{"id":37380,"date":"2026-09-20T18:43:00","date_gmt":"2026-09-20T21:43:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=37380"},"modified":"2026-09-20T18:43:00","modified_gmt":"2026-09-20T21:43:00","slug":"durante-26-anos-fossil-foi-considerado-o-polvo-mais-antigo-do-mundo-ate-cientistas-contarem-seus-dentes-e-descobrirem-outro-animal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/durante-26-anos-fossil-foi-considerado-o-polvo-mais-antigo-do-mundo-ate-cientistas-contarem-seus-dentes-e-descobrirem-outro-animal\/","title":{"rendered":"Durante 26 anos, f\u00f3ssil foi considerado o polvo mais antigo do mundo, at\u00e9 cientistas contarem seus dentes e descobrirem outro animal"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisadores internacionais reanalisaram o f\u00f3ssil de 300 milh\u00f5es de anos conhecido como Pohlsepia mazonensis e constataram que ele pertence a uma linhagem diferente da dos polvos. O achado guardava esse segredo havia mais de duas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pe\u00e7a, extra\u00edda no estado de Illinois, nos Estados Unidos, e descrita originalmente em 2000, havia sido catalogada como o esp\u00e9cime mais primitivo de polvo j\u00e1 encontrado. Estruturas que lembravam bra\u00e7os, nadadeiras e at\u00e9 um poss\u00edvel saco de tinta levaram os cientistas da \u00e9poca a essa conclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A classifica\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, sempre levantou d\u00favidas: ela antecipava em cerca de 150 milh\u00f5es de anos o surgimento conhecido dos polvos e nunca pareceu s\u00f3lida para a comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dentes min\u00fasculos revelam a verdade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mudan\u00e7a veio de um m\u00e9todo de an\u00e1lise preciso. A luz s\u00edncrotron (feixes intensos usados para examinar o interior de materiais sem danific\u00e1-los) permitiu visualizar estruturas invis\u00edveis a olho nu dentro da rocha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aplicada ao f\u00f3ssil, a t\u00e9cnica revelou uma r\u00e1dula, estrutura dent\u00e1ria caracter\u00edstica de moluscos. Os pesquisadores contaram cerca de 11 dentes em cada fileira da r\u00e1dula. Polvos conhecidos t\u00eam entre 7 e 9, enquanto os nautiloides \u2014 grupo de cefal\u00f3podes que ainda vive \u2014 possuem cerca de 13. O padr\u00e3o encontrado no f\u00f3ssil se alinhava muito mais com os nautiloides.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Reescrita da hist\u00f3ria evolutiva<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa reclassifica\u00e7\u00e3o corrige um erro de cataloga\u00e7\u00e3o e altera o que se sabe sobre quando esses animais surgiram e como evolu\u00edram. Ao retirar o esp\u00e9cime da linhagem dos polvos, desaparece uma das evid\u00eancias que sustentava uma origem muito antiga para esse grupo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ganha credibilidade a hip\u00f3tese de que os polvos surgiram apenas no per\u00edodo Jur\u00e1ssico, muito mais recentemente do que se supunha. A diverg\u00eancia entre eles e parentes pr\u00f3ximos, como as lulas, teria ocorrido durante a era Mesozoica, e n\u00e3o milh\u00f5es de anos antes, como se acreditava.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O f\u00f3ssil n\u00e3o perde import\u00e2ncia nessa reinterpreta\u00e7\u00e3o. Ele passa a ser o registro mais antigo conhecido de tecido mole de um nautiloide, cerca de 220 milh\u00f5es de anos mais antigo que o anterior.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tecnologia revendo o passado<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caso mostra como ferramentas modernas podem reexaminar conclus\u00f5es que pareciam consolidadas na ci\u00eancia. Um detalhe microsc\u00f3pico \u2014 fileiras de dentes ocultas na rocha por 300 milh\u00f5es de anos \u2014 mudou o entendimento sobre a evolu\u00e7\u00e3o desses cefal\u00f3podes. Os resultados foram publicados em 8 de abril deste ano na revista Proceedings of the Royal Society B.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Thomas Clements, autor do estudo, explicou que o f\u00f3ssil nunca havia sido um polvo, mas um parente do n\u00e1utilo que estava em decomposi\u00e7\u00e3o havia semanas quando foi enterrado e preservado nas rochas. A decomposi\u00e7\u00e3o fez o f\u00f3ssil parecer um polvo, e clements tamb\u00e9m destacou que novas t\u00e9cnicas podem revelar pequenas pistas em f\u00f3sseis controversos e levar a descobertas empolgantes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores internacionais reanalisaram o f\u00f3ssil de 300 milh\u00f5es de anos conhecido como Pohlsepia mazonensis e constataram que ele pertence a uma\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":37379,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-37380","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37380","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37380"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37380\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37588,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37380\/revisions\/37588"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37379"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37380"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37380"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37380"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}