{"id":35125,"date":"2026-08-24T08:04:00","date_gmt":"2026-08-24T11:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=35125"},"modified":"2026-08-24T08:04:00","modified_gmt":"2026-08-24T11:04:00","slug":"ele-saiu-de-uma-regiao-humilde-cresceu-obcecado-por-futebol-e-anos-depois-se-tornou-uma-das-maiores-estrelas-de-seu-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/ele-saiu-de-uma-regiao-humilde-cresceu-obcecado-por-futebol-e-anos-depois-se-tornou-uma-das-maiores-estrelas-de-seu-pais\/","title":{"rendered":"Ele saiu de uma regi\u00e3o humilde, cresceu obcecado por futebol e anos depois se tornou uma das maiores estrelas de seu pa\u00eds"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos principais atletas do Bayern de Munique e da Sele\u00e7\u00e3o Colombiana, Luis D\u00edaz cresceu em Barrancas, uma pequena cidade no departamento de La Guajira, regi\u00e3o onde o povo ind\u00edgena wayuu representa quase 50% da popula\u00e7\u00e3o. O local possui uma realidade sens\u00edvel: entre 2008 e 2021, mais de 5.300 crian\u00e7as morreram de m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse cen\u00e1rio de extrema dificuldade, o atacante deu os primeiros passos no futebol. Aos 18 anos, D\u00edaz treinava sob o comando do pai, tamb\u00e9m chamado Luis D\u00edaz, sem perspectiva real de se profissionalizar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A oportunidade surgiu em 2015, depois da Copa Am\u00e9rica realizada no Chile, quando a Col\u00f4mbia decidiu organizar um torneio entre povos ind\u00edgenas da Am\u00e9rica do Sul. A Col\u00f4mbia precisava formar uma sele\u00e7\u00e3o representativa e buscou atletas justamente em La Guajira, onde a presen\u00e7a wayuu era numerosa. D\u00edaz foi selecionado e garantiu sua vaga.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O torneio que abriu portas para Luis D\u00edaz<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Copa de Povos Ind\u00edgenas corria o risco de passar despercebida pelo p\u00fablico colombiano. Mas Carlos Valderrama, um dos maiores \u00eddolos da hist\u00f3ria do futebol do pa\u00eds, foi uma esp\u00e9cie de t\u00e9cnico do selecionado e trouxe visibilidade decisiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a Col\u00f4mbia tenha ficado com o vice-campeonato, perdendo para o Paraguai, o desempenho de D\u00edaz chamou a aten\u00e7\u00e3o de olheiros profissionais. O rapaz foi convocado para treinar no Barranquila FC, time da segunda divis\u00e3o nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nunca mais o torneio ind\u00edgena foi realizado, mas seu impacto na carreira do colombiano mudaria tudo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O corpo que precisou se transformar<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando chegou a Barranquilla, D\u00edaz era um jovem magro, cuja alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o o preparava para o futebol profissional. Seu tio, Yelkis D\u00edaz, atribuiu \u00e0 heran\u00e7a wayuu a energia explosiva que &#8220;Lucho&#8221; demonstra em campo \u2014 velocidade impressionante e resist\u00eancia mantida ao longo das partidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Yelkis, em entrevista \u00e0 AFP, caminhar, trotar e correr fazem parte do cotidiano de quem cresce em La Guajira. O pr\u00f3prio jogador relacionou sua confian\u00e7a dentro de campo aos tempos de garoto jogando pelada em sua regi\u00e3o natal. A transforma\u00e7\u00e3o f\u00edsica foi essencial para D\u00edaz competir no n\u00edvel profissional. D\u00edaz passou por um rigoroso processo de ganho de massa muscular e ganhou cerca de 10kg durante sua adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa evolu\u00e7\u00e3o f\u00edsica sustentou o desempenho que o levou de Barrancas aos gramados da Champions League. Em 2022, D\u00edaz disputou a final da competi\u00e7\u00e3o pelo Liverpool contra o Real Madrid, depois de uma sucess\u00e3o de oportunidades que o levou at\u00e9 a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na \u00e9poca, o atacante colombiano era chamado de &#8220;cacique&#8221; em sua cidade pela descend\u00eancia ind\u00edgena e pela ascens\u00e3o alcan\u00e7ada. Com os recursos que ganha no futebol, manda construir campos de grama sint\u00e9tica em Barrancas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses campos s\u00e3o melhores do que os de terra batida onde D\u00edaz aprendeu suas primeiras t\u00e9cnicas. A jornada do colombiano, do isolamento de La Guajira at\u00e9 uma das maiores competi\u00e7\u00f5es club\u00edsticas do mundo, \u00e9 resultado de uma sucess\u00e3o de oportunidades que o levou ao topo. Atualmente, ele \u00e9 uma das principais pe\u00e7as do sistema ofensivo do Bayerne de Munique, onde atua desde 2025.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos principais atletas do Bayern de Munique e da Sele\u00e7\u00e3o Colombiana, Luis D\u00edaz cresceu em Barrancas, uma pequena cidade no departamento de La Guajira\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":35124,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-35125","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35125","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35125"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35125\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35264,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35125\/revisions\/35264"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35124"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35125"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35125"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35125"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}