{"id":39323,"date":"2026-10-18T13:30:00","date_gmt":"2026-10-18T16:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=39323"},"modified":"2026-10-18T13:30:00","modified_gmt":"2026-10-18T16:30:00","slug":"animal-que-parece-uma-mistura-de-raposa-e-morcego-vive-em-regioes-costeiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/animal-que-parece-uma-mistura-de-raposa-e-morcego-vive-em-regioes-costeiras\/","title":{"rendered":"Animal que parece uma mistura de raposa e morcego vive em regi\u00f5es costeiras"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em \u00e1reas litor\u00e2neas da \u00c1frica, \u00c1sia e Oceania, \u00e9 poss\u00edvel encontrar um dos maiores morcegos existentes, conhecido como raposa-voadora devido ao formato de seu focinho, que lembra o de uma raposa. Integrante do g\u00eanero Pteropus, esse mam\u00edfero apresenta h\u00e1bitos predominantemente noturnos e possui uma alimenta\u00e7\u00e3o composta principalmente por frutas, flores e outros recursos vegetais.<\/p>\n\n\n\n\r\n\r\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Morcegos gigantes sugam sangue? | Conhe\u00e7a o Pteropus vampyrus\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FmzWLcG0_mg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\r\n\r\n\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de suas caracter\u00edsticas f\u00edsicas impressionantes, as raposas-voadoras desempenham uma fun\u00e7\u00e3o essencial para o equil\u00edbrio ambiental. Durante seus deslocamentos pelas florestas, espalham sementes que contribuem para a recupera\u00e7\u00e3o e a preserva\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o. Entretanto, algumas esp\u00e9cies tamb\u00e9m representam uma preocupa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade p\u00fablica, pois podem atuar como reservat\u00f3rios naturais do v\u00edrus Nipah, respons\u00e1vel por uma doen\u00e7a cuja taxa de mortalidade pode variar entre 40% e 75%, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O registro de novos casos de infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus Nipah na \u00cdndia aumentou a preocupa\u00e7\u00e3o das autoridades sanit\u00e1rias internacionais, levando pa\u00edses asi\u00e1ticos a intensificarem a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e monitoramento. A situa\u00e7\u00e3o trouxe novamente as raposas-voadoras para o debate sobre a import\u00e2ncia da vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e do acompanhamento de doen\u00e7as que podem ser transmitidas de animais para seres humanos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Do morcego ao porco, do porco ao homem<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A revista cient\u00edfica Veterinary Quarterly descreve os morcegos Pteropus como o principal reservat\u00f3rio natural do Nipah, sem que o v\u00edrus cause doen\u00e7a neles pr\u00f3prios. A infec\u00e7\u00e3o humana costuma ocorrer de forma indireta, por meio de hospedeiros intermedi\u00e1rios como os porcos, criados com frequ\u00eancia em \u00e1reas pr\u00f3ximas a matas onde vivem os morcegos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O consumo de alimentos contaminados tamb\u00e9m \u00e9 uma via de cont\u00e1gio documentada. Foi exatamente esse ciclo \u2014 morcego. Porco e depois trabalhador rural \u2014 que caracterizou o primeiro surto da doen\u00e7a, identificado em 1999 na Mal\u00e1sia e em Singapura, quando 300 pessoas adoeceram e mais de 100 morreram.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Presen\u00e7a em v\u00e1rios pa\u00edses da \u00c1sia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo de tr\u00eas d\u00e9cadas, diferentes esp\u00e9cies de raposa-voadora foram apontadas como fonte de surtos de Nipah em pa\u00edses do Sul e do Sudeste Asi\u00e1tico \u2014 entre eles, \u00cdndia, Bangladesh, Tail\u00e2ndia, Vietn\u00e3, Camboja, Indon\u00e9sia, Timor-Leste e Papua-Nova Guin\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em entrevista ao CNN Brasil. O infectologista Renato Kfouri relatou que a identifica\u00e7\u00e3o do morcego frug\u00edvoro como transmissor partiu da investiga\u00e7\u00e3o de uma comunidade que, ao que tudo indica, consumia \u00e1gua contaminada de um po\u00e7o. Al\u00e9m do Nipah, as raposas-voadoras tamb\u00e9m s\u00e3o reservat\u00f3rios do Lyssavirus australiano e do v\u00edrus Hendra, o que amplia a preocupa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria em torno da esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a doen\u00e7a evolui no corpo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A infec\u00e7\u00e3o pelo Nipah costuma come\u00e7ar com febre alta, dor de cabe\u00e7a, dores musculares, dor de garganta, v\u00f4mitos e mal-estar geral. Em boa parte dos casos, esse quadro inicial evolui para pneumonia at\u00edpica ou insufici\u00eancia respirat\u00f3ria aguda em quest\u00e3o de dias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O maior perigo est\u00e1 na capacidade do v\u00edrus de inflamar o c\u00e9rebro: tontura, sonol\u00eancia fora do comum e confus\u00e3o mental funcionam como sinais de alerta. Em quadros mais graves, convuls\u00f5es e coma podem se instalar entre 24 e 48 horas ap\u00f3s o agravamento dos sintomas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Transmiss\u00e3o entre pessoas e resposta global<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do contato com animais, o Nipah tamb\u00e9m pode passar de pessoa para pessoa por meio de contato pr\u00f3ximo, fluidos corporais ou got\u00edculas respirat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o existem vacinas nem tratamentos licenciados contra o v\u00edrus at\u00e9 o momento, o que torna a identifica\u00e7\u00e3o precoce dos sintomas ainda mais importante. No Brasil, o monitoramento \u00e9 conduzido pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em conjunto com a Fiocruz, o Instituto Evandro Chagas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade e a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, sem indica\u00e7\u00e3o de risco imediato para a popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto isso, a vigil\u00e2ncia sobre as raposas-voadoras segue como pe\u00e7a central das estrat\u00e9gias de controle. J\u00e1 que o conv\u00edvio entre essas popula\u00e7\u00f5es de morcegos e \u00e1reas de cria\u00e7\u00e3o animal continua sendo o ponto de partida de praticamente todos os surtos registrados desde 1999.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem vacinas nem tratamentos licenciados, a identifica\u00e7\u00e3o precoce dos sintomas \u00e9 fundamental para evitar complica\u00e7\u00f5es que podem levar ao coma.<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":39322,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-39323","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39323","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39323"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39323\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39357,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39323\/revisions\/39357"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39322"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}