Pesquisa Nordeste apresentou menor variação na inadimplência entre as regiões brasileiras

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 12/06/2019 16:26 Atualizado em: 12/06/2019 16:37

O Nordeste foi a região que apresentou menor variação da inadimplência, com aumento de 0,53% no número de devedores. O Sudeste foi a que teve a maior alta, com 3,83%, enquanto o Sul (2,31%), Centro-Oeste (1,60%) e Norte (1,23%) apareceram na sequência, segundo levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) . Na média nacional, em maio, as dívidas em atraso superaram em mais de três vezes o salário mínimo atual do país, com valor médio de R$ 3.239,48, somando todas as pendências em nome do inadimplente. O valor é 41% maior que a renda média mensal do trabalhador brasileiro, que é de R$ 2.291, segundo o IBGE.

Em maio, o avanço no volume de consumidores com contas em atraso e com restrições no CPF foi de 2,3% quando comparado com o mesmo mês do ano passado. Isso significa uma leve aceleração na comparação com os primeiros meses de 2019: . abril (2,0%), março (2,1%) e fevereiro (1,8%). Já em janeiro, a alta observada havia sido de 2,4%.

A população mais velha é a que tem ficado mais inadimplente. O maior crescimento da inadimplência foi na população idosa, que varia de 65 aos 84 anos, com alta de 9,16%. Em seguida aparecem os consumidores de 50 a 64 anos (4,92%), de 40 a 49 anos (3,55%). Já na faixa dos 30 aos 39 anos houve uma leve queda de -0,43%. Também houve recuo entre as faixas etárias mais jovens como dos 18 aos 24 anos (-22,62%) e dos 25 aos 29 anos (-8,91%).

Apesar de mais da metade (53%) das dívidas pendentes de pessoas física ter algum banco ou instituição financeira como credor, o crescimento mais acentuado em maio foi o de contas básicas, como água e luz, que cresceram 27,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. As dívidas bancárias, que englobam pendências com cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e empréstimos cresceram 1,3% no período.


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