maus tratos Criança de cinco anos é amarrada e amordaçada por funcionário de escola em Jaboatão

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 11/06/2019 19:23 Atualizado em: 11/06/2019 20:47

Foto: Reprodução/Google Street View
Foto: Reprodução/Google Street View
Um funcionário de uma escola municipal de Jabotão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife, foi afastado do cargo, após denúncia de maus tratos feita pela mãe de um aluno da unidade de ensino. A criança de cinco anos teria sido amarrada e amordaçada, dentro de uma sala, por aprensentar "mau comportamento". De acordo com a Prefeitura de Jaboatão, o servidor trabalhava no setor administrativo da Escola Luiz Regueira, localizada na Avenida General Manuel Rabelo.

"Assim que a Secretaria de Educação tomou conhecimento do caso, o funcionário foi demitido e foi aberto um inquérito. A mãe também já registrou boletim de ocorrência, então ele vai precisar responder à polícia", confirmou a assessoria de comunicação da prefeitura. 

A Polícia Civil de Pernambuco também confirmou o caso, afirmando que a mãe do menino prestou queixa na Delegacia de Polícia de Crimes Contra Criança e Adolescente e Atos Infracionais de Jaboatão dos Guararapes. Ainda de acordo com a PCPE, já foi instaurado inquérito policial sobre o caso, a criança já foi ouvida e está recebendo "assistência necessária". 

Segundo relatos da mãe do aluno à polícia, a criança estaria muito assustada e traumatizada com a situação, que aconteceu na última sexta-feira (7). Ela teria ficado com marcas das fitas no corpo após a "punição".

A Secretaria de Educação do município informou que vem realizando trabalho de acolhimento e resgate com a criança, sua família e com seus colegas de classe. "Amanhã estamos levando uma equipede psicólogos da secretaria à escola e trabalhando para que a criança volte à escola no tempo dela", disse a secretária-executiva Iane Jardim. 

O funcionário pode ser enquadrado no crime de maus-tratos e, de acordo com as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), pegar de seis meses a dois anos de prisão.  


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