{"id":39187,"date":"2026-10-15T19:44:00","date_gmt":"2026-10-15T22:44:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=39187"},"modified":"2026-10-15T19:44:00","modified_gmt":"2026-10-15T22:44:00","slug":"carregar-um-carro-eletrico-em-casa-aumenta-quanto-na-conta-de-luz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/carregar-um-carro-eletrico-em-casa-aumenta-quanto-na-conta-de-luz\/","title":{"rendered":"Carregar um carro el\u00e9trico em casa aumenta quanto na conta de luz?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem avalia trocar o carro a combust\u00e3o por um modelo el\u00e9trico se depara com uma pergunta pr\u00e1tica: quanto a energia para recarregar a bateria em casa vai pesar na fatura de luz. O BYD Dolphin Mini, um dos el\u00e9tricos mais populares no Brasil, serve de refer\u00eancia para esse c\u00e1lculo. Equipado com bateria de 38 kWh, o modelo oferece autonomia de at\u00e9 280 km conforme o ciclo do Inmetro, embora o consumo real varie com tr\u00e2nsito, velocidade, clima e estilo de condu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O impacto na conta depende tamb\u00e9m da distribuidora, dos tributos cobrados e do consumo total da casa onde o carro \u00e9 carregado. Em S\u00e3o Paulo neste m\u00eas, a Enel SP cobra tarifa residencial convencional de R$ 0,78.938 por kWh \u2014 soma da TUSD de R$ 0,47.242\/kWh com a tarifa de energia de R$ 0,31.696\/kWh.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse valor vale desde 4 de julho de 2026 e ainda n\u00e3o inclui os tributos que aparecem na fatura final do consumidor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O custo real de cada recarga completa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma bateria de 38 kWh descarregada e recarregada at\u00e9 100% consumiria teoricamente R$ 29,99 em energia \u2014 resultado simples: 38 kWh \u00d7 R$ 0,78.938. Neste m\u00eas de outubro est\u00e1 sob bandeira verde, o que significa que n\u00e3o h\u00e1 cobran\u00e7a extra pela bandeira tarif\u00e1ria neste m\u00eas. Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, o valor sobe por causa das perdas do carregamento e dos impostos embutidos na conta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com os tributos inclu\u00eddos. O custo efetivo de uma carga completa tende a ficar perto de R$ 1 por kWh em certas faixas de consumo, elevando o valor para algo pr\u00f3ximo de R$ 38 por recarga. Um motorista que rode 1.000 km ao m\u00eas, usando os 280 km de autonomia oficial como refer\u00eancia, precisaria de cerca de 3,6 recargas nesse per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao multiplicar 3,6 recargas por R$ 38, o gasto mensal com energia fica perto de R$ 137. O valor pode oscilar conforme o consumo real do carro muda com o uso e porque a rede fornece um pouco mais de energia do que a bateria efetivamente armazena.<\/p>\n\n\n\n\r\n\r\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"POSSO LIGAR O CARRO EL\u00c9TRICO EM QUALQUER TOMADA?\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-HDB4IDKDiE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\r\n\r\n\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Vale a pena trocar combust\u00edvel pela tomada<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os R$ 137 estimados para rodar 1.000 km equivalem a cerca de R$ 0,14 por quil\u00f4metro rodado. Mesmo com esse acr\u00e9scimo na fatura, carregar em casa pode sair mais barato do que abastecer regularmente um ve\u00edculo a combust\u00e3o. A compara\u00e7\u00e3o relevante n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 quanto a conta de luz sobe, mas quanto deixa de ser gasto em gasolina ou etanol todo m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em uma compara\u00e7\u00e3o mais ampla, estudos apontam que carregar um el\u00e9trico em casa sai 76% mais barato por quil\u00f4metro do que abastecer um modelo a gasolina. Para quem tem espa\u00e7o para carregar o ve\u00edculo em casa e roda dist\u00e2ncias maiores, essa diferen\u00e7a tende a favorecer o bolso ao longo do tempo. A transi\u00e7\u00e3o para a energia el\u00e9trica pode, assim, ser financeiramente vantajosa, al\u00e9m dos benef\u00edcios ambientais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que o carro el\u00e9trico \u00e9 mais barato mesmo pagando energia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a fundamental est\u00e1 em como cada motor aproveita a energia. Um motor el\u00e9trico converte uma parcela muito maior da energia armazenada em movimento do ve\u00edculo, enquanto um motor a combust\u00e3o dissipa grande parte dessa energia na forma de calor. Por isso, mesmo pagando pela eletricidade para carregar a bateria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O carro el\u00e9trico consegue rodar mais quil\u00f4metros com menos energia do que um carro a gasolina conseguiria rodar com a mesma quantidade de combust\u00edvel. Essa vantagem de efici\u00eancia \u00e9 t\u00e3o robusta que permanece mesmo em cen\u00e1rios onde a eletricidade fica mais cara ou o petr\u00f3leo fica mais barato.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo estudos internacionais, seriam necess\u00e1rios pre\u00e7os excepcionalmente baixos do petr\u00f3leo para que um carro a combust\u00e3o voltasse a ser mais econ\u00f4mico que um el\u00e9trico carregado em casa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carregar um carro el\u00e9trico em casa sai 76% mais barato por quil\u00f4metro do que abastecer um modelo a gasolina.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":39186,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-39187","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39187","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39187"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39187\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39224,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39187\/revisions\/39224"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39186"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39187"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}