{"id":38733,"date":"2026-10-10T17:04:00","date_gmt":"2026-10-10T20:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=38733"},"modified":"2026-10-10T17:04:00","modified_gmt":"2026-10-10T20:04:00","slug":"enchente-historica-na-china-durou-meses-e-atingiu-milhoes-de-pessoas-relembre-a-tragedia-do-rio-yangtze-em-1931","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/enchente-historica-na-china-durou-meses-e-atingiu-milhoes-de-pessoas-relembre-a-tragedia-do-rio-yangtze-em-1931\/","title":{"rendered":"Enchente hist\u00f3rica na China durou meses e atingiu milh\u00f5es de pessoas: relembre a trag\u00e9dia do rio Yangtz\u00e9 em 1931"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A enchente mais devastadora do rio Yangtz\u00e9 ocorreu em 1931. Ela cobriu mais de 30 mil quil\u00f4metros quadrados, matou aproximadamente 3,7 milh\u00f5es de pessoas e deixou 40 milh\u00f5es desabrigadas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"bob-video\" style=\"margin:18px 0\"><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/h8EZi4Pm5JU\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" loading=\"lazy\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Yangtz\u00e9, tamb\u00e9m chamado de Chang Jiang ou &#8220;Rio Longo&#8221;, \u00e9 o rio mais extenso da \u00c1sia e o terceiro mais extenso do mundo. Ele percorre aproximadamente 6.300 quil\u00f4metros pela China, e sua bacia hidrogr\u00e1fica concentra quase um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o chinesa e funciona como o celeiro agr\u00edcola do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde tempos remotos, as enchentes no rio causaram destrui\u00e7\u00e3o em massa e perdas de vidas sem precedentes. A trag\u00e9dia de 1931 permanece entre os piores desastres naturais j\u00e1 registrados na hist\u00f3ria da humanidade e deixou cicatrizes que atravessaram gera\u00e7\u00f5es na mem\u00f3ria coletiva chinesa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que as enchentes atingem o curso inferior do rio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As inunda\u00e7\u00f5es do Yangtz\u00e9 ocorrem periodicamente entre mar\u00e7o e outubro, quando as chuvas de mon\u00e7\u00e3o atingem as bacias m\u00e9dia e inferior do rio. A regi\u00e3o mais vulner\u00e1vel fica a jusante da Barragem das Tr\u00eas Gargantas, onde o terreno \u00e9 baixo e h\u00e1 muitos lagos e c\u00f3rregos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessas \u00e1reas, a correnteza desacelera significativamente ao chegar \u00e0s plan\u00edcies e acumula sedimentos no leito. Esse ac\u00famulo eleva gradualmente o fundo do rio e reduz sua capacidade de escoamento. Ao longo da hist\u00f3ria, o problema se agravou porque esses dep\u00f3sitos de sedimento nunca foram totalmente removidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desmatamento nas encostas de cabeceira agrava o quadro ao reduzir a capacidade do solo de absorver chuvas intensas. Com isso, aumenta o escoamento superficial, que desce diretamente para o leito sem ser contido pela vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impactos humanos e ambientais<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m das 3,7 milh\u00f5es de mortes registradas em 1931, a enchente deixou traumas duradouros nas cidades ribeirinhas. Centros urbanos importantes como Nanquim e Wuhan enfrentam inunda\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas que destroem colheitas, habita\u00e7\u00f5es e infraestrutura essencial. Quando o baixo Yangtz\u00e9 recebe chuvas intensas e prolongadas, as consequ\u00eancias s\u00e3o catastr\u00f3ficas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os impactos ambientais tamb\u00e9m atingem o rio, e a perda de cobertura vegetal e o pastoreio excessivo aumentam a eros\u00e3o do solo e levam mais sedimentos para o leito. A redu\u00e7\u00e3o de lagos e p\u00e2ntanos, eliminados para a ocupa\u00e7\u00e3o humana, remove as barreiras naturais que historicamente controlavam o avan\u00e7o das \u00e1guas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mudan\u00e7as no fluxo afetam esp\u00e9cies amea\u00e7adas, como o jacar\u00e9 chin\u00eas e o esturj\u00e3o chin\u00eas, que dependem dos ciclos naturais do rio para sobreviver.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Da engenharia tradicional ao controle moderno<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os esfor\u00e7os hist\u00f3ricos de conten\u00e7\u00e3o est\u00e1 o Grande Dique Jinjiang, conclu\u00eddo em 1548 e considerado um avan\u00e7o significativo para a \u00e9poca. Ap\u00f3s a cat\u00e1strofe de 1931, diques mais robustos foram constru\u00eddos e mantidos. A Barragem das Tr\u00eas Gargantas foi erguida especificamente para controlar as inunda\u00e7\u00f5es do Yangtz\u00e9, e em 2010, a estrutura conteve uma enchente importante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo essa estrutura tem limita\u00e7\u00f5es, e durante per\u00edodos de chuva extrema, a barragem precisa abrir as comportas para aliviar a press\u00e3o da \u00e1gua. Essa medida pode provocar inunda\u00e7\u00f5es e deslizamentos de terra a jusante. As medidas modernas incluem melhorias na drenagem, reflorestamento das encostas e prote\u00e7\u00e3o das zonas \u00famidas remanescentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As enchentes de 1954, 1998, 2010 e 2020 mostram que controlar as inunda\u00e7\u00f5es continua sendo um desafio, mesmo com estruturas como a Barragem das Tr\u00eas Gargantas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo com estruturas modernas como a Barragem das Tr\u00eas Gargantas, as enchentes continuam sendo um desafio para o pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":38732,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-38733","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38733","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38733"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38733\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38964,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38733\/revisions\/38964"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38732"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}