{"id":37232,"date":"2026-09-20T15:06:00","date_gmt":"2026-09-20T18:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=37232"},"modified":"2026-09-20T15:06:00","modified_gmt":"2026-09-20T18:06:00","slug":"pegadas-encontradas-em-santa-catarina-indicam-que-um-mamifero-do-tamanho-de-um-puma-viveu-entre-os-dinossauros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/pegadas-encontradas-em-santa-catarina-indicam-que-um-mamifero-do-tamanho-de-um-puma-viveu-entre-os-dinossauros\/","title":{"rendered":"Pegadas encontradas em Santa Catarina indicam que um mam\u00edfero do tamanho de um puma viveu entre os dinossauros"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma pedreira localizada perto de Turvo, em Santa Catarina, revelou rastros de um animal que amplia o que se sabia sobre os mam\u00edferos da era dos dinossauros. Com cerca de 130 milh\u00f5es de anos, as marcas pertencem a um bicho de at\u00e9 1,55 metro de comprimento \u2014 medida jamais associada a um mam\u00edfero daquele per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O achado est\u00e1 na Forma\u00e7\u00e3o Botucatu, unidade geol\u00f3gica que se estende por partes de S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1 e Santa Catarina. At\u00e9 esse registro, prevalecia a ideia de que os mam\u00edferos do Cret\u00e1ceo n\u00e3o passavam do tamanho de pequenos felinos. A forma\u00e7\u00e3o preserva um deserto de dunas com mais de 130 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na \u00e9poca, ele abrangia \u00e1reas do Brasil e da \u00c1frica, que ainda formavam o supercontinente Gondwana. As pegadas mais largas medem 11,4 cm de comprimento por 13,4 cm de largura, e a passada era de cerca de 40 cm. A combina\u00e7\u00e3o dessas medidas e da dist\u00e2ncia entre os passos convenceu os autores de que as marcas vieram de patas de mam\u00edferos, e n\u00e3o de dinossauros.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">1. O animal que superou o padr\u00e3o esperado<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O porte estimado pelas pegadas equivale ao de um c\u00e3o grande ou de um puma e supera o que se imaginava poss\u00edvel para um mam\u00edfero que convivia com dinossauros. Esse tamanho sugere que o animal ocupava um lugar de destaque na cadeia alimentar da regi\u00e3o. Acredita-se que fosse um on\u00edvoro capaz de ca\u00e7ar dinossauros de pequeno porte ou filhotes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A classifica\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 provis\u00f3ria: a equipe atribuiu os rastros \u00e0 fam\u00edlia Chelichnopodidae, grupo definido a partir de pegadas f\u00f3sseis de mam\u00edferos, sem identificar uma esp\u00e9cie espec\u00edfica. Uma hip\u00f3tese \u00e9 que a escassez de dinossauros grandes naquele deserto tenha aberto espa\u00e7o ecol\u00f3gico para que mam\u00edferos como esse atingissem um porte maior que o esperado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">2. Um mist\u00e9rio sem esqueleto encontrado<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nenhum osso do animal apareceu at\u00e9 agora, o que intriga os pr\u00f3prios respons\u00e1veis pela descoberta. De acordo com o pesquisador Herm\u00ednio Ismael de Ara\u00fajo-J\u00fanior, foi apontada uma aus\u00eancia de ossos como um dos pontos mais intrigantes do achado. Ele informou que o Brasil n\u00e3o tem f\u00f3sseis corporais de mamaliformes em rochas do Jur\u00e1ssico ou do Cret\u00e1ceo Inferior e que o registro esquel\u00e9tico desse grupo em todo o Gondwana \u00e9 escasso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por conta disso, as pegadas de Botucatu s\u00e3o importantes por revelarem animais ausentes do registro f\u00f3ssil esquel\u00e9tico brasileiro. As condi\u00e7\u00f5es do deserto favoreceram a preserva\u00e7\u00e3o das pegadas, mas n\u00e3o a dos esqueletos. Ara\u00fajo-J\u00fanior tamb\u00e9m informou que a expectativa tradicional de que os mamaliaformes mesozoicos eram predominantemente pequenos poderia influenciar a interpreta\u00e7\u00e3o de pegadas incomumente grandes ou de f\u00f3sseis fragment\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo foi publicado em 1\u00ba de agosto no Journal of South American Earth Sciences por pesquisadores de universidades federais brasileiras. A aus\u00eancia de ossos mant\u00e9m em aberto qual esp\u00e9cie deixou essas marcas na antiga Forma\u00e7\u00e3o Botucatu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pedreira localizada perto de Turvo, em Santa Catarina, revelou rastros de um animal que amplia o que se sabia sobre os mam\u00edferos da era dos\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":37231,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-37232","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37232","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37232"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37232\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37579,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37232\/revisions\/37579"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37231"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37232"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37232"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37232"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}