{"id":38341,"date":"2026-09-30T19:11:00","date_gmt":"2026-09-30T22:11:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=38341"},"modified":"2026-09-30T19:11:00","modified_gmt":"2026-09-30T22:11:00","slug":"antes-de-virar-o-rei-do-futebol-pele-engraxava-sapatos-para-ajudar-a-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/antes-de-virar-o-rei-do-futebol-pele-engraxava-sapatos-para-ajudar-a-familia\/","title":{"rendered":"Antes de virar o Rei do Futebol, Pel\u00e9 engraxava sapatos para ajudar a fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Edson Arantes do Nascimento, o Pel\u00e9, se tornou um \u00edcone do futebol mundial, mas sua trajet\u00f3ria come\u00e7ou longe dos holofotes. Ele veio ao mundo em 23 de outubro de 1940, na cidade mineira de Tr\u00eas Cora\u00e7\u00f5es, e teve uma cria\u00e7\u00e3o simples, marcada pela necessidade de ajudar financeiramente os pais desde crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele era filho de Celeste Arantes e do ex-jogador Jo\u00e3o Ramos do Nascimento, o Dondinho, e ficou conhecido no c\u00edrculo familiar pelo apelido de Dico. Ainda garoto, fez de tudo um pouco para ganhar dinheiro: entregava botas, vendia past\u00e9is e trabalhava engraxando sapatos. Esses of\u00edcios fizeram parte de seus primeiros anos, antes de ele chegar aos campos de futebol.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O futebol chega por influ\u00eancia do pai<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi por meio do pai que o futebol passou a fazer parte da vida do garoto: Dondinho havia defendido as cores do Atl\u00e9tico-MG e do Fluminense at\u00e9 uma les\u00e3o no joelho p\u00f4r fim aos seus planos como atleta. Ele foi convidado para atuar no Bauru Atl\u00e9tico Clube e em 1945 toda a fam\u00edlia se mudou para Bauru, no Estado de S\u00e3o Paulo, em busca de novas oportunidades ligadas ao time.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 morando em Bauru, o garoto passou a disputar partidas por diversos clubes amadores da regi\u00e3o, entre eles Sete de Setembro, Vai-Quem-Quer, Canto do Rio, Ameriquinha, S\u00e3o Paulinho de Curu\u00e7\u00e1 e Radiun. Quando n\u00e3o tinha uma bola oficial, jogava com bolas de borracha ou de meia, e seu talento j\u00e1 chamava aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O apelido que o acompanharia para sempre<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aos 12 anos, um olheiro o viu jogar e o convidou para tentar uma vaga no juvenil do Bauru Atl\u00e9tico Clube. Nessa \u00e9poca, surgiu seu apelido: durante as peladas, o menino mencionava o goleiro Bil\u00e9, e os colegas come\u00e7aram a cham\u00e1-lo assim. O t\u00e9cnico Waldemar de Brito, que estava no BAC, viu potencial no garoto e o indicou ao Santos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O jornalista Luiz Carlos Cordeiro, que escreveu o livro &#8220;De Edson a Pel\u00e9, a Inf\u00e2ncia do Rei em Bauru&#8221;, aponta tr\u00eas raz\u00f5es para essa indica\u00e7\u00e3o: a proximidade de Brito com dirigentes santistas, a estrutura de forma\u00e7\u00e3o de jovens talentos que o clube da Vila Belmiro j\u00e1 mantinha e o sossego que a cidade, ent\u00e3o com 200 mil habitantes, oferecia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A resist\u00eancia da m\u00e3e e a mudan\u00e7a para Santos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Convencer Celeste Arantes n\u00e3o foi f\u00e1cil. A m\u00e3e temia que o filho seguisse o mesmo caminho do pai, cuja carreira no futebol n\u00e3o havia prosperado. Quando Pel\u00e9 tinha 15 anos, Celeste queria que ele estudasse e se tornasse professor em Bauru. Waldemar de Brito, por\u00e9m, conseguiu convenc\u00ea-la. Em 1956, o adolescente viajou de trem de Bauru a S\u00e3o Paulo, acompanhado pelo t\u00e9cnico e pelo pai.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao chegar a S\u00e3o Paulo, os tr\u00eas pegaram um \u00f4nibus para Santos, onde o jovem se hospedou em uma pens\u00e3o. Logo depois, foram \u00e0 Praia do Gonzaga para descobrir se a \u00e1gua do mar era realmente salgada. O gesto marcou aquele momento de mudan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os primeiros passos no profissional<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas primeiras semanas no Santos, Pel\u00e9 passou a admirar jogadores consagrados como Pepe, Zito e Del Vecchio. Ganhou ent\u00e3o o apelido de Gasolina por ser o moleque de recados que comprava cigarros para o time.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pouco antes de completar 16 anos, Pel\u00e9 foi encarregado de cobrar um p\u00eanalti na final do Campeonato Santista, pela Liga de Futebol Amador de Santos. O \u00e1rbitro Romualdo Arpi Filho, de 17 anos e conhecido como Ganso, apitava o jogo. Pel\u00e9 desperdi\u00e7ou a cobran\u00e7a ao chutar a bola por cima do travess\u00e3o. Ap\u00f3s a partida, arrumou a mala para deixar o alojamento da Vila Belmiro durante a madrugada, mas Sabuzinho, o roupeiro, o impediu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um m\u00eas depois de chegar ao alvinegro praiano, Pel\u00e9 fez sua primeira partida profissional contra o Corinthians de Santo Andr\u00e9 e marcou um gol na vit\u00f3ria por 7 a 1. Waldemar de Brito, que o havia levado para o Peixe, afirmara que aquele menino seria o melhor jogador de futebol do mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A previs\u00e3o se confirmou e Pel\u00e9 teve uma carreira de 18 anos no Santos. Pisou no gramado da Vila Belmiro pela primeira vez em 1956 e se despediu dele em 1974. Pela Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, foi campe\u00e3o da Copa do Mundo em 1958, 1962 e 1970, e alcan\u00e7ou a marca de 1283 gols em toda sua carreira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De moleque de recados a maior jogador de futebol do mundo, Pel\u00e9 construiu uma carreira de 18 anos no Santos entre 1956 e 1974.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":38340,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-38341","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38341","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38341"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38341\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38376,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38341\/revisions\/38376"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38340"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}