{"id":38719,"date":"2026-10-10T00:04:00","date_gmt":"2026-10-10T03:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=38719"},"modified":"2026-10-10T00:04:00","modified_gmt":"2026-10-10T03:04:00","slug":"cidade-onde-o-tempo-parou-lugar-misterioso-do-brasil-vive-como-se-estivesse-nos-anos-50","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/cidade-onde-o-tempo-parou-lugar-misterioso-do-brasil-vive-como-se-estivesse-nos-anos-50\/","title":{"rendered":"Cidade onde o tempo parou: lugar misterioso do Brasil vive como se estivesse nos anos 50"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"bob-caixa\" style=\"background: rgb(242, 244, 248); border-left: 4px solid rgb(43, 108, 176); padding: 14px 18px; margin-top: 18px; margin-bottom: 18px;\">\r\n  <p><strong>T\u00edtulo da caixa<\/strong><\/p>\r\n  <p>Texto da caixa. Troque este conte\u00fado \u2014 ou apague tudo e cole aqui o seu HTML.<\/p>\r\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"bob-video\" style=\"margin-top: 18px; margin-bottom: 18px;\"><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hFMfSMWDRDw\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" loading=\"lazy\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No cora\u00e7\u00e3o de Goi\u00e1s, um munic\u00edpio desafia a modernidade ao funcionar em um ritmo que recua d\u00e9cadas. Ruas de pedra e casas de adobe e pau a pique definem a paisagem urbana e o modo de vida dos moradores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Erguida no s\u00e9culo 18 \u00e0s margens do Rio Vermelho, a localidade nasceu durante o ciclo do ouro e preserva esse legado com uma integridade rara. O reconhecimento como Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade pela Unesco, concedido em dezembro de 2001, transformou o munic\u00edpio em zona protegida e garantiu que suas estruturas originais permanecessem intactas at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando a hist\u00f3ria se torna cotidiano<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao chegar, o visitante encontra uma cidade distante do caos urbano moderno. As notifica\u00e7\u00f5es de celular d\u00e3o lugar \u00e0 tranquilidade, enquanto o r\u00e1dio segue como companheiro constante dos moradores, transmitindo m\u00fasicas e informa\u00e7\u00f5es como ocorria h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es. Nas varandas das casas coloniais, moradores costumam sentar, oferecer caf\u00e9 aos vizinhos e manter conversas longas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse modo de conviv\u00eancia tamb\u00e9m resulta de decis\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o que v\u00e3o al\u00e9m da arquitetura. Ao tombar o conjunto urban\u00edstico e paisag\u00edstico na d\u00e9cada de 1950, o Iphan reconheceu edif\u00edcios e uma forma particular de exist\u00eancia. As regras evitaram moderniza\u00e7\u00f5es incompat\u00edveis com o perfil hist\u00f3rico e mantiveram uma paisagem em que tradi\u00e7\u00e3o e tecnologia coexistem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Poesia e sabores que atravessam gera\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos principais atrativos \u00e9 a Casa de Cora Coralina, convertida em museu em 1989. O espa\u00e7o preserva m\u00f3veis e pertences originais da poetisa e mostra a vida dom\u00e9stica de uma das vozes mais importantes da literatura brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A constru\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m conhecida como Casa Velha da Ponte, data do s\u00e9culo 18 e mant\u00e9m caracter\u00edsticas t\u00edpicas do per\u00edodo colonial, como paredes de adobe e objetos preservados ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da riqueza visual e hist\u00f3rica, o munic\u00edpio atrai visitantes pelos sabores locais. O empad\u00e3o goiano \u00e9 uma especialidade transmitida entre gera\u00e7\u00f5es, e a refei\u00e7\u00e3o pode ser acompanhada pelos doces de tacho preparados com frutas do Cerrado pr\u00f3ximo. As receitas, transmitidas h\u00e1 d\u00e9cadas, refor\u00e7am a identidade do lugar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse caso, permanecer parado no tempo n\u00e3o significa isolamento, mas preserva\u00e7\u00e3o de tradi\u00e7\u00f5es que raramente se mant\u00eam com essa integridade no mundo contempor\u00e2neo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reconhecida como Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade pela Unesco em 2001, a cidade preserva suas estruturas originais e um modo de vida que desafia a modernidade.<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":38718,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-38719","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38719","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38719"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38719\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38926,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38719\/revisions\/38926"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38718"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38719"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38719"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38719"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}