{"id":33977,"date":"2026-08-14T11:01:00","date_gmt":"2026-08-14T14:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=33977"},"modified":"2026-08-14T11:01:00","modified_gmt":"2026-08-14T14:01:00","slug":"ele-vendia-doces-e-biscoitos-pelas-ruas-e-chegava-a-caminhar-30-km-por-dia-anos-depois-conseguiu-realizar-o-sonho-de-virar-jogador-profissional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/ele-vendia-doces-e-biscoitos-pelas-ruas-e-chegava-a-caminhar-30-km-por-dia-anos-depois-conseguiu-realizar-o-sonho-de-virar-jogador-profissional\/","title":{"rendered":"Ele vendia doces e biscoitos pelas ruas e chegava a caminhar 30 km por dia; anos depois, conseguiu realizar o sonho de virar jogador profissional"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Janderson marcou seu primeiro gol como profissional pelo Botafogo contra o Ypiranga-RS, na Copa do Brasil. O atacante chegou ao futebol de alto n\u00edvel depois de vender doces e biscoitos pelas ruas do Rio de Janeiro, percorrendo at\u00e9 30 km por dia a p\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com 23 anos, ele cresceu no Complexo do Chapad\u00e3o, na Zona Norte do Rio, em meio a dificuldades financeiras severas. A fam\u00edlia passou por per\u00edodos de fome e falta de moradia, o que o obrigou a trabalhar ainda adolescente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Do Mercad\u00e3o \u00e0s ruas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes de virar jogador, Janderson buscava balas, biscoitos e doces no Mercad\u00e3o de Madureira e sa\u00eda para vend\u00ea-los pelas ruas, em trajetos que \u00e0s vezes iam at\u00e9 a Freguesia. &#8220;Nunca precisei fazer nada de errado, sempre fiz o certo&#8221;, disse ap\u00f3s o gol contra o Ypiranga.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Futebol sem base estruturada<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sem nunca ter passado por categorias de base ou escolinhas, Janderson jogava apenas torneios amadores e peladas na comunidade. Em 2020, durante uma competi\u00e7\u00e3o, o Angra dos Reis o chamou para testes. O clube, que disputava a segunda divis\u00e3o do Carioca, o aprovou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pelo Angra, foram 17 jogos e 1 gol, suficiente para ser apontado como revela\u00e7\u00e3o da Segundona e atrair o Duque de Caxias. O salto seguinte veio com o S\u00e3o Jos\u00e9-MA, que o contratou no in\u00edcio de 2022. Em 9 jogos, marcou 6 gols e deu 1 assist\u00eancia, o que lhe rendeu um lugar na sele\u00e7\u00e3o do Campeonato Maranhense.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois, o Bahia de Feira de Santana, da S\u00e9rie D, o contratou. Pelo clube, Janderson marcou 7 gols em 15 partidas antes de chegar ao Botafogo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A trajet\u00f3ria vista pelo clube<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lu\u00eds Castro, t\u00e9cnico do Botafogo \u00e0 \u00e9poca, comentou que hist\u00f3rias como a de Janderson frequentemente passam despercebidas no futebol. &#8220;Janderson j\u00e1 passou por situa\u00e7\u00f5es que o agrediram muito mais do que qualquer coisa dentro de um est\u00e1dio&#8221;, disse o treinador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O gol contra o Ypiranga foi mais do que um resultado: encerrou o ciclo de quem vendia doces a p\u00e9 pelas ruas do Rio e chegou ao profissionalismo sem nunca ter pisado em uma base estruturada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Janderson marcou seu primeiro gol como profissional pelo Botafogo contra o Ypiranga-RS, na Copa do Brasil. O atacante chegou ao futebol de alto n\u00edvel\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":33976,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-33977","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33977","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33977"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33977\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34041,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33977\/revisions\/34041"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33976"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33977"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33977"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33977"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}