{"id":34862,"date":"2026-08-23T22:15:00","date_gmt":"2026-08-24T01:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=34862"},"modified":"2026-08-23T22:15:00","modified_gmt":"2026-08-24T01:15:00","slug":"com-91-das-ruas-arborizadas-esta-capital-brasileira-virou-referencia-mundial-e-ja-recebeu-reconhecimento-internacional-seis-vezes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/com-91-das-ruas-arborizadas-esta-capital-brasileira-virou-referencia-mundial-e-ja-recebeu-reconhecimento-internacional-seis-vezes\/","title":{"rendered":"Com 91% das ruas arborizadas, esta capital brasileira virou refer\u00eancia mundial e j\u00e1 recebeu reconhecimento internacional seis vezes"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reconhecida internacionalmente por sua arboriza\u00e7\u00e3o, a cidade de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, se v\u00ea agora diante de um impasse: eliminar uma \u00e1rvore que, apesar de amplamente disseminada pela cidade, amea\u00e7a o meio ambiente local.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o, fundamentada na Lei Municipal n\u00famero 7.418, busca proteger a biodiversidade nativa da regi\u00e3o. A FAO, ag\u00eancia da ONU voltada \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o e agricultura, junto com a Funda\u00e7\u00e3o Arbor Day, mant\u00e9m a capital sul-matogrossense com o t\u00edtulo de &#8220;Tree City of the World&#8221; (Cidade \u00c1rvore do Mundo) pelo sexto ano seguido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) feito no Censo de 2022 mostra que 91,4% das resid\u00eancias da capital est\u00e3o localizadas em ruas com pelo menos uma \u00e1rvore, o melhor \u00edndice entre as capitais do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que remover \u00e1rvores numa cidade que planta tanto<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Origin\u00e1ria do territ\u00f3rio mexicano, a leucena chegou ao Brasil ainda o nos anos 1970, quando passou a ser usada como op\u00e7\u00e3o de forragem para o gado. O que come\u00e7ou como solu\u00e7\u00e3o agr\u00edcola tornou-se um problema ambiental grave quando a esp\u00e9cie come\u00e7ou a se espalhar descontroladamente pelos fundos de vale.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas beiras de rodovias e nas ruas de Campo Grande, o especialista em ecologia e \u00e1rvores, Milton Longo, explica que a leucena \u00e9 particularmente agressiva porque libera mimosina, composto qu\u00edmico que bloqueia a germina\u00e7\u00e3o de outras plantas e sufoca a vegeta\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse mecanismo permite que ela domine espa\u00e7os naturais e forme florestas mono-dominantes, compostas por uma \u00fanica esp\u00e9cie, reduzindo a biodiversidade local. O crescimento acelerado da leucena tamb\u00e9m esconde a paisagem da regi\u00e3o do Pantanal ao longo da BR-262, principal rodovia do estado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O plano de Campo Grande para proteger o ecossistema<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Plano de Erradica\u00e7\u00e3o e Substitui\u00e7\u00e3o da Planta Ex\u00f3tica Leucena, anunciado em junho, pro\u00edbe o plantio, o com\u00e9rcio, o transporte e a produ\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie e estabelece multa de R$ 1 mil para quem descumprir. A Lei Municipal n\u00famero 7.418 fundamenta a remo\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores j\u00e1 estabelecidas. Especialistas da \u00e1rea, no entanto, consideram a medida um avan\u00e7o na prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade local.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A remo\u00e7\u00e3o enfrenta resist\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o, que muitas vezes rejeita cortar \u00e1rvores adultas para plantar mudas no lugar porque v\u00ea a remo\u00e7\u00e3o como uma perda imediata. Ap\u00f3s o corte, as sementes da leucena reabrotam rapidamente e tentam recolonizar as \u00e1reas. Isso exige manuten\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e vigil\u00e2ncia para evitar que a esp\u00e9cie se reestabele\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Reconhecimento internacional baseado em gest\u00e3o estrat\u00e9gica<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O t\u00edtulo de &#8220;Cidade \u00c1rvore do Mundo&#8221; resulta de d\u00e9cadas de investimento em infraestrutura verde e pol\u00edticas p\u00fablicas dedicadas. Para manter o reconhecimento, as cidades precisam cumprir crit\u00e9rios rigorosos, como possuir \u00f3rg\u00e3o gestor dedicado \u00e0s \u00e1rvores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m precisam ter legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, promover a\u00e7\u00f5es educativas cont\u00ednuas e manter investimento permanente em plantio e conserva\u00e7\u00e3o. No ranking nacional, Goi\u00e2nia fica em segundo lugar, com 89,6% de domic\u00edlios em vias arborizadas, seguida por Palmas, com 88,7%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o de Campo Grande de remover a leucena refor\u00e7a seu compromisso em preservar a sa\u00fade do ecossistema urbano para as pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, mesmo que isso signifique retirar \u00e1rvores j\u00e1 estabelecidas na paisagem da cidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reconhecida internacionalmente por sua arboriza\u00e7\u00e3o, a cidade de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, se v\u00ea agora diante de um impasse: eliminar\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":34861,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-34862","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34862","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34862"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34862\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35245,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34862\/revisions\/35245"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34861"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34862"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34862"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34862"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}