{"id":33967,"date":"2026-08-14T09:15:00","date_gmt":"2026-08-14T12:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=33967"},"modified":"2026-08-14T09:15:00","modified_gmt":"2026-08-14T12:15:00","slug":"soldado-desaparecido-nas-montanhas-da-italia-ganhou-nome-novamente-81-anos-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/soldado-desaparecido-nas-montanhas-da-italia-ganhou-nome-novamente-81-anos-depois\/","title":{"rendered":"Soldado desaparecido nas montanhas da It\u00e1lia ganhou nome novamente 81 anos depois"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por mais de 80 anos, uma l\u00e1pide de m\u00e1rmore branco com a inscri\u00e7\u00e3o &#8220;Unknown&#8221; ficou no Florence American Cemetery, em Impruneta, com vista para as colinas da Toscana. Milhares de visitantes passaram por ali sem saber que o soldado enterrado era um jovem de 30 anos, de New Haven, Connecticut, desaparecido nos \u00faltimos meses da Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, ele tem um nome. St. Clair M. Gibson foi identificado pela Defense POW\/MIA Accounting Agency (DPAA) em 7 de maio de 2025, encerrando um caso aberto desde seu desaparecimento nos Apeninos italianos, em 1944.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os Buffalo Soldiers na It\u00e1lia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gibson servia no 371\u00ba Regimento de Infantaria, da 92\u00aa Divis\u00e3o de Infantaria, formada exclusivamente por soldados negros, conhecidos como Buffalo Soldiers. Esses combatentes enfrentavam as for\u00e7as alem\u00e3s na linha de frente na It\u00e1lia enquanto sofriam segrega\u00e7\u00e3o racial em seu pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 18 de novembro de 1944, ele desapareceu durante um combate perto de Monte Canala. O terreno acidentado ao redor de Seravezza era t\u00e3o perigoso que sua unidade n\u00e3o conseguiu recuper\u00e1-lo antes que as linhas de batalha mudassem de posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Da sepultura sem nome \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois da guerra, investigadores encontraram restos mortais naquele campo de batalha, mas a tecnologia da \u00e9poca n\u00e3o permitiu identific\u00e1-los. Os restos foram catalogados como &#8220;Unknown X-272 Castelfiorentino&#8221; e sepultados em Impruneta. Em 1949, o Ex\u00e9rcito declarou o caso n\u00e3o recuper\u00e1vel e encerrou as buscas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2017, pesquisadores decidiram exumar os restos e usar exames de DNA e registros odontol\u00f3gicos modernos para tentar uma nova identifica\u00e7\u00e3o. O resultado veio 81 anos ap\u00f3s o desaparecimento de Gibson.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O nome devolvido e o sepultamento<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eryth Zecher, superintendente do Florence American Cemetery, disse que foi &#8220;uma honra profunda&#8221; poder marcar a identifica\u00e7\u00e3o ao lado do nome de Gibson. Quem visita o cemit\u00e9rio hoje encontra o nome do soldado gravado nas T\u00e1buas dos Desaparecidos, com uma roseta de bronze ao lado, s\u00edmbolo de que ele deixou de estar perdido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gibson foi sepultado com honras militares plenas no Arlington National Cemetery em 10 de mar\u00e7o de 2026. O Florence American Cemetery re\u00fane 4.392 l\u00e1pides entre ciprestes e colinas ao sul de Floren\u00e7a, e todo m\u00eas de maio recebe cerim\u00f4nias de Memorial Day com autoridades e militares.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por mais de 80 anos, uma l\u00e1pide de m\u00e1rmore branco com a inscri\u00e7\u00e3o &#8220;Unknown&#8221; ficou no Florence American Cemetery, em Impruneta, com vista para as colinas\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":33966,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-33967","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33967","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33967"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33967\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34005,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33967\/revisions\/34005"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33966"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33967"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33967"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33967"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}