{"id":34615,"date":"2026-08-23T06:04:00","date_gmt":"2026-08-23T09:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=34615"},"modified":"2026-08-23T06:04:00","modified_gmt":"2026-08-23T09:04:00","slug":"um-salmao-pode-percorrer-quase-2-900-km-rio-acima-sem-comer-durante-uma-das-migracoes-mais-impressionantes-do-mundo-animal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/um-salmao-pode-percorrer-quase-2-900-km-rio-acima-sem-comer-durante-uma-das-migracoes-mais-impressionantes-do-mundo-animal\/","title":{"rendered":"Um salm\u00e3o pode percorrer quase 2.900 km rio acima sem comer durante uma das migra\u00e7\u00f5es mais impressionantes do mundo animal"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cada primavera, milh\u00f5es de salm\u00f5es deixam o oceano e iniciam, no rio Yukon, no Alasca, uma jornada que desafia os limites da resist\u00eancia animal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses peixes percorrem at\u00e9 1.800 milhas, aproximadamente 2.900 quil\u00f4metros, sem se alimentar durante toda a trajet\u00f3ria. A jornada representa uma das migra\u00e7\u00f5es mais longas do mundo e sustenta a fauna selvagem e comunidades do Alasca que dependem da pesca de subsist\u00eancia h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As migra\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m atraem pescadores de diferentes regi\u00f5es. Por\u00e9m, o n\u00famero de salm\u00f5es est\u00e1 em decl\u00ednio, o que levou \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de restri\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias e aumentou a necessidade de monitorar esses estoques.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os limites da contagem no Yukon<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acompanhar migra\u00e7\u00f5es de salm\u00e3o ao longo de dist\u00e2ncias t\u00e3o vastas exige tempo, trabalho intenso e condi\u00e7\u00f5es adequadas. Os pesquisadores utilizam m\u00e9todos como vertedouros e sonar para estimar a quantidade de peixes que retorna aos locais de desova.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O aquecimento do \u00c1rtico, que ocorre mais rapidamente do que em outras regi\u00f5es do planeta, aumenta os desafios. Cheias extremas e mudan\u00e7as nos padr\u00f5es dos rios dificultam o trabalho de monitoramento, enquanto os equipamentos podem deixar de funcionar em condi\u00e7\u00f5es adversas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, minerais t\u00f3xicos liberados pelo permafrost chegaram a mais de 200 rios do Alasca desde que o fen\u00f4meno come\u00e7ou a ser observado em 2019. A altera\u00e7\u00e3o da qualidade da \u00e1gua aumenta a preocupa\u00e7\u00e3o com as popula\u00e7\u00f5es de peixes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">DNA ambiental ajuda no monitoramento<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisadores da Universidade de Nevada e da Universidade do Alasca Fairbanks est\u00e3o testando o DNA ambiental, conhecido como eDNA, para acompanhar os salm\u00f5es nos tribut\u00e1rios do Yukon. O m\u00e9todo consiste em coletar amostras de \u00e1gua e analisar os vest\u00edgios gen\u00e9ticos deixados pelos peixes enquanto nadam rio acima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto, financiado pelo Centro de Ci\u00eancia de Adapta\u00e7\u00e3o Clim\u00e1tica do Alasca, ligado \u00e0 Ag\u00eancia Geol\u00f3gica dos Estados Unidos, conta com colaboradores locais em cinco tribut\u00e1rios. Eles foram treinados para coletar amostras di\u00e1rias durante as atividades de contagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores comparam os resultados do eDNA com as contagens tradicionais para identificar uma poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o entre a quantidade de material gen\u00e9tico encontrada na \u00e1gua e o n\u00famero de peixes presentes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma alternativa para condi\u00e7\u00f5es extremas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A t\u00e9cnica pode ajudar a monitorar salm\u00f5es Chinook e Chum em uma regi\u00e3o onde mudan\u00e7as ambientais dificultam m\u00e9todos convencionais. Como n\u00e3o depende da observa\u00e7\u00e3o direta dos animais, o eDNA pode ser \u00fatil quando condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas impedem o funcionamento dos equipamentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo \u00e9 aprimorar o acompanhamento das popula\u00e7\u00f5es e fornecer dados para decis\u00f5es sobre conserva\u00e7\u00e3o e pesca. Em um cen\u00e1rio de mudan\u00e7as nos rios e aumento da press\u00e3o ambiental, m\u00e9todos complementares podem ajudar pesquisadores e comunidades a acompanhar os estoques de salm\u00e3o com maior seguran\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada primavera, milh\u00f5es de salm\u00f5es deixam o oceano e iniciam, no rio Yukon, no Alasca, uma jornada que desafia os limites da resist\u00eancia animal.<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":34614,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-34615","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34615","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34615"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34615\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35223,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34615\/revisions\/35223"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34614"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34615"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34615"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34615"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}