{"id":37384,"date":"2026-09-20T09:55:00","date_gmt":"2026-09-20T12:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=37384"},"modified":"2026-09-20T09:55:00","modified_gmt":"2026-09-20T12:55:00","slug":"fossil-encontrado-na-antartida-ficou-esquecido-dentro-de-uma-gaveta-por-40-anos-ate-cientistas-descobrirem-que-era-de-um-dinossauro-gigante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/fossil-encontrado-na-antartida-ficou-esquecido-dentro-de-uma-gaveta-por-40-anos-ate-cientistas-descobrirem-que-era-de-um-dinossauro-gigante\/","title":{"rendered":"F\u00f3ssil encontrado na Ant\u00e1rtida ficou esquecido dentro de uma gaveta por 40 anos, at\u00e9 cientistas descobrirem que era de um dinossauro gigante"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um osso coletado na Ant\u00e1rtida em 1985 ficou esquecido por quatro d\u00e9cadas dentro de uma gaveta de cole\u00e7\u00e3o do British Antarctic Survey (BAS), em Cambridge, na Inglaterra, at\u00e9 que especialistas constatassem se tratar de um titanossauro. O Museu de Hist\u00f3ria Natural de Londres afirma que essa \u00e9 a primeira vez que restos de um dinossauro s\u00e3o identificados no continente gelado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi o ge\u00f3logo Mike Thomson quem documentou o achado na ilha James Ross, em 9 de dezembro de 1985, descrevendo-o como uma v\u00e9rtebra de r\u00e9ptil de grande porte com aproximadamente 10 cent\u00edmetros de largura e acompanhando o registro de um desenho da pe\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na ocasi\u00e3o, o f\u00f3ssil foi confundido com resto de um r\u00e9ptil marinho e arquivado, s\u00f3 voltando \u00e0 tona quando Mark Evans, atual curador da cole\u00e7\u00e3o, deu de cara com ele durante uma revis\u00e3o de materiais coletados em expedi\u00e7\u00f5es ao continente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma descoberta intrigante escondida numa gaveta<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Evans notou caracter\u00edsticas que apontavam para outra origem e procurou o professor Paul Barrett, especialista do Museu de Hist\u00f3ria Natural de Londres. O pesquisador reconheceu imediatamente uma forma distintiva e a associou a um titanossauro. Segundo Barrett, a pe\u00e7a combina caracter\u00edsticas \u00fanicas desse grupo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os paleont\u00f3logos confirmaram tratar-se de uma v\u00e9rtebra caudal \u2014 parte da cauda do animal. Os titanossauros formavam um grupo de herb\u00edvoros quadr\u00fapedes com pesco\u00e7o alongado, que lhes permitia alcan\u00e7ar as copas das \u00e1rvores, e cauda extensa usada como contrapeso. Exemplares maiores dessa linhagem ultrapassavam 35 metros de extens\u00e3o e 60 toneladas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o f\u00f3ssil foi identificado corretamente<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Barrett descreveu o achado junto com sua equipe na revista Acta Palaeontologica Polonica. De acordo com ele, trata-se do primeiro fragmento de dinossauro descoberto na Ant\u00e1rtida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o pesquisador, o osso passou despercebido porque foi identificado incorretamente durante trabalhos de campo em condi\u00e7\u00f5es dif\u00edceis. Trata-se de um saur\u00f3pode e \u00e9 apenas o segundo osso desse tipo encontrado em todo o continente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A data\u00e7\u00e3o precisa foi poss\u00edvel porque a v\u00e9rtebra veio de rochas marinhas. Barrett explicou ao G1 que amonitas foram achadas ao lado do osso, sinal de que o corpo do animal, j\u00e1 morto, pode ter sido levado at\u00e9 o mar por um curso de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O f\u00f3ssil ajuda a compreender como esses gigantes viviam no Cret\u00e1ceo Superior. H\u00e1 cerca de 70 milh\u00f5es de anos, mas n\u00e3o permite determinar a esp\u00e9cie exata nem a idade ou o tamanho do indiv\u00edduo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Rotas migrat\u00f3rias de dinossauros entre continentes<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Naquela \u00e9poca, a Ant\u00e1rtida estava ligada ao extremo sul da Am\u00e9rica do Sul, onde h\u00e1 muitos registros de titanossauros. O continente era coberto por florestas tropicais com palmeiras e con\u00edferas, em clima semelhante ao da atual Tasm\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta refor\u00e7a que a pen\u00ednsula ant\u00e1rtica funcionou como corredor de dispers\u00e3o, permitindo que titanossauros migrassem da Am\u00e9rica do Sul at\u00e9 a Nova Zel\u00e2ndia sem passar pela Austr\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Barrett, o estudo contribui para entender melhor a dispers\u00e3o dos dinossauros pelos continentes do hemisf\u00e9rio sul. Ele observou que nenhum titanossauro foi encontrado na Austr\u00e1lia at\u00e9 o momento, e os ind\u00edcios da presen\u00e7a do grupo na Nova Zel\u00e2ndia ainda s\u00e3o escassos. Para o pesquisador, o registro desses animais na Ant\u00e1rtida sugere que eles podem ter alcan\u00e7ado essas duas regi\u00f5es, j\u00e1 que estavam ligadas na \u00e9poca.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um osso coletado na Ant\u00e1rtida em 1985 ficou esquecido por quatro d\u00e9cadas dentro de uma gaveta de cole\u00e7\u00e3o do British Antarctic Survey (BAS), em Cambridge\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":37383,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-37384","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37384","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37384"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37384\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37569,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37384\/revisions\/37569"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37383"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37384"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37384"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37384"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}