{"id":35637,"date":"2026-08-26T13:16:00","date_gmt":"2026-08-26T16:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=35637"},"modified":"2026-08-26T13:16:00","modified_gmt":"2026-08-26T16:16:00","slug":"aos-7-anos-ele-comecou-vendendo-batata-com-o-pai-perdeu-tudo-e-45-anos-depois-ainda-vive-do-mesmo-lugar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/aos-7-anos-ele-comecou-vendendo-batata-com-o-pai-perdeu-tudo-e-45-anos-depois-ainda-vive-do-mesmo-lugar\/","title":{"rendered":"Aos 7 anos, ele come\u00e7ou vendendo batata com o pai, perdeu tudo e 45 anos depois ainda vive do mesmo lugar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aos 7 anos, Jos\u00e9 Carlos Mendes Ricardo come\u00e7ou a acompanhar o pai entre as bancas do Ceasa de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde ele vendia batata-doce. Atualmente, aos 53, ele continua no mesmo lugar, por\u00e9m agora, trabalhando com mam\u00e3o e mel\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A trajet\u00f3ria da fam\u00edlia passou por um per\u00edodo de fartura, seguido de uma perda que mudou tudo. O neg\u00f3cio que o pai construiu como produtor e dono de banca desapareceu depois que ele adoeceu gravemente, e Jos\u00e9 precisou recome\u00e7ar do zero dentro do pr\u00f3prio mercado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O apelido que virou marca no Ceasa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Ceasa, o pai de Jos\u00e9 era conhecido pelo apelido de &#8220;Homem da Batata Doce&#8221;, uma refer\u00eancia \u00e0 fama de suas mercadorias. Em entrevista a um portal local, ele relembrou que enviava mercadorias para cidades como Corumb\u00e1 e Dourados, nos tempos de maior movimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jos\u00e9 disse ao Lado B que nunca se constrangeu com o apelido herdado do pai e que ningu\u00e9m zombou dele por causa disso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Da fartura ao recome\u00e7o como funcion\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O c\u00e2ncer que atingiu o pai levou \u00e0 morte dele e marcou a hist\u00f3ria da fam\u00edlia. A doen\u00e7a tamb\u00e9m desfez a estrutura comercial que sustentava a casa, e Jos\u00e9 conta que ficaram sem nada. Anos depois, ele voltou ao Ceasa como empregado, n\u00e3o mais \u00e0 frente de um neg\u00f3cio pr\u00f3prio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A batata-doce que definiu a hist\u00f3ria do pai ficou para tr\u00e1s, substitu\u00edda pelo trabalho com mam\u00e3o papaia, mam\u00e3o formosa e mel\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma vida inteira ligada ao mercado<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hist\u00f3ria de Paulo come\u00e7ou muito antes, tamb\u00e9m no mesmo local. Segundo o Ceasa de Campo Grande, ele passou a trabalhar no local aos 9 anos, ajudando o pai na venda de frutas. Ele atuou como carregador durante 15 anos, at\u00e9 mudar de fun\u00e7\u00e3o por causa de um problema de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi s\u00f3 em 2020 que Paulo conseguiu um espa\u00e7o pr\u00f3prio dentro do mercado, depois de pedir \u00e0 dire\u00e7\u00e3o. As duas hist\u00f3rias mostram como o Ceasa funciona h\u00e1 d\u00e9cadas como ponto de partida e tamb\u00e9m de recome\u00e7o para fam\u00edlias inteiras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sustento dentro do mercado<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para complementar a renda, Jos\u00e9 encontrou uma atividade paralela dentro do pr\u00f3prio mercado: a reciclagem de caixas vazias de banana, enviadas depois para S\u00e3o Paulo e Minas Gerais. Ele contou que essa fonte extra de dinheiro foi o motivo pelo qual nunca sentiu necessidade de investir em um ponto pr\u00f3prio, embora tenha crescido observando o pai como dono de banca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carregar caixas de madeira e pl\u00e1stico todos os dias tornou-se parte da vida dele ao longo de quase tr\u00eas d\u00e9cadas como funcion\u00e1rio. Esse esfor\u00e7o f\u00edsico constante permitiu sustentar a fam\u00edlia e criar os filhos, segundo relatou ao Lado B.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Transforma\u00e7\u00f5es e um desejo pessoal<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rotina \u00e9 puxada: Jos\u00e9 chega por volta das 3h e em alguns dias sai perto das 21h. Mesmo assim, ele lembra que as condi\u00e7\u00f5es melhoraram bastante, e &#8220;Jos\u00e9 disse ao Lado B que hoje os trabalhadores s\u00e3o registrados, ao contr\u00e1rio do que ocorria antigamente. Segundo ele, o sistema era bruto, mas agora h\u00e1 leis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jos\u00e9 tamb\u00e9m acompanhou o crescimento do movimento no Ceasa e as mudan\u00e7as nos produtos, na rotina e no volume de com\u00e9rcio. Apesar de tantas mudan\u00e7as, ainda guarda um desejo pessoal: reencontrar parentes do sobrenome Ricardo na cidade de Duartina, no interior de S\u00e3o Paulo, com quem perdeu contato.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos 7 anos, Jos\u00e9 Carlos Mendes Ricardo come\u00e7ou a acompanhar o pai entre as bancas do Ceasa de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde ele vendia\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":35636,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-35637","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35637","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35637"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35637\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35658,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35637\/revisions\/35658"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35636"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35637"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35637"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35637"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}