{"id":34884,"date":"2026-08-20T21:52:00","date_gmt":"2026-08-21T00:52:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=34884"},"modified":"2026-08-20T21:52:00","modified_gmt":"2026-08-21T00:52:00","slug":"em-1931-trem-percorreu-os-257-km-entre-duas-grandes-cidades-em-apenas-98-minutos-e-surpreendeu-a-alemanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/em-1931-trem-percorreu-os-257-km-entre-duas-grandes-cidades-em-apenas-98-minutos-e-surpreendeu-a-alemanha\/","title":{"rendered":"Em 1931, trem percorreu os 257 km entre duas grandes cidades em apenas 98 minutos e surpreendeu a Alemanha"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 21 de junho de 1931, um trem percorreu uma dist\u00e2ncia de 257 quil\u00f4metros entre as cidades de Hamburgo e Berlim, na Alemanha, em um per\u00edodo de 98 minutos, um tempo recorde que surpreendeu todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Schienenzeppelin atingiu 230 quil\u00f4metros por hora, marca que impressionou os rep\u00f3rteres presentes no trajeto. A composi\u00e7\u00e3o combinava tecnologia aeron\u00e1utica com engenharia ferrovi\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O engenheiro Franz Kruckenberg e seus colegas Curt Stedefeld, Fritz Heyner e Willy Black desenvolveram o trem para modernizar a frota ferrovi\u00e1ria. A Reichsbahn, empresa estatal de ferrovias, tornou-se parceira nos testes e forneceu uma oficina no Reichsbahn-Ausbesserungswerk, oper\u00e1rios e um trecho de ferrovia para os testes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conceito e realiza\u00e7\u00e3o do trem em menos de dois anos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kruckenberg esbo\u00e7ou o primeiro desenho do Schienenzeppelin em um envelope num caf\u00e9 \u00e0 beira do parque Eilenriede, em Hannover. Menos de dois anos se passaram entre aquele rascunho e o teste oficial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kruckenberg e Stedefeld eram inventores e empres\u00e1rios. Em 1928, fundaram a Flugbahn-Gesellschaft para desenvolver livremente suas ideias de transporte. A Reichsbahn tamb\u00e9m permitiu que eles testassem suas constru\u00e7\u00f5es num trecho ferrovi\u00e1rio de aproximadamente 8 quil\u00f4metros perto da cidade de Hannover.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Inspira\u00e7\u00e3o na engenharia aeron\u00e1utica<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto aproveitava li\u00e7\u00f5es da constru\u00e7\u00e3o de dirig\u00edveis r\u00edgidos. Kruckenberg adotou a estrutura esquel\u00e9tica t\u00edpica dos zepelins, um arcabou\u00e7o de tubos de a\u00e7o no qual uma equipe de cerca de 30 homens trabalhou a partir do in\u00edcio de 1930.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A eleg\u00e2ncia do projeto residia na leveza combinada \u00e0 rigidez estrutural \u2014 conceitos emprestados diretamente da ind\u00fastria aeron\u00e1utica. Em agosto de 1930, instalaram um motor de avi\u00e3o BMW. Pouco depois, acoplaram um motor el\u00e9trico na dianteira para permitir manobras sem usar o propulsor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cobertura exterior era feita de alum\u00ednio e lona impermeabilizada \u00e0 prova de fogo, tingida de prata. O diferencial do Schienenzeppelin era a propuls\u00e3o extraordinariamente eficiente: enquanto triebwagen experimentais de 1903 haviam alcan\u00e7ado 210 quil\u00f4metros por hora utilizando 3.000 cavalos de pot\u00eancia. O novo trem precisava apenas de 500 cavalos de pot\u00eancia para superar essa marca.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Testes progressivos antes do recorde hist\u00f3rico<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas primeiras tentativas, Kruckenberg e seus colegas mantiveram o trem a 170 quil\u00f4metros por hora durante um teste realizado em 10 de maio de 1931, no trajeto entre Lehrte e Plockhorst.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 tarde do mesmo dia, numa segunda passagem, aceleraram para 205 quil\u00f4metros por hora, aproximando-se dos limites do projeto. Para garantir seguran\u00e7a nos testes oficiais, a Reichsbahn reorganizou seus hor\u00e1rios de circula\u00e7\u00e3o. E alocou operadores adicionais em 25 passagens de n\u00edvel entre Lehrte e Plockhorst.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Equipes de seguran\u00e7a foram posicionadas ao longo de todo o percurso de 20 quil\u00f4metros. O dia 21 de junho foi escolhido como data da demonstra\u00e7\u00e3o que impressionaria a comunidade ferrovi\u00e1ria europeia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Legado de inova\u00e7\u00e3o e destino do ve\u00edculo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Schienenzeppelin mostrou que era poss\u00edvel atingir 230 quil\u00f4metros por hora com 500 cavalos de pot\u00eancia, menos que os 3.000 necess\u00e1rios para que composi\u00e7\u00f5es experimentais de 1903 alcan\u00e7assem 210 km\/h.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O recorde permaneceu invicto por 24 anos, at\u00e9 1954. O Schienenzeppelin tinha capacidade para 40 passageiros. Apesar do sucesso inicial e da popularidade junto ao p\u00fablico, a Reichsbahn rejeitava o projeto por quest\u00f5es t\u00e9cnicas \u2014 criticava o longo tempo de frenagem, a aus\u00eancia de aquecimento, falta de banheiros e n\u00famero insuficiente de assentos. O ve\u00edculo foi desmanchado em 1939 por problemas de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda assim, o Schienenzeppelin ganhou vida em miniatura: os fabricantes M\u00e4rklin e Bing lan\u00e7aram vers\u00f5es em brinquedo de lata que se tornaram populares em toda a Alemanha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 21 de junho de 1931, um trem percorreu uma dist\u00e2ncia de 257 quil\u00f4metros entre as cidades de Hamburgo e Berlim, na Alemanha, em um per\u00edodo de 98\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":34883,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-34884","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34884","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34884"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34884\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34965,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34884\/revisions\/34965"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34883"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34884"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34884"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34884"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}