{"id":35522,"date":"2026-08-25T13:16:00","date_gmt":"2026-08-25T16:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=35522"},"modified":"2026-08-25T13:16:00","modified_gmt":"2026-08-25T16:16:00","slug":"neve-no-brasil-quais-cidades-ja-ficaram-completamente-brancas-apos-uma-nevasca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/neve-no-brasil-quais-cidades-ja-ficaram-completamente-brancas-apos-uma-nevasca\/","title":{"rendered":"Neve no Brasil: quais cidades j\u00e1 ficaram completamente brancas ap\u00f3s uma nevasca"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando se pensa em neve no Brasil, o Sul vem \u00e0 mente. O fen\u00f4meno, por\u00e9m, j\u00e1 marcou presen\u00e7a em pontos do Sudeste, em momentos raros da hist\u00f3ria clim\u00e1tica nacional. O interior de S\u00e3o Paulo e regi\u00f5es do Rio de Janeiro registraram nevascas em per\u00edodos espec\u00edficos, deixando marcas que contrastam com a imagem tropical do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geof\u00edsica e Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas (IAG-USP) e do Climatempo confirmam que n\u00e3o h\u00e1 documenta\u00e7\u00e3o de neve na capital paulista desde 1910. A forte geada de 25 de junho de 1918, na Avenida Paulista, alimentou a cren\u00e7a popular de que teria nevado no local, mas meteorologistas desmentem essa interpreta\u00e7\u00e3o. Os registros hist\u00f3ricos revelam, por\u00e9m, um passado mais gelado do que se imagina.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Neve no Brasil em Campos do Jord\u00e3o no ano de 1928<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1928, Campos do Jord\u00e3o amanheceu coberta de neve, conforme mostram fotografias do acervo de um historiador. As imagens registram moradores com muitas camadas de roupa em meio \u00e0 neve, um cen\u00e1rio incomum para uma cidade brasileira. Na \u00e9poca, regi\u00f5es montanhosas de clima ameno atra\u00edam pessoas em busca de al\u00edvio para a tuberculose.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje conhecida nacionalmente como a &#8220;Su\u00ed\u00e7a Brasileira&#8221;, a cidade se consolidou como destino tur\u00edstico no inverno paulista. O contraste entre aquela nevasca e o clima pelo qual a cidade \u00e9 conhecida hoje refor\u00e7a a raridade do fen\u00f4meno.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Rio de Janeiro com neve em altitude<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Rio de Janeiro, conhecido pelas temperaturas elevadas, tamb\u00e9m registrou neve. O Parque Nacional do Itatiaia, acima de 2.300 metros de altitude, teve o fen\u00f4meno pelo menos tr\u00eas vezes: em 1985, 1988 e 2012. Fotografias documentam carros, telhados e montanhas cobertos de neve na regi\u00e3o, ao sul do estado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas imagens contrastam com a reputa\u00e7\u00e3o tropical fluminense. O registro de neve em uma das \u00e1reas mais altas do estado mostra que eventos clim\u00e1ticos extremos, embora excepcionais, deixaram marcas na mem\u00f3ria do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sul com neve frequente e recente<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eventos espor\u00e1dicos de neve marcam as regi\u00f5es serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina durante passagens de ondas polares. O Paran\u00e1 tamb\u00e9m registrou o fen\u00f4meno, como em 2013, quando a nevasca causou destrui\u00e7\u00e3o significativa em Guarapuava.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na ocasi\u00e3o, o peso da neve fez desabar os telhados de uma loja e de um gin\u00e1sio de esportes, e pelo menos dez acidentes foram documentados. Este ano, Santa Catarina recebeu neve com ac\u00famulo de at\u00e9 3 cent\u00edmetros, acima da quantidade registrada em 2024.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma rodovia no estado precisou ser fechada por uma hora durante a manh\u00e3 por causa da intensidade da nevasca. A menor temperatura do evento foi de 1,3 grau Celsius negativo, registrada em Urupema.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a neve chega ao Brasil tropical<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A neve ocorre em regi\u00f5es que raramente a recebem quando uma massa de ar extremamente frio encontra nuvens formadas em altitude elevada, e essa combina\u00e7\u00e3o re\u00fane as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o fen\u00f4meno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi essa combina\u00e7\u00e3o que levou cidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul a amanhecerem com ruas brancas pela primeira vez neste ano. Apesar de raros, esses eventos clim\u00e1ticos marcaram a hist\u00f3ria brasileira. Cada registro \u2014 da neve de 1928 em Campos do Jord\u00e3o \u00e0s cenas recentes do Sul \u2014 documenta como o Brasil revela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seus pontos mais altos ou durante fen\u00f4menos extremos, um lado gelado que contrasta com sua identidade tropical.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se pensa em neve no Brasil, o Sul vem \u00e0 mente. O fen\u00f4meno, por\u00e9m, j\u00e1 marcou presen\u00e7a em pontos do Sudeste, em momentos raros da hist\u00f3ria clim\u00e1tica\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":35521,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-35522","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35522","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35522"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35522\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35537,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35522\/revisions\/35537"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35521"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35522"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35522"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35522"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}