{"id":35319,"date":"2026-08-24T15:33:00","date_gmt":"2026-08-24T18:33:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=35319"},"modified":"2026-08-24T15:33:00","modified_gmt":"2026-08-24T18:33:00","slug":"segundo-a-psicologia-pessoas-que-guardam-caixas-cartas-e-objetos-antigos-podem-estar-preservando-muito-mais-que-simples-lembrancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/segundo-a-psicologia-pessoas-que-guardam-caixas-cartas-e-objetos-antigos-podem-estar-preservando-muito-mais-que-simples-lembrancas\/","title":{"rendered":"Segundo a psicologia, pessoas que guardam caixas, cartas e objetos antigos podem estar preservando muito mais que simples lembran\u00e7as"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Objetos guardados numa gaveta podem despertar sentimentos contradit\u00f3rios: o impulso de descartar esbarra na mem\u00f3ria afetiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A psicologia relaciona esse conflito ao significado que os pertences adquirem, al\u00e9m de sua utilidade material. Pesquisas sobre o tema, incluindo um estudo publicado na revista Avalia\u00e7\u00e3o Psicol\u00f3gica, analisam sintomas e aspectos emocionais relacionados ao transtorno da acumula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fotografias, cartas e presentes funcionam como pontes entre quem somos hoje e quem fomos. Uma foto marca uma fase feliz, uma roupa evoca algu\u00e9m querido e cartas registram momentos importantes da vida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Objetos antigos e seu peso na mem\u00f3ria<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando um pertence representa algo significativo na trajet\u00f3ria de uma pessoa, surge o apego emocional. Uma m\u00e3e que guarda desenhos antigos dos filhos ocupa espa\u00e7o f\u00edsico e tamb\u00e9m preserva um lugar afetivo na mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algu\u00e9m que conserva presentes de um relacionamento terminado ou uma fam\u00edlia que mant\u00e9m objetos de uma pessoa querida que j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 presente tamb\u00e9m desenvolve apego emocional a esses pertences.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pensamento refor\u00e7a esse processo: a pessoa imagina que colocar determinado objeto no lixo equivale a descartar uma parte da pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Desapegar se torna emocionalmente mais dif\u00edcil do que organizar a casa, porque a decis\u00e3o envolve identidade, lembran\u00e7as e sentimentos, n\u00e3o apenas log\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando o ac\u00famulo sai do controle<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Guardar objetos afetivos \u00e9 parte natural da experi\u00eancia humana e n\u00e3o representa, isoladamente, qualquer problema. O comportamento se torna preocupante quando o ac\u00famulo interfere no bem-estar, nos relacionamentos ou no uso dos espa\u00e7os da casa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No transtorno da acumula\u00e7\u00e3o, a dificuldade persistente de descartar objetos vem acompanhada de aquisi\u00e7\u00e3o excessiva e desorganiza\u00e7\u00e3o dos ambientes. Essa condi\u00e7\u00e3o pode comprometer significativamente a rotina e a qualidade de vida das pessoas afetadas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desapegar sem apagar mem\u00f3rias<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Investigar o que um objeto realmente representa pode ajudar a compreender sentimentos e tornar o desapego mais consciente. Essa reflex\u00e3o permite reconhecer se o item \u00e9 significativo ou se apenas o medo de perder a mem\u00f3ria impede o seu descarte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desapegar de um objeto n\u00e3o significa apagar uma mem\u00f3ria. A lembran\u00e7a permanece na hist\u00f3ria pessoal mesmo quando o pertence deixa de ocupar espa\u00e7o f\u00edsico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fotografias viram hist\u00f3rias contadas, e cartas se transformam em recorda\u00e7\u00f5es que seguem vivas. Pessoas queridas ficam presentes por meio das li\u00e7\u00f5es e dos momentos que deixaram.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O caminho do tratamento<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a acumula\u00e7\u00e3o interfere na vida di\u00e1ria, torna um espa\u00e7o intransit\u00e1vel e impede o uso adequado dos c\u00f4modos, o acompanhamento profissional \u00e9 necess\u00e1rio. Segundo o psiquiatra Daniel Costa, pesquisador do Instituto de Psiquiatria do HC\/USP, em entrevista ao Fant\u00e1stico, n\u00e3o existe solu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida para a acumula\u00e7\u00e3o compulsiva. O transtorno \u00e9 cr\u00f4nico, tende \u00e0 recorr\u00eancia e exige acompanhamento constante de profissionais de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo \u00e9 ajudar a pessoa a compreender a origem do comportamento e desenvolver estrat\u00e9gias para mudan\u00e7a. Preservar mem\u00f3rias significativas enquanto se evita acumular pertences prejudiciais permite um equil\u00edbrio entre passado e presente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa compreens\u00e3o permite que cada pessoa reconfigure sua rela\u00e7\u00e3o com os objetos que guarda, reconhecendo quais representam significado real e quais s\u00e3o apenas reflexo do medo de perder mem\u00f3rias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Objetos guardados numa gaveta podem despertar sentimentos contradit\u00f3rios: o impulso de descartar esbarra na mem\u00f3ria afetiva.<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":35318,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-35319","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35319","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35319"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35319\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35416,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35319\/revisions\/35416"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35318"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35319"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35319"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35319"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}