{"id":37230,"date":"2026-09-16T10:02:38","date_gmt":"2026-09-16T13:02:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/pegadas-de-66-milhoes-de-anos-sao-atribuidas-a-um-t-rex-adulto-e-revelam-a-velocidade-com-que-o-predador-caminhava\/"},"modified":"2026-09-16T10:02:38","modified_gmt":"2026-09-16T13:02:38","slug":"pegadas-de-66-milhoes-de-anos-sao-atribuidas-a-um-t-rex-adulto-e-revelam-a-velocidade-com-que-o-predador-caminhava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/pegadas-de-66-milhoes-de-anos-sao-atribuidas-a-um-t-rex-adulto-e-revelam-a-velocidade-com-que-o-predador-caminhava\/","title":{"rendered":"Pegadas de 66 milh\u00f5es de anos s\u00e3o atribu\u00eddas a um T. rex adulto e revelam a velocidade com que o predador caminhava"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisadores do Museu da Natureza e Ci\u00eancias de Denver e da Universidade de John Moores, nos Estados Unidos, descobriram em 2025, um conjunto de rastros de Tyrannosaurus rex adulto em uma \u00e1rea protegida federal na Dakota do Norte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A extin\u00e7\u00e3o em massa ocorrida h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos deixou marcas geol\u00f3gicas pr\u00f3ximas aos rastros de Tyrannosaurus rex descobertos em 2025 na Dakota do Norte. A Forma\u00e7\u00e3o Hell Creek, datada de 66,5 milh\u00f5es de anos, revelou, entre seus f\u00f3sseis, pegadas desse predador do Cret\u00e1ceo Superior.&nbsp; A descoberta foi divulgada na revista Journal of Vertebrate Paleontology na \u00faltiima semana.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como as pegadas foram preservadas e estudadas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O rastro cont\u00e9m 4 pegadas, cada uma com cerca de 1 metro de comprimento \u2014 2 do membro direito e 2 do esquerdo \u2014 totalizando aproximadamente 7 metros de extens\u00e3o. Os vest\u00edgios criaram depress\u00f5es profundas no sedimento fino que foram preenchidas com \u00e1gua altamente carbonatada, formando concre\u00e7\u00f5es na rocha que preservaram as impress\u00f5es com precis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipe usou t\u00e9cnicas de escaneamento digital em tr\u00eas dimens\u00f5es para capturar imagens detalhadas das pegadas em campo. Essa tecnologia permitiu que cientistas analisassem os rastros remotamente, mesmo sem estarem no local da descoberta. O padr\u00e3o trid\u00e1ctilo \u2014 com tr\u00eas dedos \u2014 das impress\u00f5es e a dist\u00e2ncia entre elas confirmaram a identifica\u00e7\u00e3o como Tyrannosaurus rex adulto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que a atribui\u00e7\u00e3o ao t. rex \u00e9 confi\u00e1vel<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em Hell Creek, apenas 3 esp\u00e9cies de tiranossaur\u00eddeos viveram juntas: 2 esp\u00e9cies pequenas do g\u00eanero Nanotyrannus e 1 esp\u00e9cie maior, o Tyrannosaurus rex. A esp\u00e9cie \u00e9 a \u00fanica grande o suficiente para deixar pegadas de aproximadamente 1 metro de comprimento, o que torna segura a identifica\u00e7\u00e3o, apesar da dificuldade para descrever detalhes finos das impress\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pegadas isoladas de poss\u00edvel T, e rex j\u00e1 tinham sido encontradas antes, mas esta \u00e9 a primeira vez que paleont\u00f3logos descrevem uma sequ\u00eancia cont\u00ednua de v\u00e1rios rastros do animal.&nbsp; A descoberta amplia as possibilidades de busca, porque o m\u00e9todo de preserva\u00e7\u00e3o em concre\u00e7\u00f5es poder\u00e1 ser usado em outros trabalhos. Historicamente, paleont\u00f3logos de vertebrados foram treinados apenas para procurar ossos f\u00f3sseis.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Velocidade e comportamento do predador revelados<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As reconstitui\u00e7\u00f5es em 3D das pegadas permitem que cientistas calculem dados sobre a dist\u00e2ncia entre os passos, o comprimento dos rastros e a poss\u00edvel velocidade de deslocamento do animal. Os pesquisadores estimaram que o esp\u00e9cime se deslocava a uma velocidade entre 1,5 e 2 metros por segundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Equivalente a cerca de 5,4 a 7,2 quil\u00f4metros por hora, condizente com estudos recentes sobre o deslocamento de T. rex, e o Tyrannosaurus rex, como outros dinossauros n\u00e3o-avianos e vertebrados terrestres maiores que 40 quilogramas, foi extinto h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As pegadas foram encontradas a cerca de 33 metros abaixo do limite entre as forma\u00e7\u00f5es Hell Creek e Fort Union, pr\u00f3ximas \u00e0 camada que marca essa extin\u00e7\u00e3o em massa. O conjunto oferece um registro f\u00f3ssil dos \u00faltimos momentos dessa esp\u00e9cie na Terra. Uma quinta pegada foi identificada em novas atividades de campo realizadas durante o ver\u00e3o de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por causa do tamanho e da fragilidade do material, a equipe pretende remover pelo menos tr\u00eas pegadas com helic\u00f3pteros e transport\u00e1-las para o Museu de Denver. L\u00e1, elas ser\u00e3o preparadas e posteriormente expostas ao p\u00fablico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores do Museu da Natureza e Ci\u00eancias de Denver e da Universidade de John Moores, nos Estados Unidos, descobriram em 2025, um conjunto de rastros\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":37229,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-37230","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37230","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37230"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37230\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37229"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37230"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37230"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37230"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}