{"id":37242,"date":"2026-09-20T17:53:00","date_gmt":"2026-09-20T20:53:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=37242"},"modified":"2026-09-20T17:53:00","modified_gmt":"2026-09-20T20:53:00","slug":"cobra-encontrada-no-ira-tem-uma-falsa-aranha-na-ponta-da-cauda-e-usa-a-estrutura-para-atrair-passaros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/cobra-encontrada-no-ira-tem-uma-falsa-aranha-na-ponta-da-cauda-e-usa-a-estrutura-para-atrair-passaros\/","title":{"rendered":"Cobra encontrada no Ir\u00e3 tem uma falsa aranha na ponta da cauda e usa a estrutura para atrair p\u00e1ssaros"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Encontrada no Ir\u00e3, a v\u00edbora-de-chifres-de-cauda-de-aranha usa um ap\u00eandice na ponta da cauda para imitar uma aranha em movimento, atrair p\u00e1ssaros e captur\u00e1-los. Imagens obtidas por tomografia computadorizada mostraram que a estrutura da cobra tem um esqueleto comum, sem nenhum osso especializado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A esp\u00e9cie Pseudocerastes urarachnoides \u00e9 end\u00eamica do Ir\u00e3 e usa esse recurso para se camuflar entre pedras enquanto movimenta a cauda de forma sinuosa. Escamas alongadas d\u00e3o volume \u00e0 estrutura, que se parece com o corpo de uma aranha, com proje\u00e7\u00f5es que imitam suas pernas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como funciona a armadilha da v\u00edbora<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao avistar o que parece ser uma aranha se movendo sobre uma rocha, a ave se aproxima para captur\u00e1-la e acaba virando alvo do bote da cobra. Em declara\u00e7\u00e3o dada \u00e0 revista Smithsonian, o paleont\u00f3logo Georgios Georgalis, da Academia Polonesa de Ci\u00eancias, descreveu o ap\u00eandice como um instrumento eficiente para atrair aves.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um trabalho publicado na revista cient\u00edfica The Anatomical Record apresentou a primeira descri\u00e7\u00e3o detalhada das v\u00e9rtebras da esp\u00e9cie. Os pesquisadores usaram tomografia computadorizada por raios X para reunir milhares de imagens do esqueleto e montar uma reconstru\u00e7\u00e3o tridimensional completa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ossos comuns escondidos sob a falsa presa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nenhum osso diferenciado foi localizado dentro da estrutura que imita a aranha, composta apenas por tecidos moles e escamas modificadas. As v\u00e9rtebras sob a estrutura se mostraram parecidas com as de qualquer outra v\u00edbora, sem adapta\u00e7\u00e3o \u00f3ssea exclusiva para o disfarce.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Georgalis contou \u00e0 CNN norte-americana que a equipe queria verificar se o interior da cauda tamb\u00e9m tinha alguma caracter\u00edstica fora do padr\u00e3o. Em comunicado, o Field Museum classificou o resultado como &#8220;estranhamente normal&#8221;. A descoberta surpreendeu os pr\u00f3prios autores da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">V\u00e9rtebras mais finas ajudam no movimento<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As v\u00e9rtebras da regi\u00e3o da cauda apareceram mais curtas e finas do que o restante do corpo, o que pode dar mais flexibilidade a essa parte do animal. Kurt Schwenk, professor em\u00e9rito da Universidade de Connecticut que n\u00e3o participou do estudo. Afirmou \u00e0 CNN norte-americana que essa caracter\u00edstica ampliaria a capacidade da cauda de fazer curvas estreitas e sinuosas, semelhantes aos movimentos de uma aranha real.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa flexibilidade ajuda a explicar como a serpente reproduz o deslocamento err\u00e1tico do aracn\u00eddeo que est\u00e1 imitando. A curadora associada de herpetologia Sara Ruane, do Field Museum, tamb\u00e9m participou das an\u00e1lises que resultaram na reconstru\u00e7\u00e3o das v\u00e9rtebras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Confus\u00e3o com tumor at\u00e9 2003<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro exemplar dessa cobra foi coletado no Ir\u00e3 em 1968 e permanece guardado no Field Museum, em Chicago. Na \u00e9poca, cientistas chegaram a suspeitar que o volume na ponta da cauda fosse uma anomalia, algo como um tumor ou at\u00e9 um parasita alojado no animal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores s\u00f3 entenderam, ap\u00f3s a coleta de outro indiv\u00edduo com a mesma caracter\u00edstica, em 2003, que se tratava de um tra\u00e7o natural da esp\u00e9cie, n\u00e3o de uma deformidade isolada. A v\u00edbora foi formalmente descrita como nova esp\u00e9cie em 2006, quase quatro d\u00e9cadas depois do primeiro exemplar catalogado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A confirma\u00e7\u00e3o mostra como um detalhe anat\u00f4mico raro pode levar tempo at\u00e9 ser reconhecido como estrat\u00e9gia evolutiva e n\u00e3o como desvio biol\u00f3gico isolado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encontrada no Ir\u00e3, a v\u00edbora-de-chifres-de-cauda-de-aranha usa um ap\u00eandice na ponta da cauda para imitar uma aranha em movimento, atrair p\u00e1ssaros e\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":37241,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-37242","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37242","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37242"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37242\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37586,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37242\/revisions\/37586"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37241"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37242"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37242"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37242"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}