{"id":37926,"date":"2026-09-24T23:11:00","date_gmt":"2026-09-25T02:11:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=37926"},"modified":"2026-09-24T23:11:00","modified_gmt":"2026-09-25T02:11:00","slug":"ele-comecou-como-pedreiro-e-so-virou-jogador-profissional-aos-23-anos-ate-se-tornar-campeao-da-libertadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/ele-comecou-como-pedreiro-e-so-virou-jogador-profissional-aos-23-anos-ate-se-tornar-campeao-da-libertadores\/","title":{"rendered":"Ele come\u00e7ou como pedreiro e s\u00f3 virou jogador profissional aos 23 anos: at\u00e9 se tornar campe\u00e3o da Libertadores"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O jogador de futebol J\u00fanior Santos trilhou um caminho distante do que geralmente seguem os atletas profissionais. Nascido em Concei\u00e7\u00e3o de Jacu\u00edpe, na Bahia, ele partiu para Salvador aos 20 anos sem perspectiva de carreira no esporte. Trabalhava como ajudante de pedreiro enquanto jogava de forma amadora nos fins de semana para complementar a renda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O futebol de v\u00e1rzea, no entanto, passou a render mais dinheiro que a constru\u00e7\u00e3o civil. Com bom desempenho nos campeonatos locais, come\u00e7ou a receber cach\u00eas de 50 reais por partida, depois 300 reais, at\u00e9 chegar a 500 reais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No futebol amador, ele tirava cerca de 3.000 reais por m\u00eas, o que o mantinha distante da profissionaliza\u00e7\u00e3o. Mesmo quando recebeu propostas de equipes como Bahia de Feira e Fluminense de Feira, que ofereciam apenas 800 reais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A mudan\u00e7a de rumo aos 23 anos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tudo mudou quando uma experi\u00eancia religiosa o levou a acreditar que rodaria o mundo jogando futebol. Durante um jogo amador, um homem o interpelou e disse que ele desperdi\u00e7ava seu talento fora de um time profissional e poderia ser um grande jogador, e o epis\u00f3dio o marcou profundamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o foi radical: vendeu seus poucos pertences e partiu para S\u00e3o Paulo com a chance de atuar pelo Osvaldo Cruz, ent\u00e3o na quarta divis\u00e3o estadual. O salto foi \u00e1rduo, e em S\u00e3o Paulo, ele passou a receber cerca de 200 reais quando o time ganhava os jogos, valor muito inferior ao que tirava como amador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00fanior Santos tinha dois filhos na Bahia e precisava mandar dinheiro, mas as dificuldades quase o fizeram desistir. O atleta ligou para o pai dizendo que voltaria, e seu pai respondeu, conforme J\u00fanior contou ao GE, que, se voltasse, seria para nunca mais falar com ele, e j\u00fanior permaneceu em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Do anonimato ao destaque do Botafogo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O salto para a profiss\u00e3o se concretizou ap\u00f3s passagens por clubes menores. J\u00fanior foi destaque da Bezinha de 2017 e conheceu seu empres\u00e1rio, Edivaldo Ferraz. Na virada de temporada, passou em teste no Ituano, ent\u00e3o na primeira divis\u00e3o do Paulista e na S\u00e9rie D do Brasileir\u00e3o. Durante os testes, seu pai Jos\u00e9 Antonio sofreu um AVC e perdeu a mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sem poder sair de S\u00e3o Paulo, J\u00fanior n\u00e3o estava presente quando o pai faleceu anos depois. Depois do Ituano, fechou com a Ponte Preta em 2018 e marcou nove gols em 38 jogos pela Macaca na S\u00e9rie B. O Fortaleza o contratou, e J\u00fanior foi artilheiro e campe\u00e3o da Copa do Nordeste de 2019. No segundo semestre daquele ano, atuou no futebol japon\u00eas pelo Sanfrecce Hiroshima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele retornou ao Brasil em 2022 para atuar pelo Botafogo sob o comando do t\u00e9cnico Lu\u00eds Castro. J\u00fanior Santos se tornou um dos destaques da campanha que levou o time \u00e0 lideran\u00e7a do Brasileir\u00e3o e participou de vit\u00f3rias importantes, como a sobre o Atl\u00e9tico-MG. Naquela partida, foi um dos melhores em campo usando a camisa n\u00famero 37.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sua trajet\u00f3ria foge das hist\u00f3rias mais comuns do futebol brasileiro, em que o acesso \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o costuma ocorrer desde a adolesc\u00eancia, em centros de treinamento. Em 2024, conquistou o t\u00edtulo da Libertadores e o Campeonato Brasileiro pelo Botafogo, consolidando uma trajet\u00f3ria que ele pr\u00f3prio admite parecer um sonho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00fanior procura tratar todos bem e ser a mesma pessoa, alegre e brincalhona, em qualquer situa\u00e7\u00e3o. Para ele, todos t\u00eam um prop\u00f3sito na vida, independentemente do sofrimento. Atualmente, ele segue no Botafogo, agora, por empr\u00e9stimo ap\u00f3s uma passagem pelo Atl\u00e9tico-MG.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jogador de futebol J\u00fanior Santos trilhou um caminho distante do que geralmente seguem os atletas profissionais. 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