diversidade entre territ\u00f3rios distintos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que hoje corresponde ao Brasil tinha um clima bastante seco naquele per\u00edodo, bem diferente da \u00e1rea que se tornaria a Argentina. L\u00e1, o ambiente era mais \u00famido, com florestas e matas que favoreceram uma diversidade maior de esp\u00e9cies de dinossauros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Patagotitan foi localizado na prov\u00edncia argentina de Chubut, na Patag\u00f4nia, regi\u00e3o que concentra boa parte dos f\u00f3sseis exibidos na mostra. Essa distin\u00e7\u00e3o de climas ajuda a explicar por que a Argentina se tornou um dos principais pontos de descoberta desses animais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Da linhagem Brasileira ao gigante argentino<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Buriolestes schultzi, descoberto em S\u00e3o Jo\u00e3o de Pol\u00easine, no Rio Grande do Sul, \u00e9 considerado o dinossauro mais antigo j\u00e1 encontrado. Mais de 2.500 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia e 133 milh\u00f5es de anos separam esse pequeno predador brasileiro do gigante argentino que leva o t\u00edtulo de maior do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa linhagem de dinossauros tinha entre 50 cent\u00edmetros e 1,5 metro de altura, pesava cerca de 8 quilos e ca\u00e7ava apoiado em duas patas, com garras e dentes afiados. Entre uma esp\u00e9cie e outra, o Leonerasaurus taquetrensis representa um est\u00e1gio intermedi\u00e1rio, quando o pesco\u00e7o come\u00e7ou a se alongar e a cabe\u00e7a relativamente diminuiu de tamanho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Anelli, a evolu\u00e7\u00e3o atua em popula\u00e7\u00f5es numerosas de animais pequenos, onde genes circulam intensamente e geram varia\u00e7\u00f5es que se espalham entre esp\u00e9cies. Ele destaca ainda que uma mesma caracter\u00edstica, como o comprimento do pesco\u00e7o, pode evoluir em dire\u00e7\u00f5es opostas dentro da mesma linhagem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um corpo gigante movido a plantas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do porte avantajado, o Patagotitan sustentava suas 77 toneladas com uma alimenta\u00e7\u00e3o \u00e0 base de plantas e algas. O pesco\u00e7o extenso permitia alcan\u00e7ar vegeta\u00e7\u00e3o em diferentes alturas sem precisar se deslocar o tempo todo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A exposi\u00e7\u00e3o no Parque Ibirapuera funciona de ter\u00e7a a Domingo, com entrada no valor de R$ 20,00 a inteira e R$ 50,00 para outras categorias, conforme os valores praticados no local. Crian\u00e7as at\u00e9 2 anos t\u00eam acesso Livre \u00e0 mostra que reconstitui, em escala real, um dos maiores animais que j\u00e1 pisaram na Terra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exposi\u00e7\u00e3o com r\u00e9plicas de f\u00f3sseis da Patag\u00f4nia funciona no Parque Ibirapuera at\u00e9 27 de novembro com entrada a partir de R$ 20,00.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":39664,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-39665","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39665","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39665"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39665\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39664"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39665"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39665"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39665"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}