{"id":34634,"date":"2026-08-19T15:03:00","date_gmt":"2026-08-19T18:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=34634"},"modified":"2026-08-19T15:03:00","modified_gmt":"2026-08-19T18:03:00","slug":"pinguins-podem-nadar-ate-6-800-km-em-apenas-8-a-10-semanas-antes-de-trocar-suas-penas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/pinguins-podem-nadar-ate-6-800-km-em-apenas-8-a-10-semanas-antes-de-trocar-suas-penas\/","title":{"rendered":"Pinguins podem nadar at\u00e9 6.800 km em apenas 8 a 10 semanas antes de trocar suas penas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pinguins chamam aten\u00e7\u00e3o por seu modo de viver ex\u00f3tico e todos anos diversos turistas viajam para ver esses animais nas regi\u00f5es mais geladas do globo. Uma das esp\u00e9cies mais conhecidas \u00e9 a do pinguim-do-fiorde, tamb\u00e9m chamado de Tawaki, e respons\u00e1vel por fazer uma jornada migrat\u00f3ria entre sua col\u00f4nia na Nova Zel\u00e2ndia e regi\u00f5es oce\u00e2nicas distantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante as 8 a 10 semanas que antecedem a muda anual, esses pinguins de crista percorrem at\u00e9 2.500 km em linha reta. Ao todo, cobrem uma dist\u00e2ncia de nado de at\u00e9 6.800 km. Um estudo da University of Otago rastreou 17 adultos de uma \u00fanica col\u00f4nia na \u00e1rea de reprodu\u00e7\u00e3o ao norte da distribui\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados revelaram padr\u00f5es complexos de dispers\u00e3o e ajudam a entender como esses animais sobrevivem em condi\u00e7\u00f5es oce\u00e2nicas desafiadoras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Rotas migrat\u00f3rias do pinguim-do-fiorde atrav\u00e9s dos oceanos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O rastreamento por sat\u00e9lite mostrou um comportamento notavelmente coordenado entre os pinguins. Todos os 17 indiv\u00edduos deixaram a col\u00f4nia em dire\u00e7\u00e3o sudoeste, seguindo um corredor bem definido antes de se dividirem em dois destinos gerais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pinguins que partiram no fim de novembro navegaram at\u00e9 a Frente Subtropical, a aproximadamente 800 km ao sul da Tasm\u00e2nia. Os que sa\u00edram em dezembro viajaram ainda mais longe. Eles seguiram rumo \u00e0 Frente Subant\u00e1rtica. O padr\u00e3o indica uma associa\u00e7\u00e3o entre os per\u00edodos de partida e as condi\u00e7\u00f5es oceanogr\u00e1ficas dispon\u00edveis em cada \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fatores oceanogr\u00e1ficos que guiam a migra\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise dos movimentos mostrou como o ambiente marinho influencia as rotas dos pinguins. Entre os que viajavam em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Frente Subant\u00e1rtica, os principais fatores associados aos movimentos eram a profundidade da \u00e1gua, a velocidade das correntes de superf\u00edcie e as anomalias do n\u00edvel do mar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os pinguins que se dirigiam \u00e0 Frente Subtropical, a temperatura da superf\u00edcie do mar e a concentra\u00e7\u00e3o de clorofila a eram os fatores que mais influenciavam os movimentos. Esses padr\u00f5es mostram uma forte associa\u00e7\u00e3o entre as rotas seguidas por esses animais e as condi\u00e7\u00f5es oceanogr\u00e1ficas regionais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma fase cr\u00edtica no ciclo anual<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa jornada anterior \u00e0 muda ocorre em uma fase exigente do ponto de vista energ\u00e9tico no ciclo anual do pinguim. Depois da temporada reprodutiva, tamb\u00e9m desgastante, os Tawaki enfrentam a tarefa igualmente custosa de trocar todas as penas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante esse per\u00edodo de vulnerabilidade, a capacidade de alcan\u00e7ar as regi\u00f5es corretas do oceano afeta diretamente as chances de sobreviv\u00eancia individual. A escassez de alimento ou riscos de pesca nas rotas de dispers\u00e3o podem afetar a viabilidade das popula\u00e7\u00f5es reprodutivas na Nova Zel\u00e2ndia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desafios pr\u00e1ticos da pesquisa em campo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rastrear esses pinguins em oceano aberto apresentou limita\u00e7\u00f5es significativas. Embora 20 pinguins tenham sido equipados inicialmente, apenas 17 forneceram dados de migra\u00e7\u00e3o completos. Dois dispositivos perderam sinal pouco ap\u00f3s o in\u00edcio do rastreamento, provavelmente por falha t\u00e9cnica, e 15 dispositivos se desprenderam durante a jornada dos pinguins. Cada tag de rastreamento custa entre 1.500 e 2.000 d\u00f3lares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, estudos dessa magnitude costumam contar com amplo apoio financeiro. A pesquisa foi financiada por organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais e por apoio p\u00fablico, em vez de ag\u00eancias acad\u00eamicas tradicionais. O modelo reflete a import\u00e2ncia atribu\u00edda \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie fora dos c\u00edrculos acad\u00eamicos convencionais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conserva\u00e7\u00e3o al\u00e9m das fronteiras<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pinguim-do-fiorde \u00e9 a \u00fanica esp\u00e9cie de pinguim de crista que se reproduz no continente neozeland\u00eas. Tamb\u00e9m est\u00e1 entre as esp\u00e9cies de pinguim menos estudadas e mais raras do mundo. Proteger a esp\u00e9cie exige a\u00e7\u00e3o coordenada em v\u00e1rias regi\u00f5es oce\u00e2nicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As rotas reveladas indicam que os pinguins atravessam v\u00e1rias jurisdi\u00e7\u00f5es oce\u00e2nicas e dependem de ecossistemas espec\u00edficos e de padr\u00f5es de correntes que transcendem fronteiras nacionais. Portanto, conservar o Tawaki n\u00e3o envolve apenas proteger as col\u00f4nias de reprodu\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m garantir a seguran\u00e7a dos corredores de dispers\u00e3o oce\u00e2nica, desafio que exige coopera\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pinguins chamam aten\u00e7\u00e3o por seu modo de viver ex\u00f3tico e todos anos diversos turistas viajam para ver esses animais nas regi\u00f5es mais geladas do globo.\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":34633,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-34634","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34634","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34634"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34634\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34710,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34634\/revisions\/34710"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34633"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34634"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34634"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34634"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}