{"id":33798,"date":"2026-08-12T10:32:00","date_gmt":"2026-08-12T13:32:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/?p=33798"},"modified":"2026-08-12T09:43:30","modified_gmt":"2026-08-12T12:43:30","slug":"catador-passou-anos-recolhendo-materiais-descartados-e-acabou-usando-parte-deles-para-realizar-o-sonho-de-construir-a-propria-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/dptrends\/catador-passou-anos-recolhendo-materiais-descartados-e-acabou-usando-parte-deles-para-realizar-o-sonho-de-construir-a-propria-casa\/","title":{"rendered":"Catador passou anos recolhendo materiais descartados e acabou usando parte deles para realizar o sonho de construir a pr\u00f3pria casa"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Odair Chagas de Lima realizou, aos 68 anos, o sonho da casa pr\u00f3pria coletando materiais recicl\u00e1veis pelas ruas de Itanha\u00e9m, no litoral paulista. Quando tinha 50 anos, estava desempregado em Guarulhos e se mudou para a cidade na esperan\u00e7a de encontrar uma forma de gerar renda e reconstruir a vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante seis meses, morou em uma habita\u00e7\u00e3o improvisada enquanto procurava trabalho. Na reciclagem, encontrou a ocupa\u00e7\u00e3o que o sustentaria pelos 15 anos seguintes e lhe permitiria construir a casa aos poucos, com o dinheiro acumulado na coleta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Coleta de materiais e constru\u00e7\u00e3o da casa pr\u00f3pria<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 15 anos, Odair percorre os bairros de Itanha\u00e9m durante cerca de oito horas por dia em busca de pl\u00e1stico, latinhas, ferro e \u00f3leo. Ele acumula o m\u00e1ximo poss\u00edvel ao longo de um ano e pesquisa os melhores pre\u00e7os antes de vender tudo de uma vez.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com essa pr\u00e1tica, consegue vender aproximadamente duas toneladas de pl\u00e1stico, mais de mil latinhas e 300 litros de \u00f3leo, o que lhe rende entre R$ 6 mil e R$ 7 mil. O dinheiro complementa sua aposentadoria e permitiu que ele comprasse m\u00f3veis e constru\u00edsse a casa gradualmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Odair usa uma bicicleta como equipamento de trabalho. No muro da casa, uma placa resume o orgulho de suas conquistas: &#8220;Esta casa foi feita com reciclado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Preconceito no in\u00edcio, satisfa\u00e7\u00e3o no presente<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Odair enfrentou dificuldades e preconceito quando come\u00e7ou, mas desenvolveu experi\u00eancia e hoje n\u00e3o pensa em fazer outra coisa. Ele conta que algumas pessoas o compreendem, enquanto outras veem os catadores como lixo. &#8220;N\u00e3o ligo, finjo que n\u00e3o \u00e9 com mim e continuo trabalhando&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ele, a profiss\u00e3o vai al\u00e9m da renda. &#8220;Hoje prefiro a minha vida aqui, gosto do que fa\u00e7o e sou feliz assim. Me chamam at\u00e9 de Jo\u00e3o de Barro por construir de pouco em pouco, mas valeu a pena.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes de se tornar catador, Odair trabalhou como pedreiro e porteiro. Segundo o Censo Demogr\u00e1fico de 2010, cerca de 387.910 pessoas declararam a atividade como ocupa\u00e7\u00e3o principal, n\u00famero que pode estar abaixo do real porque muitos trabalham na informalidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Odair Chagas de Lima realizou, aos 68 anos, o sonho da casa pr\u00f3pria coletando materiais recicl\u00e1veis pelas ruas de Itanha\u00e9m, no litoral paulista. 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