{"id":34324,"date":"2026-08-18T05:05:00","date_gmt":"2026-08-18T08:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=34324"},"modified":"2026-08-18T10:38:02","modified_gmt":"2026-08-18T13:38:02","slug":"apos-30-anos-longe-dos-estudos-porteiro-virou-aluno-na-faculdade-onde-trabalhava-e-conquista-diploma-em-direito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/apos-30-anos-longe-dos-estudos-porteiro-virou-aluno-na-faculdade-onde-trabalhava-e-conquista-diploma-em-direito\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s 30 anos longe dos estudos, porteiro virou aluno na faculdade em que trabalhava e conquista diploma em Direito"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um porteiro de 64 anos trocou a rotina de abrir port\u00f5es pela sala de aula e conquistou o diploma de Direito na mesma institui\u00e7\u00e3o onde trabalha, no Esp\u00edrito Santo. Esse foi o caso de Darlivan Caetano, que ganhou notoriedade em notici\u00e1rios no ano de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Darlivan passou 36 anos sem estudar antes de ter contato novamente com os livros. Nascido em uma fam\u00edlia humilde de sete filhos na periferia de Serra, no Esp\u00edrito Santo, enfrentou dificuldades na juventude como o v\u00edcio em drogas e \u00e1lcool que o afastou de um rotina de estudos e do emprego p\u00fablico que tinha como servidor concursado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com seu pr\u00f3prio relato, ele virou morador de rua, desenvolveu cirrose e teve problemas graves de sa\u00fade. &#8220;Eu virei at\u00e9 mendigo, tive cirrose e fiquei louco&#8221;, disse Darlivan na \u00e9poca. &#8220;Quando eu descia o morro dando risada, o pessoal falava que eu j\u00e1 era. Ca\u00ed no fundo do po\u00e7o&#8221;, confessou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Porteiro que retomou os estudos e se formou em direito<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A retomada dos estudos come\u00e7ou em 2007, quando ele conseguiu o emprego de porteiro na Rede Doctum de ensino. O contato di\u00e1rio com o ambiente universit\u00e1rio o motivou a voltar a estudar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto observava o vai e vem dos alunos na faculdade, Darlivan decidiu retomar os estudos, e em 2011, voltou \u00e0 sala de aula para cursar o ensino m\u00e9dio em uma turma de Educa\u00e7\u00e3o para Jovens e Adultos (EJA)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o apoio de colegas de trabalho e estudantes da faculdade, ele conseguiu se inscrever no curso de Direito. Como funcion\u00e1rio da institui\u00e7\u00e3o, conseguiu desconto na mensalidade e usava os intervalos do trabalho para estudar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Forma\u00e7\u00e3o e novos horizontes<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Darlivan se formou em 2017, aos 59 anos e se tornou o primeiro entre seus sete irm\u00e3os e sete filhos a concluir uma gradua\u00e7\u00e3o. Depois do diploma em Direito, ainda concluiu tr\u00eas p\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s o t\u00e9rmino do cursos, ele passou a manter um pequeno escrit\u00f3rio virtual de consultoria e seguiu atuando como porteiro na faculdade onde se formou. Apesar de ter conclu\u00eddo o curso, o porteiro chegou a declarar que seu objetivo era continuar estudando, especializar-se e conquistar melhores condi\u00e7\u00f5es para a fam\u00edlia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, ele tinha como meta passar nos exames da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para garantir estabilidade aos netos, bisnetos e irm\u00e3os.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um porteiro de 64 anos trocou a rotina de abrir port\u00f5es pela sala de aula e conquistou o diploma de Direito na mesma institui\u00e7\u00e3o onde trabalha, no\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":34323,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-34324","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34324","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34324"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34324\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34451,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34324\/revisions\/34451"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34323"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}