{"id":38152,"date":"2026-10-03T02:37:00","date_gmt":"2026-10-03T05:37:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=38152"},"modified":"2026-10-03T02:37:00","modified_gmt":"2026-10-03T05:37:00","slug":"o-quagga-parecia-uma-zebra-pela-metade-e-foi-extinto-no-seculo-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/o-quagga-parecia-uma-zebra-pela-metade-e-foi-extinto-no-seculo-19\/","title":{"rendered":"O quagga parecia uma zebra pela metade e foi extinto no s\u00e9culo 19"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"bob-video\" style=\"margin:18px 0\"><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CPLhQsTm5iY\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" loading=\"lazy\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Frederick York fotografou em 1870, no zool\u00f3gico de Londres, o \u00fanico quagga vivo cuja imagem \u00e9 conhecida. O animal era uma subesp\u00e9cie de zebra que desapareceu da Terra em 1883, sem que quase ningu\u00e9m percebesse o fim de sua linhagem. Nativo da \u00c1frica do Sul, media cerca de 1,3 metro e pesava at\u00e9 230 kg.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A apar\u00eancia mais marcante do quagga era o padr\u00e3o que o tornou conhecido: listras castanhas cobriam apenas a metade frontal do corpo. E se dissipavam gradualmente na traseira, deixando a parte posterior com tom uniforme e liso, e essa caracter\u00edstica rendeu ao animal uma reputa\u00e7\u00e3o quase m\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um som que nomeou a esp\u00e9cie<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os quaggas viviam em bandos organizados, com estrutura social clara: um l\u00edder, seu har\u00e9m de f\u00eameas e filhotes. Quando percebia que algum membro se afastava do grupo, o l\u00edder emitia um som vocal caracter\u00edstico \u2014 um relincho gutural e distintivo. Essas vocaliza\u00e7\u00f5es inspiraram o nome dado pelos povos nativos da regi\u00e3o: quagga.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"bob-video\" style=\"margin:18px 0\"><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/44NxLVXn3Jk\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" loading=\"lazy\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A ca\u00e7a predat\u00f3ria que acabou com a esp\u00e9cie<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A extin\u00e7\u00e3o come\u00e7ou com a chegada dos b\u00f4eres, fazendeiros holandeses que se estabeleceram na \u00c1frica do Sul. Os colonizadores enxergavam o quagga como recurso: sua carne alimentava popula\u00e7\u00f5es, e o couro tinha valor comercial. Havia ainda um segundo incentivo: os animais competiam pelo mesmo pasto que o gado europeu criado nos rebanhos dos colonos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O \u00faltimo quagga na natureza foi avistado em 1872, e em cativeiro, o \u00faltimo exemplar morreu no zool\u00f3gico de Amsterd\u00e3, na Holanda, em 1883. Ningu\u00e9m reconheceu a morte como o fim definitivo de uma linhagem inteira.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A ci\u00eancia descobre a possibilidade do retorno<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D\u00e9cadas ap\u00f3s o desaparecimento, o sul-africano Reinhold Rau examinou amostras de DNA extra\u00eddas de zebras preservadas em zool\u00f3gicos europeus. A an\u00e1lise mostrou que o quagga n\u00e3o era uma esp\u00e9cie biologicamente separada, mas uma varia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica dentro do grupo das zebras comuns.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse achado abriu a possibilidade de recriar o animal, e o Quagga Project seleciona e cruza zebras da mesma regi\u00e3o sul-africana de origem para tentar recuperar suas caracter\u00edsticas visuais e comportamentais. O objetivo final \u00e9 devolver \u00e0 natureza um exemplar capaz de reproduzir o padr\u00e3o singular de pelagem que definiu o quagga.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frederick York fotografou em 1870, no zool\u00f3gico de Londres, o \u00fanico quagga vivo cuja imagem \u00e9 conhecida. O animal era uma subesp\u00e9cie de zebra que desapareceu da Terra em 1883, sem que quase ningu\u00e9m percebesse o fim de sua linhagem. Nativo da \u00c1frica do Sul, media cerca de 1,3 metro e pesava at\u00e9 230 kg. 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