{"id":36808,"date":"2026-09-13T15:15:00","date_gmt":"2026-09-13T18:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=36808"},"modified":"2026-09-13T15:15:00","modified_gmt":"2026-09-13T18:15:00","slug":"fim-de-uma-era-fabrica-ligada-a-producao-de-tenis-nike-e-adidas-fecha-as-portas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/fim-de-uma-era-fabrica-ligada-a-producao-de-tenis-nike-e-adidas-fecha-as-portas\/","title":{"rendered":"Fim de uma era: f\u00e1brica ligada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de t\u00eanis Nike e Adidas fecha as portas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma f\u00e1brica localizada em Eldorado, na Argentina, que produzia cal\u00e7ados esportivos para gigantes como Nike e Adidas, encerrou suas opera\u00e7\u00f5es em 17 de julho de 2026 depois de quase vinte anos de atividade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No auge, a unidade do Grupo Dass fabricava aproximadamente 22 mil pares por dia. E mantinha uma for\u00e7a de trabalho que chegou a 1.500 pessoas \u2014 o que d\u00e1 dimens\u00e3o ao impacto do fechamento. O encerramento eliminou os \u00faltimos 150 postos de trabalho da f\u00e1brica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nike e Adidas passam a depender de cal\u00e7ados manufaturados em outros pa\u00edses, incluindo unidades industriais localizadas no Brasil, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo. Ainda assim, ambas as empresas seguem no mercado argentino, mas agora via redistribui\u00e7\u00e3o de cal\u00e7ados produzidos no exterior.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Do boom ao desafio progressivo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando come\u00e7ou a operar em 2007, a f\u00e1brica era uma opera\u00e7\u00e3o enxuta com apenas oito trabalhadores. A expans\u00e3o foi mete\u00f3rica: em 2015, o complexo funcionava em tr\u00eas turnos com 1.500 funcion\u00e1rios e alcan\u00e7ava picos de 22 mil pares di\u00e1rios \u2014 o teto de sua capacidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir de ent\u00e3o, o volume de pedidos come\u00e7ou a recuar. A empresa respondeu com cortes de turnos, programas de sa\u00edda volunt\u00e1ria e compuls\u00f3ria, e redu\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da produ\u00e7\u00e3o. Nos \u00faltimos meses de funcionamento, apenas 150 colaboradores permaneciam na planta, gerando aproximadamente 2.500 pares por dia \u2014 pouco mais de 10% do volume produzido nos anos de auge.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Press\u00f5es externas e o ponto de n\u00e3o retorno<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A queda do consumo local associada \u00e0 crescente entrada de cal\u00e7ados importados prontos tornaram a produ\u00e7\u00e3o local economicamente insustent\u00e1vel. Representantes dos trabalhadores e o pr\u00f3prio Grupo Dass apontaram essa combina\u00e7\u00e3o como raiz da crise que levou ao fechamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Grupo Dass avaliou alternativas para viabilizar a opera\u00e7\u00e3o, mas nenhuma se mostrou capaz de tornar a f\u00e1brica sustent\u00e1vel naquele cen\u00e1rio. Com essa realidade, a companhia optou por descontinuar a produ\u00e7\u00e3o industrial na Argentina e manter apenas estruturas administrativas e log\u00edsticas no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O encerramento completou um processo de redu\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou em janeiro de 2025, quando a empresa fechou outra f\u00e1brica em Coronel Su\u00e1rez, na prov\u00edncia de Buenos Aires, tamb\u00e9m produzindo para Adidas \u2014 naquele momento, aproximadamente 330 a 360 trabalhadores foram desligados. Somados, os dois fechamentos eliminaram cerca de 500 postos de trabalho industrial.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma f\u00e1brica localizada em Eldorado, na Argentina, que produzia cal\u00e7ados esportivos para gigantes como Nike e Adidas, encerrou suas opera\u00e7\u00f5es em 17 de\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":36807,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-36808","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36808","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36808"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36808\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37013,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36808\/revisions\/37013"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36807"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36808"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36808"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36808"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}