{"id":39316,"date":"2026-10-18T09:33:00","date_gmt":"2026-10-18T12:33:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=39316"},"modified":"2026-10-18T10:12:05","modified_gmt":"2026-10-18T13:12:05","slug":"animais-estranhos-no-brasil-conheca-especies-que-parecem-de-outro-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/animais-estranhos-no-brasil-conheca-especies-que-parecem-de-outro-planeta\/","title":{"rendered":"Animais estranhos no Brasil: conhe\u00e7a esp\u00e9cies que parecem de outro planeta"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Amaz\u00f4nia abriga animais estranhos que desafiam a imagina\u00e7\u00e3o, e a regi\u00e3o compreende cerca de 49% do territ\u00f3rio brasileiro e se estende por 8 pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul. A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas considera o bioma patrim\u00f4nio natural da humanidade, e a regi\u00e3o concentra a maior biodiversidade do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estimativas apontam que a regi\u00e3o abriga 40.000 esp\u00e9cies vegetais, 3.000 peixes, 1.000 aves, 450 mam\u00edferos, 400 anf\u00edbios, 400 r\u00e9pteis e 130.000 invertebrados. Essa diversidade inclui criaturas pouco conhecidas, que fascinam por suas caracter\u00edsticas, comportamentos especializados e adapta\u00e7\u00f5es evolutivas raramente vistas em outras partes do mundo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Gigantes em miniatura<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tamandu\u00e1-mirim \u00e9 o menor tamandu\u00e1 da natureza brasileira, e mede 20 cent\u00edmetros de comprimento e pesa aproximadamente 400 gramas. Ativo principalmente \u00e0 noite, passa a maior parte do tempo nas \u00e1rvores e raramente desce ao solo para se alimentar de formigas e cupins encontrados entre os galhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mucura pertence \u00e0 mesma fam\u00edlia dos cangurus, e \u00e9 um marsupial que carrega os filhotes em uma bolsa abdominal chamada mars\u00fapio at\u00e9 que completem o desenvolvimento. Frequentemente confundida com roedores comuns, a esp\u00e9cie ajuda a equilibrar a floresta ao controlar popula\u00e7\u00f5es de animais pe\u00e7onhentos, como cobras e escorpi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n\r\n\r\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Que bicho \u00e9 esse? Tamandu\u00e1-mirim\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cwqIc0X_AjU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\r\n\r\n\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Predadores da floresta nacional<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O papa-mel recebe esse nome por sua prefer\u00eancia pelo alimento que o identifica. Conhecido tamb\u00e9m como irara, jaguap\u00e9 ou taira, tem olfato apurado e rastreia a floresta em busca de frutas, mel, insetos e pequenos vertebrados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pacarana \u00e9 a terceira maior roedora do mundo e \u00e9 facilmente confundida com a paca e a capivara. Seu nome tem origem no tupi antigo, significando &#8220;falsa paca&#8221; ou &#8220;similar a uma paca&#8221;, refletindo como povos origin\u00e1rios compreendiam sua posi\u00e7\u00e3o no ecossistema amaz\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n\r\n\r\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Irara (Eira barbara), conhecida como papa-mel\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GZ3GJI2po2c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\r\n\r\n\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mestres da camuflagem<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A perereca-de-vidro se destaca pela transpar\u00eancia, e na fase adulta, mede apenas 24 mil\u00edmetros, e seu corpo deixa os \u00f3rg\u00e3os internos vis\u00edveis. \u00c9 poss\u00edvel observar o cora\u00e7\u00e3o bombeando sangue pelas art\u00e9rias ao examinar o animal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa transpar\u00eancia protege o animal quando ele est\u00e1 vulner\u00e1vel a predadores e durante o repouso diurno, quando fica exposto nos galhos. A perereca alimenta-se principalmente de insetos e pequenos invertebrados capturados \u00e0 noite.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora estimativas anteriores apontassem a extin\u00e7\u00e3o, a esp\u00e9cie \u00e9 atualmente classificada como pouco preocupante. Ela habita exclusivamente o Sudeste e o Sul do Brasil e n\u00e3o ocorre na Amaz\u00f4nia como parte de sua distribui\u00e7\u00e3o natural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desmatamento, as queimadas, a garimpagem, o agropastoreio e a biopirataria est\u00e3o entre as principais amea\u00e7as ao bioma. No primeiro trimestre de 2023, a Amaz\u00f4nia Legal registrou a segunda maior \u00e1rea desmatada em pelo menos 16 anos: 867 quil\u00f4metros quadrados, o equivalente a quase mil campos de futebol por dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ca\u00e7a ilegal, a pesca irregular e outras a\u00e7\u00f5es humanas mant\u00eam muitas esp\u00e9cies em risco cont\u00ednuo de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a transpar\u00eancia protege a perereca-de-vidro<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A transpar\u00eancia protege a perereca-de-vidro em dois momentos cr\u00edticos: quando ela est\u00e1 vulner\u00e1vel a predadores e durante o repouso diurno, quando fica exposta nos galhos. O corpo transl\u00facido deixa os \u00f3rg\u00e3os internos vis\u00edveis, inclusive o cora\u00e7\u00e3o batendo, e dificulta a detec\u00e7\u00e3o do animal contra o fundo da floresta.<\/p>\n\n\n\n\r\n\r\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"#111 Como uma perereca transparente esconde seu sangue vermelho de predadores 26\/12\/22\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nhbBGPCh8iY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\r\n\r\n\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que a perda de habitat significa para os anf\u00edbios amaz\u00f4nicos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desmatamento, as queimadas e o assentamento humano removem os habitats onde anf\u00edbios como sapos, r\u00e3s e pererecas vivem e se reproduzem. Como esses animais dependem da \u00e1gua em parte do ciclo de vida, qualquer altera\u00e7\u00e3o nos rios, igarap\u00e9s e florestas inundadas prejudica diretamente popula\u00e7\u00f5es inteiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Amaz\u00f4nia abriga mais de 427 esp\u00e9cies de anf\u00edbios, e a destrui\u00e7\u00e3o acelerada desses habitats amea\u00e7a tanto esp\u00e9cies conhecidas quanto futuras descobertas cient\u00edficas. Entre 2014 e 2015, foram descritas 32 novas esp\u00e9cies na regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desmatamento, queimadas e a\u00e7\u00f5es humanas amea\u00e7am a extin\u00e7\u00e3o dessas criaturas \u00fanicas que habitam exclusivamente a maior biodiversidade do planeta.<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":39315,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-39316","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39316","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39316"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39316\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39317,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39316\/revisions\/39317"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39315"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39316"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39316"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39316"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}