{"id":37251,"date":"2026-09-16T12:52:00","date_gmt":"2026-09-16T15:52:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=37251"},"modified":"2026-09-16T12:52:00","modified_gmt":"2026-09-16T15:52:00","slug":"se-uma-tempestade-solar-poderosa-atingisse-a-terra-hoje-quanto-tempo-levaria-para-celulares-satelites-e-redes-eletricas-pararem-de-funcionar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/se-uma-tempestade-solar-poderosa-atingisse-a-terra-hoje-quanto-tempo-levaria-para-celulares-satelites-e-redes-eletricas-pararem-de-funcionar\/","title":{"rendered":"Se uma tempestade solar poderosa atingisse a Terra hoje, quanto tempo levaria para celulares, sat\u00e9lites e redes el\u00e9tricas pararem de funcionar?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA) reuniu engenheiros e especialistas em clima espacial no Centro Europeu de Opera\u00e7\u00f5es Espaciais (ESOC), em Darmstadt, na Alemanha para simular o pior cen\u00e1rio poss\u00edvel para sat\u00e9lites, comunica\u00e7\u00f5es e redes el\u00e9tricas. O exerc\u00edcio reproduziu uma tempestade solar t\u00e3o forte quanto o Evento Carrington, registrado em 1859 e considerado o mais intenso j\u00e1 observado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Naquele ano, o tel\u00e9grafo era a tecnologia mais avan\u00e7ada em uso, e ainda assim a tempestade incendiou linhas de transmiss\u00e3o e pintou o c\u00e9u noturno de vermelho at\u00e9 em regi\u00f5es tropicais. O epis\u00f3dio \u00e9 considerado mais arriscado nos dias atuais pela capacidade de afetar sat\u00e9lites, internet e sistemas el\u00e9tricos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma decolagem que vira caos em minutos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tudo come\u00e7ou dentro da normalidade: o sat\u00e9lite simulado decolou, os sistemas responderam bem e o sinal permaneceu est\u00e1vel. Pouco depois, os dados passaram a falhar e a comunica\u00e7\u00e3o ficou inst\u00e1vel, reproduzindo o impacto de uma explos\u00e3o vinda do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse tipo de explos\u00e3o acontece quando campos magn\u00e9ticos na superf\u00edcie solar se rompem e liberam energia de forma s\u00fabita. O plasma aquece a milh\u00f5es de graus em quest\u00e3o de minutos e libera radia\u00e7\u00e3o capaz de atrapalhar sat\u00e9lites, sinais de GPS e comunica\u00e7\u00f5es na Terra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O cen\u00e1rio da tempestade mais forte j\u00e1 medida<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme o teste avan\u00e7ava, os sistemas passaram a reagir de forma err\u00e1tica, simulando uma tempestade de classe X45 \u2014 a categoria mais extrema na escala usada para medir esse tipo de fen\u00f4meno. A radia\u00e7\u00e3o de um evento assim chegaria \u00e0 Terra em cerca de oito minutos, tempo insuficiente para qualquer rea\u00e7\u00e3o preventiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na etapa seguinte, a equipe simulou uma eje\u00e7\u00e3o de massa coronal, uma enorme nuvem de part\u00edculas carregadas lan\u00e7ada pelo Sol. Ao encontrar o campo magn\u00e9tico terrestre, esse tipo de nuvem provoca tempestades geomagn\u00e9ticas, capazes de interferir em sat\u00e9lites e redes el\u00e9tricas e de gerar auroras em regi\u00f5es onde normalmente elas n\u00e3o aparecem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sat\u00e9lites sob risco de perder o controle<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O arrasto atmosf\u00e9rico sobre sat\u00e9lites pode subir 400% durante uma tempestade geomagn\u00e9tica dessa magnitude, com picos locais de densidade que aumentam a chance de colis\u00e3o e perda de controle das naves. No exerc\u00edcio, as equipes tiveram de lidar com falhas simult\u00e2neas em comunica\u00e7\u00e3o, radares e navega\u00e7\u00e3o, como ocorreria num evento real.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Registros f\u00f3sseis de \u00e1rvores apontam picos de atividade solar de grande magnitude h\u00e1 aproximadamente 14,3 mil anos. Esses registros s\u00e3o evid\u00eancia de que o Sol j\u00e1 produziu tempestades ainda mais intensas ao longo da hist\u00f3ria do planeta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a ESA se prepara para o pior<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Escrit\u00f3rio de Clima Espacial e o Escrit\u00f3rio de Detritos Espaciais, ambos da ESA, coordenam esse tipo de simula\u00e7\u00e3o em parceria com ag\u00eancias internacionais para reduzir riscos \u00e0 infraestrutura orbital.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A meta \u00e9 aperfei\u00e7oar protocolos de resposta e preparar equipes ao redor do mundo para o momento em que uma tempestade solar real colocar \u00e0 prova sistemas dos quais a vida moderna depende. Um novo Evento Carrington deixaria a maior parte da tecnologia atual exposta simultaneamente, algo que n\u00e3o existia em 1859.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA) reuniu engenheiros e especialistas em clima espacial no Centro Europeu de Opera\u00e7\u00f5es Espaciais (ESOC), em Darmstadt, na\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":37250,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-37251","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37251","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37251"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37251\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37278,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37251\/revisions\/37278"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37250"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37251"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37251"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37251"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}