{"id":34641,"date":"2026-08-19T17:12:00","date_gmt":"2026-08-19T20:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=34641"},"modified":"2026-08-19T17:12:00","modified_gmt":"2026-08-19T20:12:00","slug":"milhoes-de-gnus-percorrem-cerca-de-800-km-em-busca-de-agua-e-pastagens-e-protagonizam-a-maior-migracao-de-grandes-mamiferos-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/milhoes-de-gnus-percorrem-cerca-de-800-km-em-busca-de-agua-e-pastagens-e-protagonizam-a-maior-migracao-de-grandes-mamiferos-da-terra\/","title":{"rendered":"Milh\u00f5es de gnus percorrem cerca de 800 km em busca de \u00e1gua e pastagens e protagonizam a maior migra\u00e7\u00e3o de grandes mam\u00edferos da Terra"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos mamiferos mais chamativos do continente africano, o gnu , tamb\u00e9m conhecido como boi-cavalo, costuma iniciar a cada primavera uma jornada de aproximadamente 800 quil\u00f4metros, em uma travessia de ida e volta impulsionada pela chuva, pela vegeta\u00e7\u00e3o e pela luta pela sobreviv\u00eancia. A Grande Migra\u00e7\u00e3o envolve milh\u00f5es desses animais e representa o maior deslocamento de grandes herb\u00edvoros do planeta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fen\u00f4meno come\u00e7a na parte sul da Tanz\u00e2nia e segue rumo ao norte, at\u00e9 a Reserva Nacional do Masai Mara, no Qu\u00eania, antes de retornar ao Serengeti quando as chuvas voltam, em outubro. &#8220;Todas essas esp\u00e9cies fazem parte de um belo e din\u00e2mico mosaico alimentado pelos ciclos de chuva e seca&#8221;, afirma T. Michael Anderson, explorador da National Geographic. Dezenas de esp\u00e9cies participam do fen\u00f4meno, mas o gnu \u2014 com seus chifres e pelagem caracter\u00edstica \u2014 \u00e9 a esp\u00e9cie central desse movimento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O ciclo anual dos gnus no Serengeti<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sobreviv\u00eancia determina a migra\u00e7\u00e3o. As esta\u00e7\u00f5es secas e chuvosas do Serengeti definem onde crescem as plantas nutritivas das quais os herb\u00edvoros dependem. Por isso, os animais seguem o melhor alimento dispon\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os meses de janeiro e abril, os gnus se re\u00fanem na parte sul do Parque Nacional do Serengeti para dar \u00e0 luz seus filhotes. Aproximadamente meio milh\u00e3o de filhotes nascem em um per\u00edodo muito curto. O n\u00famero de adultos \u00e9 bem superior e chega a 1,3 milh\u00e3o de gnus na regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais de 200 mil zebras e 400 mil gazelas-de-Thomson tamb\u00e9m compartilham essas pastagens. Os rec\u00e9m-nascidos t\u00eam tempo para ganhar for\u00e7a e acompanhar a manada enquanto os gnus se alimentam da vegeta\u00e7\u00e3o, antes que a seca anual reduza o crescimento das plantas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando a comida escasseia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Anderson explica ainda que os gnus provavelmente prefeririam ficar nas plan\u00edcies do Serengeti o ano todo, porque a grama \u00e9 de alta qualidade e rica em energia. Mas eles n\u00e3o conseguem permanecer quando, ao final da esta\u00e7\u00e3o chuvosa, o crescimento da grama desacelera e eventualmente cessa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escassez de alimento intensifica a competi\u00e7\u00e3o entre os herb\u00edvoros. As zebras \u2014 que pesam mais de 230 quilogramas cada \u2014 precisam de mais comida que os gnus para alimentar seus corpos maiores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em busca de pastagens menos consumidas pelos gnus, as zebras come\u00e7am a se mover primeiro para o norte. Depois de esgotar o melhor alimento da parte sul do Serengeti, os gnus geralmente seguem para o norte em menos de quatro dias.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A travessia \u00e9pica<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao se deslocarem, os 1,3 milh\u00e3o de gnus n\u00e3o viajam sozinhos \u2014 animais como zebras e gazelas fazem a mesma jornada de ida e volta ao lado das manadas. A jornada \u00e9 moldada tanto pelo instinto quanto pela incerteza. Predadores, secas e rios que mudam de curso fazem com que nenhuma travessia do Serengeti seja id\u00eantica \u00e0 anterior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os gnus adultos frequentemente carregam filhotes rec\u00e9m-nascidos, agrupam-se e trotam juntos em busca dos vegetais mais frescos da esta\u00e7\u00e3o. Quando pastam a grama alta, eles facilitam o acesso das gazelas a plantas mais nutritivas e beneficiam os herb\u00edvoros que os seguem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos mamiferos mais chamativos do continente africano, o gnu , tamb\u00e9m conhecido como boi-cavalo, costuma iniciar a cada primavera uma jornada de\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":34640,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-34641","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34641","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34641"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34641\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34745,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34641\/revisions\/34745"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34640"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34641"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34641"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34641"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}