{"id":35403,"date":"2026-08-25T01:18:00","date_gmt":"2026-08-25T04:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=35403"},"modified":"2026-08-25T01:18:00","modified_gmt":"2026-08-25T04:18:00","slug":"aos-24-anos-filha-perde-direito-a-pensao-do-pai-apos-justica-analisar-emprego-e-troca-de-curso-na-faculdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/aos-24-anos-filha-perde-direito-a-pensao-do-pai-apos-justica-analisar-emprego-e-troca-de-curso-na-faculdade\/","title":{"rendered":"Aos 24 anos, filha perde direito \u00e0 pens\u00e3o do pai ap\u00f3s Justi\u00e7a analisar emprego e troca de curso na faculdade"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir dos 18 anos, o pagamento de pens\u00e3o aliment\u00edcia deixa de ser autom\u00e1tico. Isso porque de acordo com a lei brasileira, quem atinge a maioridade precisa comprovar que n\u00e3o consegue se sustentar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa regra orientou o julgamento de um caso pelo Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG). O tribunal manteve a decis\u00e3o de interromper o pagamento de 12,5% da aposentadoria do pai depois que a filha n\u00e3o comprovou que n\u00e3o podia prover o pr\u00f3prio sustento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, aos 24 anos, a jovem trabalha e tem renda pr\u00f3pria. Ela tamb\u00e9m trocou de curso de gradua\u00e7\u00e3o sem concluir a forma\u00e7\u00e3o anterior nem comprovar aproveitamento acad\u00eamico. Esses fatores levaram o tribunal a considerar que a pens\u00e3o n\u00e3o se justificava para esse caso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Crit\u00e9rios legais para pens\u00e3o aliment\u00edcia ap\u00f3s maioridade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando um filho atinge a maioridade, o sistema jur\u00eddico brasileiro muda o \u00f4nus da prova. Na inf\u00e2ncia e na adolesc\u00eancia, presume-se que o dever de manuten\u00e7\u00e3o segue de forma autom\u00e1tica. Por\u00e9m, depois dos 18 anos, essa l\u00f3gica se inverte: cabe ao filho mostrar que ainda depende financeiramente do genitor para se sustentar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse princ\u00edpio de autorresponsabilidade busca evitar que a pens\u00e3o se transforme em um incentivo prolongado \u00e0 depend\u00eancia. A an\u00e1lise \u00e9 especialmente relevante quando h\u00e1 emprego e renda dispon\u00edveis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A jurisprud\u00eancia estabelece que, ap\u00f3s a maioridade, o limite do dever de manuten\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 fixo: depende da an\u00e1lise caso a caso das condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas de quem precisa e de quem pode contribuir. Sendo assim, filhos que possuem renda pr\u00f3pria j\u00e1 ficam inaptos a receber o provento dos pais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que o tribunal entendeu neste caso<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A filha argumentou que seu sal\u00e1rio era insuficiente para cobrir despesas de estudo. Tamb\u00e9m alegou que trocou de curso por direito de escolha profissional, pedindo solidariedade familiar. O relator do processo, desembargador Carlos Roberto de Faria, analisou essa justificativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por\u00e9m, considerou que, neste caso espec\u00edfico, a troca de curso sem conclus\u00e3o n\u00e3o justificava a manuten\u00e7\u00e3o da pens\u00e3o. Conforme o magistrado, usar pens\u00e3o para subsidiar indecis\u00e3o profissional desvirtua a fun\u00e7\u00e3o do instituto de alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o foi acompanhada pelos desembargadores Teresa Cristina da Cunha Peixoto e Delvan Barcelos J\u00fanior. O ac\u00f3rd\u00e3o transitou em julgado, e o processo tramitou em segredo de Justi\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir dos 18 anos, o pagamento de pens\u00e3o aliment\u00edcia deixa de ser autom\u00e1tico. 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