{"id":38458,"date":"2026-10-04T05:15:00","date_gmt":"2026-10-04T08:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=38458"},"modified":"2026-10-04T05:15:00","modified_gmt":"2026-10-04T08:15:00","slug":"maior-temperatura-ja-registrada-do-brasil-se-aproximou-dos-45oc-com-calor-de-deserto-do-saara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/maior-temperatura-ja-registrada-do-brasil-se-aproximou-dos-45oc-com-calor-de-deserto-do-saara\/","title":{"rendered":"Maior temperatura j\u00e1 registrada do Brasil se aproximou dos 45\u00baC com calor de deserto do Saara"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cuiab\u00e1 registrou, em outubro de 2023, a temperatura mais alta j\u00e1 documentada no Brasil: 44,2\u00b0C.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta\u00e7\u00f5es oficiais do Instituto Nacional de Meteorologia fizeram a medi\u00e7\u00e3o no dia 19 daquele m\u00eas. A onda de calor foi t\u00e3o intensa que chegou a ser comparada \u00e0s temperaturas do Deserto do Saara e refor\u00e7ou a condi\u00e7\u00e3o da capital mato-grossense como a cidade mais quente do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A frequ\u00eancia e a dura\u00e7\u00e3o das ondas de calor extremo na regi\u00e3o refletem mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais potencializadas pelo desmatamento e pela expans\u00e3o urbana desenfreada.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"bob-video\" style=\"margin:18px 0\"><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rRWestKHbEc\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" loading=\"lazy\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que Cuiab\u00e1 esquenta tanto<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Localizada no Centro-Oeste, a cidade tem clima tropical semi\u00famido e temperatura m\u00e9dia anual de 27\u00b0C. Os ver\u00f5es combinam dias longos e \u00famidos com calor sufocante. No inverno, o calor se mant\u00e9m durante o dia, e as noites oferecem al\u00edvio. Esse padr\u00e3o natural j\u00e1 fazia de Cuiab\u00e1 uma cidade conhecida pelo term\u00f4metro elevado, mas a paisagem urbana acelerou o problema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A urbaniza\u00e7\u00e3o acelerada e o desmatamento intensificaram a forma\u00e7\u00e3o de ilhas de calor \u2014 \u00e1reas onde a redu\u00e7\u00e3o da cobertura vegetal e o aumento das superf\u00edcies de concreto elevam a temperatura. Esse efeito combinado explica por que o calor percebido nas ruas \u00e9 ainda mais intenso do que os n\u00fameros indicam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Modelos clim\u00e1ticos indicam que, sem a\u00e7\u00f5es eficazes contra o aquecimento global, temperaturas pr\u00f3ximas a 50\u00b0C podem se tornar realidade nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"bob-video\" style=\"margin:18px 0\"><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GswadS9Q0gc\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" loading=\"lazy\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sa\u00fade sob amea\u00e7a constante<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O calor extremo desencadeia desidrata\u00e7\u00e3o, insola\u00e7\u00e3o e complica\u00e7\u00f5es cardiovasculares, e as crian\u00e7as t\u00eam dificuldade para autorregular a temperatura corporal, perdem l\u00edquidos com rapidez e ficam vulner\u00e1veis em pouco tempo de exposi\u00e7\u00e3o. Os idosos, por outro lado, sentem menos sede naturalmente e frequentemente tomam medicamentos que ampliam a perda de \u00e1gua no organismo, o que agrava o risco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gestantes e pessoas com doen\u00e7as preexistentes tamb\u00e9m correm risco elevado durante ondas de calor. O sistema de sa\u00fade local enfrenta sobrecarga nesses per\u00edodos, o que torna a educa\u00e7\u00e3o sobre hidrata\u00e7\u00e3o e a preven\u00e7\u00e3o essenciais para a sobreviv\u00eancia urbana, n\u00e3o apenas para o conforto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Escolas se reorganizam contra o calor<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Coordenadoria T\u00e9cnica de Ensino da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o orientou as unidades escolares a refor\u00e7ar a prote\u00e7\u00e3o dos alunos. Hidrata\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, umidificadores e garrafas de \u00e1gua nas salas de aula passaram a fazer parte da rotina. Recreios e aulas de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica foram transferidos para ambientes protegidos, com jogos, leituras e filmes substituindo atividades externas sob o sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A administra\u00e7\u00e3o municipal tamb\u00e9m investe em reformas e amplia\u00e7\u00f5es das escolas com foco no conforto t\u00e9rmico e em uma infraestrutura adequada ao novo cen\u00e1rio clim\u00e1tico. O card\u00e1pio inclui frutas e sucos para complementar a reidrata\u00e7\u00e3o. Essas mudan\u00e7as refletem uma realidade: adaptar a cidade ao calor extremo deixou de ser uma medida eventual e virou necessidade estrutural.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidades brasileiras j\u00e1 adaptam escolas e rotinas \u00e0s temperaturas extremas como medida estrutural irrevers\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":38457,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-38458","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38458","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38458"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38458\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38565,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38458\/revisions\/38565"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38457"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38458"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38458"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38458"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}