{"id":34541,"date":"2026-08-23T16:04:00","date_gmt":"2026-08-23T19:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=34541"},"modified":"2026-08-23T16:04:00","modified_gmt":"2026-08-23T19:04:00","slug":"ela-ja-foi-considerada-a-maior-fazenda-do-brasil-tinha-152-mil-hectares-centenas-de-quilometros-de-estradas-e-ate-aeroporto-dentro-da-propriedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/ela-ja-foi-considerada-a-maior-fazenda-do-brasil-tinha-152-mil-hectares-centenas-de-quilometros-de-estradas-e-ate-aeroporto-dentro-da-propriedade\/","title":{"rendered":"Ela j\u00e1 foi considerada a maior fazenda do Brasil, tinha 152 mil hectares, centenas de quil\u00f4metros de estradas e at\u00e9 aeroporto dentro da propriedade"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Localizada no interior do Mato Grosso, mais precisamente na cidad de Quer\u00eancia, a Fazenda Roncador j\u00e1 foi considerada por muito tempo como a maior do Brasil. O local come\u00e7ou como vis\u00e3o de um empreendedor que desafiou as limita\u00e7\u00f5es do setor pecu\u00e1rio brasileiro. Pelerson Soares Penido adquiriu a propriedade em 1978 e iniciou a implanta\u00e7\u00e3o de uma estrutura que cresceria para 152 mil hectares em seu auge.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00e1rea ocupava mais espa\u00e7o que toda a Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo, com 152 mil hectares e infraestrutura que inclu\u00eda aeroporto pr\u00f3prio. Penido tinha 60 anos quando iniciou o projeto, no final da d\u00e9cada de 1970. J\u00e1 com experi\u00eancia como engenheiro civil e trajet\u00f3ria como ex-tropeiro, conseguiu implementar um modelo pecu\u00e1rio considerado como revolucion\u00e1rio para a \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A propriedade evoluiu para uma estrutura com 607 quil\u00f4metros de estradas pavimentadas. E mais de 800 quil\u00f4metros de vias internas que conectavam uma infraestrutura completa: escolas, supermercados, igrejas e quadras esportivas para os residentes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Integra\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel da Fazenda Roncador<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 pouco mais de dez anos, iniciou-se a implanta\u00e7\u00e3o da Integra\u00e7\u00e3o lavoura-pecu\u00e1ria (ILP), com novas pr\u00e1ticas de gest\u00e3o e uma nova compreens\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o com o meio ambiente. A transforma\u00e7\u00e3o introduziu um sistema que integrava lavoura, pecu\u00e1ria e florestas de forma combinada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados dessa transforma\u00e7\u00e3o impressionaram: a produ\u00e7\u00e3o cresceu sem o desmatamento de \u00e1rvores nativas, reposicionando a propriedade como refer\u00eancia em rentabilidade associada \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apenas em 2019, a fazenda produziu 5.200 toneladas de carne e 166.256 toneladas de soja, alcan\u00e7ando resultados que representavam um aumento significativo em rela\u00e7\u00e3o aos per\u00edodos anteriores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O sistema 4p e seus mecanismos de simbiose<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Integra\u00e7\u00e3o adotada une plantas, pecu\u00e1ria, pessoas e planeta em um ecossistema \u00fanico denominado sistema 4P. A soja, por ser uma leguminosa, fixa nitrog\u00eanio no solo e favorece o crescimento das pastagens, reduzindo a necessidade de fertilizantes qu\u00edmicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A palhada resultante da colheita permanece como adubo natural, protegendo o solo da eros\u00e3o. Essas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas funcionam em simbiose: o gado se alimenta das pastagens enriquecidas, enquanto seus res\u00edduos devolvem nutrientes ao solo. A propriedade atual, ap\u00f3s divis\u00e3o entre herdeiros, soma 53 mil hectares, dos quais aproximadamente metade abrange matas nativas e \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o permanente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o permanente que funcionam como sumidouros de carbono. Segundo levantamento da Pangea Capital de 2018, a propriedade captura mais de 89 mil toneladas de carbono. Conforme apurado, a produ\u00e7\u00e3o da fazenda retira mais gases poluentes da atmosfera do que coloca desde 2009.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estrutura e escala atual da propriedade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Fazenda Roncador consolidou-se como um marco da agropecu\u00e1ria brasileira ao demonstrar um modelo onde moderniza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis se combinam para aumentar a produtividade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A infraestrutura interna reflete a ambi\u00e7\u00e3o do projeto original: funciona como aglomerado autossuficiente com centenas de quil\u00f4metros de estradas pavimentadas. Inclui aeroporto pr\u00f3prio e cerca de mil moradores vivendo na propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O modelo desenvolvido oferece um blueprint para a reinven\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio brasileiro. Isso vai demonstrando que rentabilidade, preserva\u00e7\u00e3o ambiental e responsabilidade social s\u00e3o objetivos compat\u00edveis e alcan\u00e7\u00e1veis no mesmo espa\u00e7o produtivo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Localizada no interior do Mato Grosso, mais precisamente na cidad de Quer\u00eancia, a Fazenda Roncador j\u00e1 foi considerada por muito tempo como a maior do\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":34540,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-34541","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34541","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34541"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34541\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35237,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34541\/revisions\/35237"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34540"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34541"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34541"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34541"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}