{"id":37259,"date":"2026-09-16T15:43:00","date_gmt":"2026-09-16T18:43:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=37259"},"modified":"2026-09-16T15:43:00","modified_gmt":"2026-09-16T18:43:00","slug":"relampago-quase-permanente-ilumina-o-ceu-de-uma-regiao-da-venezuela-durante-centenas-de-noites-todos-os-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/relampago-quase-permanente-ilumina-o-ceu-de-uma-regiao-da-venezuela-durante-centenas-de-noites-todos-os-anos\/","title":{"rendered":"Rel\u00e2mpago quase permanente ilumina o c\u00e9u de uma regi\u00e3o da Venezuela durante centenas de noites todos os anos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O c\u00e9u sobre o Lago Maracaibo, na Venezuela, fica quase permanentemente iluminado durante boa parte do ano. Isso porque as tempestades el\u00e9tricas que atingem o local s\u00e3o t\u00e3o constantes que a regi\u00e3o \u00e9 considerada a de maior atividade el\u00e9trica do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Batizado de Rel\u00e2mpago do Catatumbo, o fen\u00f4meno surge de uma combina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas e clim\u00e1ticas que n\u00e3o se repete com a mesma for\u00e7a em nenhum outro lugar do globo. O encontro entre os ventos que descem das montanhas e o calor t\u00edpico dos tr\u00f3picos cria o ambiente ideal para descargas el\u00e9tricas constantes sobre as \u00e1guas do Lago.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Onde exatamente o fen\u00f4meno acontece<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora o nome sugira que as descargas se concentrem em Catatumbo, elas se formam sobre a foz do rio, onde ele des\u00e1gua no Lago Maracaibo. \u00c9 essa \u00e1rea, e n\u00e3o a bacia inteira, que concentra a maior parte da atividade el\u00e9trica observada na Venezuela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As montanhas ao redor da bacia funcionam como um funil para as correntes de ar. A converg\u00eancia dos ventos das montanhas com o calor tropical faz desse trecho o local de maior atividade el\u00e9trica do planeta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A escala das descargas el\u00e9tricas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a Nasa, a bacia registra em m\u00e9dia 297 tempestades el\u00e9tricas por ano, um volume que poucas outras regi\u00f5es do mundo conseguem igualar. Nos per\u00edodos de maior atividade, as descargas se sucedem em sequ\u00eancia quase sem pausa, deixando o c\u00e9u praticamente iluminado por horas seguidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A concentra\u00e7\u00e3o de raios chega a 250 por quil\u00f4metro quadrado, segundo o Guinness World Records, um n\u00famero que ajuda a explicar por que o fen\u00f4meno \u00e9 tratado como recorde mundial. Essa densidade de descargas \u00e9 o que diferencia o Catatumbo de qualquer outra \u00e1rea com atividade el\u00e9trica intensa registrada at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma pausa rara em d\u00e9cadas de atividade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo com essa regularidade quase ininterrupta, o fen\u00f4meno j\u00e1 parou de acontecer. Entre janeiro e abril de 2010, as tempestades cessaram completamente, e a explica\u00e7\u00e3o mais aceita aponta para um per\u00edodo de seca intensa que atingiu a bacia naquele momento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Epis\u00f3dios assim s\u00e3o raros na hist\u00f3ria recente do local e mostram que as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas espec\u00edficas da regi\u00e3o s\u00e3o essenciais para manter o ciclo de tempestades. Sem chuva suficiente para alimentar a umidade do ar, a energia necess\u00e1ria para gerar as descargas n\u00e3o se acumula.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fasc\u00ednio cient\u00edfico e cultural<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fen\u00f4meno tamb\u00e9m interessa a institui\u00e7\u00f5es de ensino, como o Spartanburg Methodist College, que j\u00e1 estudou tempestades el\u00e9tricas extremas como essa. A regularidade das descargas ao longo do ano transforma essa bacia em um laborat\u00f3rio natural para a pesquisa de eventos atmosf\u00e9ricos fora do padr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A combina\u00e7\u00e3o rara entre montanha, calor tropical e uma grande massa de \u00e1gua sustenta a posi\u00e7\u00e3o do Lago Maracaibo como o ponto de maior concentra\u00e7\u00e3o de eletricidade atmosf\u00e9rica do mundo, apesar de interrup\u00e7\u00f5es ocasionais, como a registrada em 2010.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O c\u00e9u sobre o Lago Maracaibo, na Venezuela, fica quase permanentemente iluminado durante boa parte do ano. Isso porque as tempestades el\u00e9tricas que\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":37258,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-37259","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37259","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37259"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37259\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37311,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37259\/revisions\/37311"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37258"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37259"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37259"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37259"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}