{"id":37246,"date":"2026-09-16T20:16:00","date_gmt":"2026-09-16T23:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=37246"},"modified":"2026-09-16T20:16:00","modified_gmt":"2026-09-16T23:16:00","slug":"tubarao-que-vive-nas-aguas-geladas-do-artico-pode-superar-os-400-anos-e-esta-entre-os-vertebrados-mais-longevos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/tubarao-que-vive-nas-aguas-geladas-do-artico-pode-superar-os-400-anos-e-esta-entre-os-vertebrados-mais-longevos\/","title":{"rendered":"Tubar\u00e3o que vive nas \u00e1guas geladas do \u00c1rtico pode superar os 400 anos e est\u00e1 entre os vertebrados mais longevos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um tubar\u00e3o-da-Groenl\u00e2ndia morto foi encontrado em abril de 2026 em uma praia do condado de Sligo, no litoral oeste da Irlanda, esp\u00e9cie que nunca havia aparecido encalhada naquela regi\u00e3o. Com cerca de 3 metros de comprimento, o animal tinha mais de 150 anos \u2014 para os padr\u00f5es da esp\u00e9cie, ainda considerado jovem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse tubar\u00e3o \u00e9 o vertebrado mais longevo j\u00e1 identificado no planeta, com estimativas de vida que chegam a superar os 400 anos. A bi\u00f3loga marinha Emilie De Loose, do Grupo Irland\u00eas de Baleias e Golfinhos, lamentou que o animal tenha levado 150 anos s\u00f3 para atingir a idade reprodutiva. Sem garantia de ter chegado a se reproduzir.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um corpo que guarda s\u00e9culos de Hist\u00f3ria<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dura\u00e7\u00e3o exata da vida da esp\u00e9cie ainda divide pesquisadores, com estimativas que v\u00e3o de aproximadamente 300 a 500 anos. Segundo De Loose, o achado impressionou o grupo pela dificuldade de imaginar tudo o que aquele animal pode ter testemunhado ao longo de tantas d\u00e9cadas no fundo do mar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A morte do tubar\u00e3o, apesar de lament\u00e1vel para a conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, abriu uma chance rara de estudo. A necropsia realizada depois do encalhe permitiu examinar de perto um animal que raramente \u00e9 visto fora das profundezas geladas onde vive.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O desafio de examinar o gigante<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jasmine Stavenow Jerremalm, doutoranda em ecologia marinha na University College Cork, participou do exame e descreveu a proximidade com animais mortos como uma forma \u00edntima de conhecer melhor a esp\u00e9cie viva. Segundo ela, um corpo como esse revela informa\u00e7\u00f5es que dificilmente seriam obtidas de outra maneira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Levar o animal at\u00e9 um laborat\u00f3rio j\u00e1 foi tarefa complexa: tubar\u00f5es-da-Groenl\u00e2ndia est\u00e3o entre os maiores do mundo, podendo chegar a 5 metros de comprimento, e o exemplar da praia pesava mais de 200 quilos. No local, o corpo foi coberto com algas marinhas para evitar que gaivotas e outros animais o atacassem antes da remo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Resgate, transporte e protocolos de seguran\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia seguinte, uma opera\u00e7\u00e3o coordenada pelo Museu Nacional da Irlanda usou um guindaste para i\u00e7ar o tubar\u00e3o e coloc\u00e1-lo na carroceria de um caminh\u00e3o, rumo a um laborat\u00f3rio veterin\u00e1rio regional. J\u00e1 protegida por m\u00e1scaras, luvas e macac\u00f5es, uma equipe de diferentes institui\u00e7\u00f5es, incluindo o museu, iniciou o exame em um espa\u00e7o bem ventilado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Stavenow Jerremalm explicou que animais t\u00e3o antigos podem abrigar de tudo em seus tecidos, o que exige seguir protocolos r\u00edgidos de sa\u00fade e seguran\u00e7a durante a manipula\u00e7\u00e3o. Bact\u00e9rias ou v\u00edrus de per\u00edodos muito distantes poderiam, em tese, estar presentes em um corpo que atravessou tantas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mist\u00e9rios que ainda resistem \u00e0 ci\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisadora refor\u00e7ou que a causa da morte do animal permanece desconhecida, assim como eventuais doen\u00e7as que ele pudesse carregar. Essa incerteza \u00e9 parte do que torna o estudo de exemplares como esse t\u00e3o delicado e, ao mesmo tempo, t\u00e3o valioso para o conhecimento da esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos conduzidos pela Universidade de Basileia t\u00eam buscado entender melhor os mecanismos biol\u00f3gicos por tr\u00e1s dessa longevidade extrema. O tubar\u00e3o-da-Groenl\u00e2ndia continua sendo um dos maiores enigmas da vida marinha. E cada encalhe como o de Sligo ajuda a preencher lacunas sobre como ele resiste a s\u00e9culos nas \u00e1guas geladas do Atl\u00e2ntico Norte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um tubar\u00e3o-da-Groenl\u00e2ndia morto foi encontrado em abril de 2026 em uma praia do condado de Sligo, no litoral oeste da Irlanda, esp\u00e9cie que nunca havia\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":37245,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-37246","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37246","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37246"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37246\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37320,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37246\/revisions\/37320"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37245"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37246"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37246"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37246"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}