{"id":38417,"date":"2026-10-01T18:44:00","date_gmt":"2026-10-01T21:44:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=38417"},"modified":"2026-10-01T18:44:00","modified_gmt":"2026-10-01T21:44:00","slug":"muita-gente-confunde-com-mato-mas-essa-planta-espontanea-tambem-pode-ser-usada-em-receitas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/muita-gente-confunde-com-mato-mas-essa-planta-espontanea-tambem-pode-ser-usada-em-receitas\/","title":{"rendered":"Muita gente confunde com mato, mas essa planta espont\u00e2nea tamb\u00e9m pode ser usada em receitas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em qualquer fresta de cal\u00e7ada ou canteiro esquecido, uma folha verde-escura desafia o concreto e cresce sem pedir licen\u00e7a. Quem j\u00e1 arrancou essa touceira do jardim talvez n\u00e3o saiba que estava descartando um alimento com mais c\u00e1lcio e ferro do que o espinafre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caruru-de-espinho, cientificamente classificado como Amaranthus spinosus, \u00e9 uma Planta Aliment\u00edcia N\u00e3o Convencional que re\u00fane vegetais nutritivos mas pouco utilizados nas cozinhas brasileiras. A rusticidade dessa planta permite que ela cres\u00e7a onde outras esp\u00e9cies n\u00e3o vingam.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que ela brota com tanta for\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ra\u00edzes resistentes conseguem puxar minerais at\u00e9 de terrenos endurecidos, o que explica sua presen\u00e7a constante em beiradas de hortas, quintais urbanos e espa\u00e7os apertados entre lajotas. Sem adubo nem rega frequente, a planta ainda assim armazena nutrientes em suas folhas verdes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caruru pertence \u00e0 mesma linhagem bot\u00e2nica da quinoa e do amaranto, parentesco que ajuda a entender seu valor alimentar. Dessa mesma fam\u00edlia surgem plantas conhecidas pela riqueza nutricional, e o caruru n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o quando se analisa sua composi\u00e7\u00e3o mineral.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">C\u00e1lcio, ferro e outras subst\u00e2ncias nas folhas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As folhas concentram altos teores de c\u00e1lcio, ferro, magn\u00e9sio e vitaminas A e C. Transformar uma planta espont\u00e2nea em refor\u00e7o alimentar sem gastar nada no mercado \u00e9 uma vantagem rara entre os vegetais comuns.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sabor das folhas lembra o espinafre depois de cozido, suave e f\u00e1cil de incorporar ao prato. Isso facilita a aceita\u00e7\u00e3o at\u00e9 entre quem normalmente rejeita verduras mais amargas ou com textura \u00e1spera.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O cuidado obrigat\u00f3rio antes de comer<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As folhas cruas possuem oxalatos sol\u00faveis naturais, compostos que podem amarrar na boca e prejudicar pessoas com c\u00e1lculos renais. Basta ferver as folhas picadas durante 3 minutos para que grande parte desses compostos se dissolva na \u00e1gua do cozimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de escorridas e bem aquecidas, ficam macias e prontas para entrar em qualquer refogado. Essa etapa de aferventamento torna o vegetal totalmente seguro e libera seus nutrientes para melhor absor\u00e7\u00e3o pelo organismo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como reconhecer a esp\u00e9cie certa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caules que variam entre avermelhados e esverdeados, com dois espinhos finos na base de cada folha, s\u00e3o a marca dessa planta. As folhas, ovais e sem pelos, t\u00eam tom verde-escuro caracter\u00edstico. V\u00e1rias esp\u00e9cies de caruru existem no Brasil e s\u00e3o frequentemente confundidas entre si, especialmente nos est\u00e1gios iniciais de desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vale colher apenas em locais limpos, evitando plantas que nascem na beira de ruas asfaltadas com tr\u00e1fego intenso. Prefira os brotos mais novos, que t\u00eam menos fibra do que os galhos antigos. Todas as partes do caruru s\u00e3o comest\u00edveis, incluindo sementes que podem ser tostadas e talos utilizados em sucos e vitaminas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Formas de usar na cozinha<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de bem lavado e fervido, o vegetal rende recheios de pastel, omeletes, tortas salgadas e farofas. A versatilidade do caruru permite que ele entre em receitas variadas sem ocupar espa\u00e7o da geladeira ou da despensa. Aproveitar de gra\u00e7a o que cresce sozinho em qualquer canto do quintal transforma o descarte em economia alimentar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Basta ferv\u00ea-las por tr\u00eas minutos para eliminar os oxalatos e tornar a planta totalmente segura para consumo.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":38416,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-38417","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38417","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38417"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38417\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38446,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38417\/revisions\/38446"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38416"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38417"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38417"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38417"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}